domingo, 31 de agosto de 2008

Fotos tiradas do ar mostram rotas de dinossauros nos EUA

Pegadas fossilizadas há 180 milhões de anos podem ser encontradas perto das dunas de areia de Utah

KANAB, EUA - Você pode chamá-los de paleo-paparazzi. Cientistas tentando entender melhor os dinossauros estão tirando fotos aéreas de traços deixados para trás há milhões de anos, perto das dunas de areia de Utah.

Pesquisadores em um helicóptero especialmente equipado cruzaram uma área chamada Moccasin Mountain, batendo fotos de pegadas fossilizadas na rocha.

Alan Titus, paleontologista do Bureau of Land Management, disse que é a primeira vez que um helicóptero é usado para obter imagens detalhadas do local.

As marcas foram deixadas por pelo menos seis espécies de dinossauros - alguns com três e outros com cinco dedos nos pés - que cruzaram a área há 180 milhões de anos.

A câmera, que consegue captar pegadas de poucos centímetros, vai permitir que cientistas observem as pegadas de uma área de três acres.

As fotos vão ser usadas para criar mapas das pegadas e imagens tridimensionais, de maneira que os pesquisadores possam melhor compreender o comportamento dos dinossauros. Eles também irão usar displays interpretativos para os visitantes.


As marcas fossilizadas são conhecidas localmente há anos, e são um lugar popular para turistas.

O local, que tem seu tráfego monitorado constantemente, era provavelmente um oásis onde dinossauros do início da Era Jurássica encontravam água e proteção para as temperaturas desérticas, disse Titus.

sábado, 30 de agosto de 2008

Tarbossauro

O Tarbossauro cujo o nome significa " réptil que causa espanto ", viveu na Mongólia no final do período Cretáceo há cerca de 70 milhões de anos atrás, alguns achavam este dinossauro tão parecido com o Tiranossauro rex que ambos poderiam ser o mesmo animal, no entanto o Tarbossauro foi encontrado na Mongólia , muito longe do Canadá, onde vivia o Tiranossauro rex. Além disso, ele tinha a cabeça maior e o corpo mais leve que o seu primo canadense.

Para o seu tamanho, o Tarbossauro tinha os menores braços entre os dinossauros carnívoros, eles nem sequer podiam alcançar sua boca. Seu crânio era do tamanho de um leopardo, o corpo inteiro equivalia a três carros, em sua mandíbula superior, havia 27 dentes longos e curvos, prontos para dilacerar carne. Seus pequenos braços não serviam para lutar apesar de possuir garras fortes


Os pés eram incomparavelmente mais fortes, com três garras grandes e seus enormes tornozelos indicavam que este dinossauro podia mover-se com bastante velocidade.
O Tarbossauro também era conhecido como Tiranossauro efremovi

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Oque é um fóssil

Os fósseis são as únicas evidências de animais e plantas que existiram há milhões de anos. Como se formam?

Fósseis são restos das plantas e animais, preservados nas rochas. Com freqüência, apenas as partes mais duras, como dentes e ossos, são preservadas. As outras partes se decompõem. Mesmo quando não resta nenhuma parte do animal, seu corpo faz uma cavidade na rocha, deixando impressa sua forma exata. Às vezes o animal deixa as marcas das patas ao passar pela areia ou lama. Uma única impressão permite determinar o tamanho do animal . Os fósseis levam milhões de anos para se formar.

Como um dinossauro vira fóssil

1 - Ao morrer o corpo do dinossauro pode cair ou ser levado para um rio

2 - O corpo jaz no fundo e a carne se decompõe progressivamente



3 - Aos poucos, o esqueleto vai sendo enterrado na lama, e os minerais da água penetram nos ossos e assim os conservam. Passados milhões de anos, a lama se estratifica e se transforma em rocha, e o esqueleto torna-se um fóssil.

4 - Milhões de anos atrás, o nível do mar era mais alto. O vento e a chuva lavaram a rocha, revelando o fóssil, prova da existência dos dinos.

Os detetives fósseis

Os cientistas que fazem o papel de detetives de fósseis são chamados "paleontólogos". Eles têm encontrado fósseis pelo mundo todo. Seu trabalho é difícil, por que os ossos fossilizados são encontrados espalhados em pedaços. Só muito raramente é que se encontra uma ossada totalmente preservada. Os paleontólogos costumam identificar os ossos e os reúnem em um quebra-cabeças. O resultado de seus trabalhos pode ser visto nos museus de história natural, onde os fósseis de dinossauros se encontram montados e podem ser vistos.

Excrementos

Ossos e dentes não são os únicos indícios que esses grandes gigantes do passado deixaram. Pegadas e impressão da pele escamosa feita na lama também foram encontradas.

Alguns dos fósseis mais notáveis já encontrados são os excrementos dos dinossauros

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Tyrannosaurídae

Tyrannosauridae é uma família de dinossauros terópodes tetanúreos, característicos do Cretáceo superior. O grupo inclui os maiores predadores carnívoros que já existiram sobre a Terra, entre eles o famoso Tyrannosaurus rex.

Uma característica distintiva do grupo são os membros anteriores, minúsculos por relação ao resto do corpo e demasiado pequenos para desempenharem uma função activa. Os tiranossaurídeos mediam, conforme o tipo, entre 8 a 14 metros de comprimento e pesavam entre 2 a 7 toneladas. No entanto, a espécie Dilong paradoxs tinha apenas 1,6 metro de comprimento e tinha penas.

Outra característica marcante da família é o crânio relatimamente grande para seu tamanho. Mediam entre 15 centímetros e 1,5 metro e abrigavam fortíssimos músculos, gerando uma mordida muito potente. Suas órbitas oculares eram grandes, o que indica uma boa visão. Seu olfato é provavelmente o mais apurado dentre todos os seres vivos que já existiram.

Os tiranossaurídeos eram exclusivamente carnívoros e tinham dentes aguçados e peso suficiente para destruir a armadura corporal, por exemplo, de um anquilossauro.
A evolução dos tiranossaurídeos dá- se apenas nos últimos 15 milhões de anos do Cretáceo.

Seus ancestrais vieram da Ásia em meados do Cretáceo, chegando a América do Norte há 80 milhões de anos, local onde se desenvolveram. Caçavam hadrossauros e ceratopsídeos, animais abundantes nesse período. Geralmente persguiam suas presas sozinhos, pois estas eram menores do que eles.

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Ultrassauro

O Ultrassauro era um dinossauro saurisquiano saurópode do fim do período Jurássico, que foi encontrado na América do Norte no Colorado. Com seu pescoço longo e quadrúpede era um dinossauro de porte gigantesco da família dos maiores saurópodes que já existiu. Na imagem a cima, o Ultrassauro (marrom) está ao lado de um outro saurópode o camarassauro (violeta).

O maior Ultrassauro tinha até 38 metros de comprimento e 22 metros de altura e pesava quase 90 toneladas, considerado na época um dos animais mais pesados. Outra espécie é o ultrassauro tabrienses do Cretáceo que viveu entre 110 a 100 milhões de anos atrás chegando a pesar 40 toneladas, 25 metros de comprimento e 12 metros de altura.

domingo, 24 de agosto de 2008

Paquicefalossauros

Pachycephalosauria (do grego "lagartos de cabeça espessa") é uma micro-ordem de dinossauros ornitópodos marginocefalianos bípedes e herbívoros que habitaram a Terra durante o período Cretáceo, onde atualmente estão as terras da América do Norte e da Ásia. A característica mais marcante destes animais era o topo do crânio,que possía em alguns animais vários centímetros de espessura, podiam apresentar formato de domo ou ainda era adornada com espinhos (como o Stygmoloch). A função de tal característica incomum é desconhecida.

Até recentemente especulava-se que os membros desta micro-ordem utilizavam seus crânios em disputas territoriais ou por um parceiro sexual batendo suas cabeças uma contra as outras (tal qual fazem alguns antílopes).

No entanto, estudos recentes apontaram que haveria grandes danos ao cérebro do animal, caso ele chocasse sua cabeça contra a de outro indivíduo, sugerindo que talvez seu crânio fosse utilizado para a defesa contra predadores ou as disputas por parceiros eram realizadas com golpes desferidos contra as laterais do rival (assim como as girafas o fazem).

sábado, 23 de agosto de 2008

Anquilossaurídeos

Os anquilossaurídeos (do latim científico Ankilosauridae) constituem um grupo de dinossauros ornitísquios caracterizados por possuírem armaduras corpóreas providas de grossos espinhos e uma clava de fortes ossos fundidos na cauda, que era usada como arma de defesa contra predadores; a força inflingida por um golpe dessa clava chegava a 2 toneladas de força, suficiente para arrebentar o osso da perna de qualquer predador.

Muito fortes, dificilmente eram abatidos. Sua barriga era a única parte desprotegida de seu corpo. Se um predador quisesse vencer, deveria fazer o anquilossaurídeo expor seu ventre.

O corpo dos anquilossauros os transformavam em perfeitas armas de combate, sendo que em alguns casos até as pálpebras dos olhos eram "blindadas" por uma espécie de persiana óssea. Em combate, dois machos ameçariam um ao outro com suas caudas.

Os anquilossaurídeos descendem de uma outro família de dinossauros blindados, chamada nodossaurídae. Os nodossaurídeos viveram durante o período Jurássico; também tinham uma grossa couraça em suas costas, com mais e maiores espinhos. Não possuíam a clava na cauda, e eram menores do que os anquilosaurídeos.

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Ceratopsídeos

Os Cerátopsídeos cujo nome significa " cara com chifres ", eram todos quadrúpedes. Caracterizavam-se essencialmente pelo tamanho dos seus crânios, com grandes projeções ósseas que protegiam o pescoço, e pelos chifres que apresentavam no rosto, quer sobre os olhos, quer no nariz.

O único ceratopsídeo atípico que se conhece é o Paquirinossauro, que não possuía chifres de qualquer tipo e, em contrapartida, exibia um engrossamento ósseo em forma de plataforma sobre as narinas e outro acima de cada olho.


Mas em toda essa família a diversidade de forma cranianas é surpreendente, possuindo até um dos maiores crânios entre os animais terrestres ( Torossauro). Os chifres e as " golas " dos Ceratopsídeos, além do seu possível uso como defesa face ao ataque dos predadores, deviam desempenhar um papel importante nos combates entre machos e como meio de comunicação visual.

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Terópodes

Os Terópodes foram um dos dois grandes grupos de dinossauros saurísquios ou dinossauros com bacia de réptil. Incluem uma grande diversidade de dinossauros carnívoros, desde o pequeno compsognathus, do tamanho de uma galinha, até o terrível Tiranossauro, alto como uma casa .

Todos os terópodes eram bípedes e não utilizavam as patas anteriores para a locomoção. o que lhes permitia usá-las com outras funções, como capturar, dominar e matar as suas presas ou mesmo para manipular o alimento.

Alguns terópodes dispunham de dentes afiados que eram uma das principais armas de ataque. No entanto, outros eram desdentados e possuíam uma espécie de bico, parecido com o das aves atuais.

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Saurópodes

Os saurópodes (do latim científico Sauropoda) foram um dos dois grandes grupos de dinossauros saurísquios ou dinossauros com bacia de réptil. Os seus corpos eram enormes, com um pescoço muito comprido que terminava em uma cabeça muito pequena. A cauda, também muito comprida, junto com uma grande unha que a maioria dos saurópodes possuíam na pata dianteira, eram suas únicas armas de defesa, além de seu tamanho.

Eram quadrúpedes, com patas altas, retas como colunas, terminadas em pés dotados de dedos curtos e bastante parecidas com as dos elefantes. A sua dieta alimentar era vegetariana. Muitos deles não dispunham de mandíbulas e dentes apropriados para mastigar, de modo que engoliam grandes quantidades de matéria vegetal que, em seguida, eram "trituradas" no estômago por pedras ingeridas para facilitar a fermentação e a digestão do alimento.

terça-feira, 19 de agosto de 2008

A Espuma da Terra

A Espuma da Terra

"Espuma na Terra" é o título da 1ª Exposição de Mineralogia nas entranhas da Serra d'Aire, patente ao público de 19 de Maio a 19 de Novembro de 2008, nas Grutas de Mira de Aire, as maiores grutas de Portugal.

O espólio desta exposição pertencente ao Dr. António José Menezes Teixeira, é composto por valiosas rochas e minerais originários de várias partes do mundo. Após percorrer uma distância de 600 metros e vencer um desnível de 110 metros, o visitante desta autêntica "Catedral da Natureza", pode admirar esta mostra única.

Descobertas em 1947, a entrada destas grutas encontra-se a 300m de altitude, mas no seu interior a profundidade desce até aos 180m. A sua formação remonta a 150 milhões de anos atrás, ao Jurássico médio, quando os dinossauros povoavam esta região, deixando as suas pegadas no solo, que agora poderá ver.

As grutas estão iluminadas com efeitos de luzes coloridas que realçam a beleza das formas moldadas em estalagmites e estalactites. Ao longo do percurso, o guia chamará a atenção para as estranhas formas calcárias moldadas em milhões de anos.

Iluminação, escadas, passadeiras, um elevador e música ambiente fazem da descida a este mundo escondido uma experiência inesquecível.

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Giganotosaurus

O giganotossauro (Giganotosaurus carolinii, do latim "lagarto gigante do sul") foi uma espécie de dinossauro carnívoro que viveu durante o período Cretáceo. Media até 18 metros de comprimento, 7 metros de altura e pesava entre 7 e 10 toneladas.

O giganotossauro viveu na América do Sul, mais especificamente na Patagônia, e foi um dos maiores dinossauros carnívoros que já existiram. Acredita-se que caçava em bandos, em ataques coordenados.

Por serem muito grandes, um grupo de quatro ou cinco giganotossauros poderia matar um argentinossauro. Tal comportamento é notável, pois corrobora uma teoria há muito formulada: os alossaurídeos caçavam saurópodes em grupo.


Descoberta

O giganotossauro foi nomeado por Ruben Carolini, um caçador de fósseis amador que o descobriu em 1995 próximo ao Rio Limay, na Patagônia, Argentina. A descoberta foi anunciada por Rodolfo Coria e Leonardo Salgado na revista Nature em 1995.

O esqueleto de uma das espécimes encontradas estava 70% completo e incluía o crânio, a pélvis, os ossos do pé e a maioria da espinha dorsal do animal. Um segundo espécime, um pouco maior, também foi encontrado. O maior Giganotosaurus descoberto mede 13,7 metros de comprimento e pesa 5,2 toneladas.


Paleobiologia

O crânio do espécime encontrado na Argentina media 1,95 metros, de perfil mais longo que o usual para terópodes de seu tamanho. O giganotossauro era maior que o tiranossauro, mas tinha um cérebro muito menor, que se assemelhava a uma banana em tamanho e em formato.

Seus dentes eram feitos mais para corte do que esmagamento, o que tornou sua mordida fraca em relação aos demais carnívoros de seu porte. Acredita-se que tenha um bom olfato

Classificação

O Giganotosaurus está classificado na família dos carcarodontossauros ( Carcharodontosauridae), assim como o Mapusaurus e o Carcharodontosaurus. Com a descoberta do Mapusaurus, este carnívoro e seu parente foram postos na subfamília Giganotosaurinae, por Coria e Currie em 2006.


Cultura popular

O Giganotosaurus ficou conhecido por ser maior que o lendário Tyrannosaurus rex, mas, mesmo assim, não conseguiu ofuscar o brilho da estrela do T-Rex. Embora seus fósseis estejam num museu argentino, há réplicas deste dinossauro espalhadas pelo mundo, como a que está em Sydney.

O Giganotosaurus apareceu em um dos especiais da série Caminhando com dinossauros (Walking with dinosaurs), da BBC. Outra aparição do Giganotosaurus foi no jogo Dino Crisis 2, para Playstation e computador, representando o chefão final do jogo.

Todavia, talvez infelizmente, a Capcom (produtora do jogo) exagerou no tamanho do dinossauro, pondo-o com 20 metros de comprimento e 7 metros de altura, quando este media, aproximadamente, 15 metros de comprimento e 6,5 metros de altura.

domingo, 17 de agosto de 2008

"Parque dos Dinossauros" no México

O lugar onde caiu o meteorito há 65 milhões de anos que matou os dinossauros abrigará um parque ecológico e didático. Segundo o governo do estado mexicano de Yucután, junto à cratera de Chicxulub será construído um planetário, um museu interativo e um temático, além de uma maquete do impacto, um pequeno zoológico e jogos de aventura para crianças. O nome será "Parque Meteorito".

O projeto faz parte de uma cadeia de atrações turísticas que o poder executivo do México, a Fonatur e investimentos privados desejam implantar até 2030. As construções serão realizadas em terreno federal e começam em setembro. O parque contará com apoio da Agência Espacial dos Estados Unidos (Nasa), da Universidade de Navarra e da Sociedade Nacional de Geografia. O objetivo do governo é criar um turismo familiar e de aventura.

O meteoro de Chicxulub é defendido pela Nasa como a mais provável explicação para a extinção dos dinossauros.Ele tinha cerca de 15 quilômetros de diâmetro e provocou uma cratera de 170 quilômetros. Segundo cientistas, seu impacto causou o fim de cerca de 50% das espécies do planeta.

A Nasa deseja que Chicxulub seja declarado Patrimônio Científico da Humanidade pela Unesco.

sábado, 16 de agosto de 2008

Plesiossauro

Os plesiossauros (do latim científico Plesiosauria) constituem uma ordem de répteis marinhos extintos. O grupo surgiu no Triássico Superior e subsistiu durante todo o Mesozóico até ao desaparecimento na extinção K-T no Cretáceo. Apesar de serem répteis gigantes e carnívoros do Mesozóico, os plesiossauros não estavam relacionados com os dinossauros, que formavam um grupo à parte.

Dois tipos ecológicos de Plesiosauria podem ser distinguidos, o primeiro é composto por animais de pescoço longoe cabeça pequena, enquanto, o segundo continha animais de pescoço curto e cabeça alongada.

Ambas possuíam o tronco rígido e pesado, membros que funcionavam como remos e as narinas localizadas no alto da cabeça, imediatamente em frente aos olhos. A hiperfalangia aumentava o tamanho dos remos e alguns espécimens apresentavam até 17 falanges por dígito.

Incrementaram as adpatações para a vida aquática, surgidas com os notossauros, dos quais talvez se originaram, mas as relações filogenéticas seriam problemáticas.

Descoberta

O Plesiossauro foi um dos primeiros fósseis a ser descoberto (por Mary Anning) e gerou grande interesse na Era vitoriana. Foi chamando de "quase-lagardo" por William Conybeare para dizer que se parecia mais com um réptil do que o ictiossauro, que tinha sido descoberto na mesma camada de rochas uns anos antes.

Descrição

O focinho é curto mas a boca era capaz de abrir muito e as mandíbulas tinham dentes cónicos muito parecidos com os dos actuais gaviais. O pescoço é longo e delgado, mas parece ter sido rígido, devido ás suas vértebras de fundo liso, o que impossibilita ter tido o "pescoço de cisne", como muitas representação antigas. As vértebras restantes também são de fundo liso e firmemente unidas e não apresenta osso sacro.

Comida e Predação

O Plesiossauro alimentava-se essencialmente de belemnites e peixes. As suas mandibulas e dentição assemelham-se a uma armadilha para peixes. Deslocava-se graças ás barbatanas, sendo a cauda curta demais para ter algum uso. A cabeça deve ter sido usada como leme para fazer curvas em perseguições.

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Paleontologia

Infelizmente, a paleontologia no Brasil ainda é fraca. São poucas as verbas para a pesquisa de campo. Mas, ainda bem, isso está mudando. À passos curtos, mesmo assim, a paleontologia está começando a prosperar.

É, claro, não pode ser comparada a paleontologia dos EUA, por exemplo. Dezenas de grandes pontos de escavação e centenas de paleontólogos, entre profissionais e amadores.

O maior trampulim para o sucesso (no ponto de vista de "ser conhecido") da paleontologia são os dinossauros. Dos animais já extintos, eles são sem dúvida nenhuma os mais interessantes, e que mais nos fascinam. O problema é que com pouca pesquisa encontra-se poucos dinossauros, fala-se pouco sobre o assunto, e torna-se menos conhecido. É até mesmo difícil encontrar informações sobre dinossauros brasileiros. Com muito esforço e dedicação pode-se encontrar, mesmo assim, pouca informação na Internet.

Percebe-se que na paleontologia há uma preferência por estudo de ostracodes. Apenas no Sul, em São Paulo e no Nordeste existe um grande interesse e pesquisas significativas sobre dinossauros. Mas agora vejamos a Paleontologia de um ângulo geral.

Paleontologia significa "Estudo da vida extinta". Até o descobrimento do primeiro fóssil de dinossauro não se acreditava que "Deus deixaria suas criações desaparecerem", então conclui-se que a paleontologia começou aí, apesar de eu não ter lido isso em lugar algum.

Em 1820, Gideon Mantell, médico inglês, encontrou dentes imenos numa rocha. Ele nunca tinha visto algo igual, empenhando-se realmente em estudá-los após encontrar outros ossos fossilizados naquela área.

Concluiu Mantell que aqueles dentes e ossos pertenciam a uma espécie enorme de réptil, e chamou-a de Iguanodon, ou seja, "dente de iguana".
Após isso outros dois enormes fósseis foram encontrados na Inglaterra, sendo batizados de Megalosaurus e Hylaeosaurus. Entretanto, apenas em 1841 esses gigantescos animais receberiam um nome para seu grupo. Sir Richard Owen, eminente cientista da época, denominou-os Dinosauria, do grego "lagartos terríveis".

Encontrando um dinossauro:

Tá certo que não se pode saber com exatidão onde estão os fósseis, mas sua lozalização não é um chute cego. Sai Ronaldinho e entram os geólogos. Esses cientistas sabem que os ossos só podem se petrificar se forem depositados em areia ou lama, que agora são rochas sedimentares (se formaram através do depósito de materias ao longo dos anos).

Muitas vezes fósseis são descobertos por acaso, em obras ou áreas de mineração, e os paleontólogos são acionados. Mas os geólogos são capazes de indicar com certeza um terreno rico em fósseis. Daí em diante ocorre uma grande preparação, planejamento e pesquisa, até que se vá escavar.

Tem-se que tomar extremo cuidado ao retirar o fóssil. Eles não passam de ossos petrificados, e são extremamente frágeis. Isso fica complicado quando se tem que transportar uma cauda de Stegosaurus presa à rocha, pesando míseras 2 toneladas.

Ou um fêmur de Tyrannosaurus, teimosamente incrustado a uma rocha, e que tem que ser transportado por um trator (a cauda de Stegosaurus foi transportada por um helicóptero de guerra).

Algumas fotos de equipamentos usados na paleontologia:




Usando os martelos, o paleontólogo escava as proximidades do fóssil. Num trabalho mais delicado ele começa a usar os cinzéis e os pincéis. Após remover o excesso de rochas grudadas no fóssil (os resto das rochas será removido no laboratório), ele começa a envolvê-lo com gesso, para o transporte. Põe-se primeiro bandagens, tecido telado e papel alumínio, e depois sim se envolve com gesso, ou algo do tipo. Depois é só esperar secar e removê-lo com cuidado.

Tem-se também que documentar a posição exata como o dinossauro foi descoberto.
Curiosidade: Quando a equipe do Paleontólogo Paul Sereno encontrou o crânio de Carcarodontosaurus no deserto de Kem Kem, no Marrocos, eles tiveram que carregá-lo 150 metros colina abaixo. O fóssil pesava uns 150kg, e 5 deles iam revesando (4 de cada vez, enquanto um descansava). Mas valeu a pena. O Carcarodontossauro é o segundo maior carnívoro terrestre já descoberto, atrás apenas do Giganotosaurus.

Após a escavação, o fóssil vai para o laboratório, onde se começa retirando a proteção de gesso. Ali os cientistas continuam removendo pedaços de rochas grudadas. Em alguns casos a rocha não desgruda facilmente, e para não correr o risco de danificar o fóssil, este é levado a um banho em ácido. Infelizmente, alguns desses banhos podem durar meses.

Quando todos os pedaços do fóssil já estão catalogados e o animal já foi classificado (ou identificado), os cientistas, juntamente com artistas, começam a reconstrução do bicho. Na maioria das vezes o trabalho consiste em colocar cada osso no lugar, e fazer uma cópia do esqueleto completo, numa posição interessante.

O problema é que dificilmente se encontra mais de 80% do fóssil, e essa reconstrução fica meio difícil. Mas examinando os outros animais da mesma espécie, pode-se "adivinhar" as partes que faltam.

Entretano às vezes is museus querem reproduções do animal por inteiro, com músculos, gordura e pele. Nesse caso tem-se também que descobrir onde os músculos passavam. Como? Na verdade é simples. Nos locais onde se prendem aos ossos, os músculos deixam marcas. Daí é só lembrar daquela aula de anatomia interna e começar a reconstrução.

Sabe-se que a pele dos dinossauros era escamosa por causa de alguns poucos fósseis onde pode-se notar as marcas. Um bom exemplo foi a marca da pele do Carnotaurus, decoberta por Jose Bonaparte, paleontólogo argentino. Mas a cor da pele é puro chute (volta, Ronaldinho). Peraí. Nem tão chute assim, já que leva-se em conta sua camoflagem, de acordo com o ambiente em que vivia (ah, Ronaldinho, esquece, volta pra lá).

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Era Mesozóica

Do grego: meso = meio + zóico = vida. Durou de 248,2 a 65 Ma.

O limite inferior do Mesozóico é marcado por uma grande extinção em massa, de causas imprecisas mas de alguma forma relacionadas a uma intensa glaciação que afetava nosso planeta.


Curiosa, ou tragicamente o limite superior dessa era também é marcado por uma grande extinção em massa, esta atribuída ao impacto de um meteoro, em Chicxulub, na península de Yucatan, México, com diâmetro de mais de 170 km (64,98 +/- 0.5 Ma). O impacto causado por este corpo celeste teria gerado uma espessa nuvem de poeira, alterando o clima terrestre, impedindo a fotossíntese, e quebrando a cadeia alimentar.

Nesse ínterim, porém, a Era Mesozóica foi palco do apogeu dos grandes répteis, do aparecimento das primeiras aves e das primeiras plantas com flores.

Apesar dos grandes répteis marinhos serem vorazes predadores, os mares mesozóicos eram dominados por moluscos cefalópodes. Mas, se no mar os grandes répteis eram coadjuvantes, na terra eles eram os protagonistas. Tanto que o Mesozóico é informalmente conhecido como a "Era dos Dinossauros". Felizmente, ou infelizmente esses gigantes se extinguiram no final do Período Cretáceo. Os mamíferos ainda eram poucos nessa era.

Os céus eram povoados por répteis voadores, como os pterossauros e as primeiras aves apareceram no período Triássico.

A vegetação passou por grades transformações, sendo inicialmente constituídas de gingkos e cicadáceas, passando para gimnospermas como coníferas e, mais tarde, no Cretáceo médio, para angiospermas (plantas com flores).

No início da Era Mesozóica havia apenas um grande continente: Pangea (do grego pan = toda + gea = terra). No final do período Triássico esse supercontinente começa a se quebrar, formando o Oceano Atlântico e dando origem aos continentes conforme os conhecemos hoje.

No Brasil, a quebra do supercontinente Pangea gerou uma importante feição geotectônica: O Sistema de Rifts do Leste do Brasil, com suas várias bacias marginais.

Esses processos distensivos predominaram durante quase todo o Mesozóico, mas, no final do Período Cretáceo, recomeçaram as colisões na região circum-pacífica, e têm início as orogenias Laramide, na América do Norte (colisão entre a placa do Pacífico e a América do Norte) e Andina, na América do Sul (colisão entre a placa de Nazca e a América do Sul).

A Era Mesozóica se divide em três períodos: Cretáceo, Jurássico e Triássico.

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Paleontólogos descobrem ‘caçula grandalhão’ dos dinossauros brasileiros

Batizado de Uberabatitan ribeiroi, animal viveu em MG há menos de 70 milhões de anos. Robustez dos fósseis indica monstro em torno de 15 m de comprimento, ou mesmo maior.

A família dos titãs pré-históricos brasileiros não pára de crescer, em todos os sentidos da palavra. O mais novo membro a ser apresentado à comunidade científica é o Uberabatitan ribeiroi, um quadrúpede pescoçudo e herbívoro que é, ao mesmo tempo, um dos caçulas e um dos maiores dinossauros a fazer o chão brasileiro tremer. Segundo especialistas, o bicho pode ter passado dos 15 m de comprimento, e as camadas de rocha nas quais foi achado têm entre 70 milhões e 65 milhões de anos – o finalzinho da Era dos Dinossauros.


A espécie foi descrita por Leonardo Salgado, da Universidade Nacional do Comahue, na Patagônia Argentina, e Ismar de Souza Carvalho, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em artigo na última edição da revista científica “Palaeontology”. Os responsáveis pela descoberta não quiseram comentar o trabalho, embora estejam preparando uma réplica do monstro que deve ser apresentada ao público em breve.

Como o nome Uberabatitan indica, a criatura é um titanossauro, grupo de dinos comedores de plantas caracterizados pela presença de calombos ósseos, os osteodermas, em seu couro rijo (alguns desses calombos já foram encontrados em espécies brasileiras, e aparentemente eram um elemento extra de proteção contra predadores).

O batismo científico do réptil homenageia a cidade mineira de Uberaba, onde os fósseis foram encontrados, e Luiz Carlos Borges Ribeiro, diretor do Centro de Pesquisas Paleontológicas Llewellyn Ivor Price, que apoiou os trabalhos.


Trio

Para os padrões da paleontologia, os pesquisadores até que tiveram material farto para trabalhar: os restos da espécie provavelmente equivalem a três indivíduos diferentes, com alguma variação de tamanho entre si. Entre os cacos, há vértebras do pescoço, do dorso e da cauda, costelas, fragmentos das patas dianteiras e traseiras e do quadril. É mais do que suficiente para determinar a presença de uma nova espécie – em geral, com esse tipo de dinossauro, algumas vértebras já bastam para isso, porque a combinação de tamanho avantajado, pescoço comprido e cauda idem exigia soluções anatômicas diferentes para cada bicho.

“O trabalho é bom, bem ilustrado, com descrição detalhada. Em suma, melhor do que em geral é feito por aqui”, avalia Max Cardoso Langer, paleontólogo da USP de Ribeirão Preto.Tanto em tamanho quanto em robustez, os restos do bicho deixam no chinelo as outras cinco espécies de titanossauros encontradas no Brasil até hoje.

Paradoxalmente, porém, isso pode significar que se trata do mesmo dino investigado em 2006 por uma dupla de brasileiros, Reinaldo José Bertini, da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Rio Claro, e Rodrigo Santucci, do Departamento Nacional de Produção Mineral. Na época, por contar com apenas duas vértebras, os dois não conseguiram que os revisores de uma revista científica alemã aceitassem a descrição de uma nova espécie. A estimativa feita pelos pesquisadores na época é que o bicho poderia ter entre 15 m e 20 m da ponta do focinho à ponta da cauda. “Acho que o tamanho seria o mesmo no caso do Uberabatitan.

Não examinei em detalhes o artigo, mas me pergunto se não seria o mesmo animal”, disse Bertini ao G1. Assim, as vértebras monstruosas poderiam pertencer à espécie recém-descrita, possibilidade que é mencionada rapidamente pelos autores da nova pesquisa.

De qualquer maneira, é curioso imaginar que seis espécies diferentes desses répteis grandalhões tenham sido mais ou menos contemporâneos no ambiente semi-árido que dominava o interior de São Paulo e de Minas Gerais no fim da Era dos Dinossauros. É como se várias espécies diferentes de elefantes convivessem na África. Para Bertini, uma possibilidade é que essa convivência seja apenas uma ilusão geológica – na verdade, haveria intervalos de tempo consideráveis entre espécies e grupos de espécies.

“A diversidade talvez fosse relativamente discreta, por conta das condições ambientais. Portanto, acredito em relativamente poucas espécies por lá. Mas também acho que existe muito material a ser encontrado”, afirma.

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Santa Maria, berço dos dinossauros?

Por estar em faixa de terreno do período Triássico Superior, o solo de nossa cidade é depósito de fósseis de antecessores dos dinossauros

Repórter: Luísa KanaanA curiosidade de saber como viveram e qual foi a origem dos gigantes animais que dominaram a Terra durante muitos anos intriga o ser humano, tanto que já inspirou muitos filmes de ficção científica ao redor do mundo, como o Parque do Dinossauros, de Steven Spielberg. E não é sem razão: os dinossauros viveram em todos os ambientes terrestres e antes de serem extintos, já ensaiavam o domínio do céu - acredita-se que as aves sejam descendentes desses animais.

Descobertas paleontológicas, feitas ao longo do século 20 por santa-marienses e estrangeiros que visitaram a cidade, apontam que a origem desses extraordinários seres está bem debaixo dos nossos pés, nos depósitos de fósseis do período Triássico da era Mesozóica – quando surgiram dinossauros mais primitivos, os “primos” dos que vemos nos filmes – existentes em Santa Maria.

Nossa cidade, e a região ao seu redor, ficou mundialmente conhecida por paleontólogos e geólogos como Formação Santa Maria do Triássico Superior. Ela está situada dentro da Bacia do Paraná, uma das três principais bacias sedimentares do país formadas durante o Período Siluriano (Era Paleozóica, há cerca de 300 milhões de anos).

A região, que engloba as cidades de Mata, Candelária e São Pedro, é jazigo de fósseis de aproximadamente 225 milhões de anos, em geral dicinodontes, cinodontes e rincossauros, que foram bastante comuns nessa época. Os primeiros achados paleontológicos de repercussão mundial foram os dos santa-marienses Dr. Jango Fischer, em 1902, e de Llewllyn Ivor Prince, em 1936.

O primeiro encontrou, no morro da Alemoa, vértebras que pertenciam ao primeiro réptil fóssil até então descoberto na América do Sul que foi batizado como Scaphonyx fischeri e classificado como antecessor dos dinossauros. Já Prince, chefiando expedições na Formação Santa Maria, encontrou um dos mais antigos fósseis com aproximadamente 245 milhões de anos: o “Cerrritosaurus Binsfeldi Price” ou “Staurikosaurus Pricei” (“Lagarto do Cruzeiro do Sul”). Este fóssil pertencente ao grupo Saurichia (dinossauro carnívoro primitivo), segundo Antônio Isaia, no livro “Os Fascinantes Caminhos da Paleontologia”, é conhecido pelos cientistas apenas com base no exemplar de Llewllyn.

Hoje o fóssil está exposto no Museu Museum of Comparative Zoology da Universidade de Harvard-Cambridge, USA.Portanto, por Santa Maria possuir muitas formas completas de dinossauros primitivos, assim como algumas áreas da Argentina, é que alguns cientistas como Alexander Kellner, apontam a América do Sul como berço dos dinossauros. Apesar de ostentar toda essa riqueza, o pesquisador da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) Alberto Martins mostra, em seu trabalho de Mestrado, o descaso com que os jazigos de fósseis são tratados hoje.

Conheça os períodos geológicos

Durante a era Mesozóica, também conhecida como “Era dos Dinossauros”, existiram espécies das mais variadas formas e tamanhos, em sua maioria herbívoros, que reinarão no planeta durante mais de 160 milhões de anos. Alguns eram carnívoros grandes (chegando a mais de 8 metros como o Tyrannosaurus rex da América do Norte ou o Pycnonemosaurus do Brasil), enquanto outros eram muito pequenos, como o filhote de Mussaurus, um prossaurópode encon- trado na Argentina que, media 37 centímetros.

Ainda, viveu na Terra, o Argentinossaurus (descoberto na Argentina), herbívoro que chegava a ter 50 metros de comprimento.Foi nessa era que se formou a Pangea, o supercontinente em que todos os atuais continentes estavam ligados. Porém, um meteoro de pelo menos 15 km de diâmetro atingiu a atual península de Yukatan (México) jogando bilhões de toneladas de poeira na atmosfera.

Depois do acontecido, uma grande noite cobriu o planeta, impedindo a fotossíntese das plantas, cortando o alimento dos herbívoros, que por sua vez passaram a não servir de alimento aos carnívoros. Pelo menos a metade das espécies existentes foi extinta nessa catástrofe, inclusive todos os grandes dinossauros, abrindo espaço para que os mamíferos iniciassem o seu reinado, que perdurará até os dias atuais.

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Crocodilianos pré-históricos

Adamantinasuchus navae:


O Adamantinasuchus era um pequeno crocodilo terrestre que viveu há aproximadamente 90 milhões de anos atrás durante o período Cretáceo Superior no Brasil, mais precisamente no interior do estado de São Paulo, na região do município de Marília.

Seus fósseis provém de rochas pertencentes à formação Adamantina, daí a origem do nome do animal. Adamantinasuchus navae é uma homenagem ao paleontólogo William Nava, coordenador do Museu de Paleontologia de Marília, que encontrou seus fósseis durante trabalhos de campo efetuados nas proximidades do Rio do Peixe, que corta a região de Marília.

Vários ossos foram encontrados, alguns formando esqueletos, outros desarticulados, além de alguns crânios, indicando que a espécie mediria aproximadamente 50 centímetros de comprimento e provavelmente eram já animais adultos, em vista de características observadas nos dentes molariformes, que apresentam desgaste acentuado.

Esse desgaste confere à espécie um hábito alimentar onívoro, que poderia incluir insetos, peixes, pequenos vertebrados, carcaças e também vegetais, como sementes duras. O animal poderia também escavar o solo com seus dentes incisiformes à procura de alimentos, como fazem os suínos atualmente.

A morfologia do crânio e dos ossos da pélvis, como o fêmur alongado, indicam que Adamantinasuchus navae era tipicamente terrestre, com rostro alto e curto, narinas situadas na região anterior do crânio, órbitas grandes e posicionadas nas laterais do crânio, além da dentição, curta e especializada, com dentes incisiformes projetados para frente, caniniformes e molariformes, muito semelhantes aos mamíferos.

O clima reinante durante o Cretáceo Superior na região deveria ser extremamente quente e árido, e a paisagem pontilhada por lagoas e rios efêmeros, ambiente que dava vida á esses pequenos animais e também aos grandes dinossauros herbívoros. Na segunda imagem vemos Adamantinasuchus a esquerda, Mariliasuchus a direita e saurópodes ao fundo, reconstruindo o ambiente da região na época. A reconstrução é do paleoartista Deverson da Silva, do Museu de Monte Alto, em São Paulo. A última foto mostra o esquelto do animal fossilizado quando foi encontrado.

Deinosuchus

Deinosuchus é um dos maiores crocodilianos que já existiu . Embora seja conhecido pobremente pelos seus fósseis, é calculado que os adultos grandes poderiam ter alcançado até aproximadamente 15 metros.

Vivia pelas orlas marítimas do Cretáceo na América Norte. Um carnívoro voraz, é pensado que Deinosuchus tem incluído alguns dinossauros entre sua presa. Indivíduos grandes de Deinosuchus podem ter alcançado um comprimento maior que o do Tyrannosaurus Rex.

Crocodilos são parentes bastante íntimos dos dinossauros, depois de terem evoluído dos antepassados de arcossauro no período de Triássico. Os crocodilos mudaram muito pouco desde então, quase todos sendo predadores semi-aquáticos. Pelos períodos do Cretáceo os crocodilos tinham ficado muito abundantes e difundidos. Um dos mais notáveis crocodilos do Cretáceo foi encontrado no Rio Grande do Texas.

Foi nomeado de Deinosuchus que significa("crocodilo terrível"), este é de longe o maior crocodilo achado. Seu crânio media 2 metros de comprimento e se esta criatura tivesse as proporções de um crocodilo típico então que pode ter atingido um comprimento de 15 metros e pode ter pesado 2 toneladas.

O Deinosuchus era suficientemente grande e pesado para ter atacado dinossauros de tamanhos consideráveis e os pegava furtivamente quando eles iam beber água em lagos e rios.

Metriorhynchus


O Metriorhynchus cujo nome significa "focinho comprido" tinha aproximadamente 3 metros de comprimento. Era um predador aquático altamente modificado que tinha evoluído de seus primos, os crocodilos. Seu focinho longo e seu corpo, apresentam pouca semelhança à forma dos crocodilos convencionais.

O Metriorhynchus foi adaptado especialmente a um modo de vida aquático como os golfinhos, seus membros tornaram-se nadadeiras e seu rabo foi modificado para ajudar a nadar.

O Metriorhynchus provavelmente movia-se por batidas de lado de seu rabo, e este tinha evoluído para ser mais flexível e móvel que a dos seus parentes terrestres. Sua pele também era menos escamosa e mais flexível que a de seus primos crocodilos o que reduz sua resistência pela água. O Metriorhynchus era um grande devorador de lulas e pterossauros, mas também caçava peixes de 6 metros de comprimento.

Phytosauria



Os Phytossauros - família Phytosauridae ou Parasuchidae - foram um grupo de grandes arcossauros predadores semi-aquáticos que floresceram durante o período Triássico. Esses arcossauros eram pesadamente blindados, carregavam uma semelhança notável a crocodilos modernos em tamanho, aparência, e (claramente) estilo de vida, um exemplo de convergência ou evolução paralela. O nome

"Phytossauro" (réptil de fábrica) está muito enganando, e as suas maxilas de mordida claramente mostram que phytossauros foram predadores.

Os Phytossauros foram de fato primos dos crocodilos, como tanto phytossauros como proto-crocodilos compartilham um antepassado comum entre o primeiro Crurotarsio. Mas os crocodilos familiares parecidos só apareceram no período Jurássico, muitos milhões de anos depois que o phytossauros se extinguiram no fim do Triássico.

Esses animais foram largamente distribuídos, fósseis que são recuperados da Europa, América do Norte, na Índia, no Marrocos, na Tailândia, e em Madagascar.

Prestosuchus


O Prestosuchus chiniquensis foi descoberto no Sítio Paleontológico Chiniquá, próximo a cidade de São Pedro do Sul em 1938, pelo paleontólogo Friedrich Von Huene em uma viagem ao Brasil.

Está localizado no geoparque da paleorrota.Conta a história que um camponês o levou até uma ravina, onde foram encontrados ossos de um grande animal. O esqueleto estava muito danificado e havia poucos ossos: faltavam o crânio e grande parte do corpo do "lagarto".

Desde então surgiram novos fósseis, possibilitando um estudo mais detalhado desse grande carnívoro do triássico.

O prestosuchus se caracteriza por formas peculiares nas patas. Pertencia a um grupo que abrange crocodilos, jacarés e gaviais. Suas patas ficavam totalmente abaixo do corpo, como no leão por exemplo, possibilitando ao animal correr a uma boa velocidade e ser muito ágil. Devia ter uns seis metros dos quais quase metade eram formadas por um forte cauda. Acredita-se que esse animal pudesse abater animais grandes como um dinossauro.

Rutiodonte



O Rutiodonte vivia em rios e lagos norte americanos durante o período Triássico, chegava a medir pouco mais de 7 metros de comprimento e era muito parecido com os atuais crocodilos e jacarés, suas pernas curtas inibiam sua velocidade em terra o que dificultava o ataque a presas terrestres, mas ele se virava bem na caça de peixes e outros animais aquáticos.

Em sua época os dinossauros estavam começando a aparecer e não era ameaça ao Rutiodonte. Como os crocodilos de hoje os Rutiodontes tomariam sol para se esquentar próximos uns aos outros e seriam bons predadores sobrevivendo ainda por muito tempo.

domingo, 10 de agosto de 2008

A vida antes dos dinossauros

Os dinossauros não foram os primeiros seres vivos. A vida começou bilhões de anos antes deles com a forma mais simples possível: uma única célula. Gradualmente as formas de vida foram evoluindo.

1. INÍCIO DA VIDA: 3000 MAA (MILHÕES DE ANOS ATRÁS)

Os primeiros seres vivos eram muito simples, formados apenas por uma célula. São as bactérias e a allga verde. Fósseis de bactérias e algas verdes de 3 bilhões de anos foram encontrados nas rochas. As águas termais no Parque de Yellowstone, no EUA contém bactérias e algas simples: cena semelhante à do início da vida.

2. VIDA NO MAR: 600 - 530 MAA

Antes de surgirem os peixes, os mares eram habitados por outras criaturas. Muitas delas se pareciam com animais marinhos atuais, como as medusas, os moluscos denominados braquiópodes, e diversos tipos de vermes. Uma espécie que não sobreviveu foi a dos trilobitas. Eram animais de esqueleto muito duro, como uma couraça, mas articulado, de forma que podiam se movimentar. Suas pernas eram como as do camarão e, para se proteger, fechavam-se em bola.

3. PLANTAS SEM FOLHAS & INSETOS: 410 - 380 MAA

As primeiras plantas não tinham folhas nem flores e seu tamanho não ultrapassava 4 ou 5 cm. Essa floresta em miniatura crescia nos pântanos e no meio dela escorpiões caçavam centopéias.

4. PROLIFERAÇÃO DOS PEIXES: 390 MAA

Os primeiros animais com coluna vertebral foram os peixes. Acredita-se que, neste período, o Eusthenopteron, que usava a testa como apoio para "andar", saiu do mar rastejando. Foi o ancestral dos animais terrestres.

5. MAMÍFEROS REGEM: 370 - 280 MAA

Os anfíbios vivem tanto na terra como na água, onde botam seus ovos . Os anfíbios são a evolução dos peixes. nessa época, os anfíbios foram bem-sucedidos. Alguns deles eram bem grandes, como o Ichtyostega, que tinha 1 m de extensão. Lembrava um peixe, com escamas e barbatanas, mas possuía pernas para andar, apesar de preferir a água.

6. RÉPTEIS DOMINAM: 310 MAA

Nesse período, havia mais répteis na terra que anfíbios. Os cientistas acreditam que um grupo de répteis foi o ancestral dos atuais mamíferos. O réptil Dimetrodon pertenceu a este grupo.

7. INSETOS VOAM EM ALTAS FLORESTAS: 300 MAA

Pelas imensas florestas cruzavam-se os primeiros insetos voadores, como as libélulas. Alguns deles possuíam envergadura de asa superior a 70 cm. Foram os maiores insetos que já existiram.

8. O ANCESTRAL DO DINOSSAURO: 245 MAA

Os répteis arcosauros, alguns deles semelhantes aos modernos crocodilos, encontravam-se entre os animais da Terra. Dessa espécies, o Euparkeria deu origem aos dinossauros.

9. INÍCIO DA ERA DOS DINOS: 220 MAA

sábado, 9 de agosto de 2008

Carcharodontossauro

O carcharodontossauro (Carcharodontosaurus saharicus, do latim "lagarto com dente de tubarão") foi uma espécie de dinossauro carnívoro e bípede que viveu durante o período Cretáceo. Media em torno de 14 metros de comprimento e pesava cerca de 8 toneladas.

O seu nome foi inspirado no nome científico de outro grande predador: o tubarão branco (Carcharodon carcharias)O carcharodontossauro viveu na América do Norte e na África. Esse assustador dinossauro é provavelmente um dos maiores e mais temíveis terópodes que já existiram.

Como o nome já diz, o carcharodontossauro possuía dentes diferentes dos encontrados em carnívoros de seu tamanho: seus dentes eram serrilhados e não eram curvados para dentro, donde conclui- se que eram feitos para serrar e cortar, não para perfurar.

Esse dinossauro conseguia morder com extrema força, superando em três vezes qualquer crocodilo atual.Era relativamente veloz para seu tamanho: podia superar 49 km/h e alcançar presas facilmente.

Caçava em emboscadas, esperando que a presa aparecesse; tentava abatê- la com uma poderosa mordida. Caso fosse preciso, poderia perseguí- la por um bom percurso.

O carcharodontossauro tinha inteligência um tanto limitada: seu cérebro assemelhava- se com o do giganotossauro, um carnívoro muito parecido.

Embora seu comportamento social ainda não tenha sido devidamente estudado, estima- se que este carnívoro era solitário, caçando presas sempre menores do que ele. Contudo, provavelmente casais dessa espécie se juntassem para cuidar das crias.

Períodos: Triássico

Abaixo um dos períodos da era Mezosóica, com foto e explicação:

Em referência a tri = três, já que na sua localidade-tipo, na Alemanha, esse período é caracterizado por três tipos de rocha: Buntsandstein (arenito fluvial vermelho), Muschelkalc (calcário marinho fossilífero) e Keuper (evaporitos e arenitos continentais). A caracterização do período com base na litologia é apenas local. Globalmente o Triássico é identificado pela sua fauna típica.

Definido por von Alberti, geólogo alemão, em 1834. Durou de 248.2 to 205.7 milhões de anos. O limite inferior é de difícil caracterização, uma vez que as condições de sedimentação predominantemente continentais são as mesmas do período precedente (Permiano). Apesar de controvertido é aceito como limite inferior o aparecimento do réptil Lystrosaurus.

No início do Período Triássico, praticamente todos os continentes estavam aglomerados em um supercontinente chamado Pangea (do grego pan = toda + gea = terra). Esse grande e único continente era circundado por um vasto oceano chamado Panthalassa (correspondente ao atual Oceano Pacífico), por um pequeno mar à leste de Pangea, chamado Tethys (correspondente ao atual Mar Mediterrâneo) e por um proto-Oceano Ártico, à norte.

Jurássico

Definido pelo geógrafo e naturalista alemão von Humboldt em 1795, o Período Jurássico durou de 205.7 a 142 milhões de anos. O limite inferior é caracterizado pela mudança das condições de sedimentação, que antes eram continentais, e que passaram a ser marinhas, já que o período se inicia com uma grande transgressão, ou seja, o nível dos oceanos sobe, e as águas invadem os continentes, formando grandes mares intracontinentais.

Este período é bastante prolífico em subdivisões locais, e mais de 100 zonas fósseis foram caracterizadas.

A fauna do Jurássico é bastante variada, com destaque para os amonitas e crustáceos. Praticamente todos os grupos de peixes modernos já estavam presentes, bem como os anfíbios, as primeiras aves (Archaeopteryx), e pequenos mamíferos marsupiais.

Os répteis são representados por inúmeras formas, e seus domínios se extendiam por terra, água e ar. Os dinossauros são representados pelas órdens Saurischia e Ornithischia, e foram tão abundantes que esse período é conhecido como a "Era dos Dinossauros", reconhecido até pela indústria cinematográfica no filme "Jurassic Park".

Havia também insetos, como moscas, borboletas e libélulas.

No Brasil, o registro fóssil dessa idade é escasso, porque as condições de sedimentação eram desfavoráveis à preservação dos mesmos.

A flora desse período é relativamente uniforme, sugerindo que o clima era bastante regular. Ginkos, pinheiros e outras coníferas eram abundantes. Ainda predominavam os gimnospermas, mas já são encontrados pólens de angiospermas. No mar, algas calcárias construíam grandes recifes em várias partes do globo.

A mesma deriva continental, que, no final da Era Paleozóica, possibilitou a união dos continentes que formaram o Pangea, trata agora de rompê-lo e separa-lo em blocos novamente. A quebra e separação desses blocos continentais durou aproximadamente 100 milhões de anos, se extendendo por todo Jurássico e Cretáceo.

A primeira grande "quebra" separou Pangea em 2 blocos: Laurásia (América do Norte+Europa+Ásia) e Gondwana (América do Sul, África, Antártica, Austrália e Índia).

Esses dois grandes continentes foram se subdividindo em blocos menores, e no final do Jurássico tínhamos quatro áreas continentais: Laurásia, Índia, América do Sul + África e Austrália + Antártica.

A separação total entre a África e a América do Sul só ocorreu no final do Período Cretáceo, mas o processo de separação começou no final do Jurássico, gerando uma grande depressão (rift) ao longo do que hoje é a nossa margem continental. Essa depressão foi entulhada de sedimentos, gerando seis bacias marginais: Pelotas, Santos, Campos, Espírito Santo, Bahia Sul e Sergipe - Alagoas. É nessas bacias que se armazenam os maiores depósitos de petróleo e gás do Brasil.

Os esforços gerados por essa separação rasgaram a crosta em diversos pontos da plataforma sulamericana, permitindo a ascensão de lava basáltica. Esse basalto ocorre tanto sob a forma de diques, quanto de derrames, como é o caso da Formação Serra Geral, na Bacia do Paraná, onde de lavas basálticas cobriram uma área de quase 1.200.000 km2, atingindo vários estados do Brasil, Paraguai, Argentina e Uruguai.

Ainda que esses movimentos de extensão tenham sido bastante significativos do ponto de vista paleogeográfico, pode-se dizer que durante a maior parte do Jurássico predominava uma calmaria tectônica, e só havia geração de montanhas localizadamente, como na Criméia e no Cáucaso.

No final do período, no entanto, essa passividade chega ao fim, e podem ser observados os primeiros efeitos da Orogenia Alpina, na Europa e da Orogenia Laramide na América do Norte.

Os movimentos verticais das massas continentais (epirogenese) também são muito importantes na história jurássica. Eles foram responsáveis pelas transgressões e regressões marinhas (subida e descida do nível dos oceanos) e consequentes aberturas e fechamentos das ligações entre os mares e migrações de faunas entre eles.

Litologicamente predomina uma sedimentação marinha de águas rasas, e, localmente, sedimentação do tipo rift. São encontradas também diversas ocorrências de minério de ferro de origem sedimentar, carvão e rochas betuminosas. Minerais industriais (pedras para construção e cimento) também são muito importantes. Mas, indubitavelmente, o bem mineral mais importante é o petróleo, obtido em horizontes jurássicos nos Estados Unidos, Canadá, México, Brasil, França, Alemanha, Marrocos e Arábia Saudita.

Cretáceo

Do grego Creta = chalk =calcário

Definido pelo naturalista belga d'Halloy em 1822, durou de 135 a 65 milhões de anos.
O limite inferior é definido como a base da zona da Craspedita.

A fauna cretácica não difere muito da jurássica: amonitas abundam no início, mas escasseiam e se extinguem no final do período. Equiodermas ebraquiopodes também se exinguem no final do Cretáceo e os corais deixam de ser abundantes.
erra os dinossauros ainda eram dominantes, mas igualmente se extinguiram no final do período. Mamíferos e aves ainda são insignificantes em número. Quanto à flora, os angiospermas (plantas com flores) se diversificam e adquirem bastante importância.

Nesse período, grande parte da superfície da Terra estava coberta por mares rasos (Europa, Norte da África, Madagascar, norte da Índia, Japão, margem leste da América do Norte, México e leste da América do Sul).

No início do Cretáceo havia quatro grandes áreas de terra bem próximas, e um vasto Oceano Pacífico. Essas massas consistem de América do Sul + África, Índia, América do Norte + Groenlândia + Europa ( também chamada de Laurásia) e Austrália.
O rift separou a América do Sul e a África começou de sul para norte no final do Jurássico. No início do Cretáceo, o rift já estava na altura da Nigéria. A separação total se deu no Cretáceo Superior.

Outros rifts separaram a Groenlândia da Europa e Madagascar da África. A Índia já havia se separado e estava em rota de colisão com a Ásia.
A ligação entre as Américas do Norte e do Sul não existia por completo, sugerindo um estreito que ligava os oceanos Atlântico e Pacífico.

No Cretáceo Médio tem início uma grande trangressão marinha que afeta principalmente na Europa e américa do Norte.

O padrão sedimentar é semelhante ao do Jurássico (marinho de águas rasas), com ocorrências locais de facies lacustres, deltáicas e estuarinas.

Litologicamente merece menção a ocorrência de um tipo de calcário branco muito fino, conhecido como chalk.

Neste período tinha início a Orogenia Alpina, representada pelo entulhamento do Mar de Thetys (bacia entre Laurásia e Gondwana), produzindo espessa pilha de sedimentos marinhos.

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Compsógnato

O compsógnato (Compsognathus longipes, do latim "queixo bonito") foi um dinossauro terópode que viveu no fim do Jurássico no que é hoje a Europa. Os seus primeiros fósseis foram descobertos na Alemanha, no ano de 1850 nos calcários da Formação Solnhofen, a mesma que continha o arqueopterix. O compsógnato media cerca de 74 centímetros de comprimento e pesava em torno de três quilogramas, sendo até hoje um dos menores dinossauros já encontrados. Apesar de seu tamanho, era um carnívoro como os restantes terópodes e alimentava-se de insetos e outros pequenos animais.Foram descobertos em Portugal dentes atribuídos a este género.

Breve explicação Carcarodontosaurus

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Syntarus


Syntarsus (Syntarsus rhodesiensis, do latim Tarsu fundido") foi uma espécie de dinossauro carnívoro e bípede que viveu no início do período Jurássico. Media entre 2 e 3 metros de comprimento, 1,3 metros de altura e pesava entre 15 e 29 quilogramas.O syntarsus viveu na África e seus fósseis foram encontrados na África do Sul e no Zimbabue, há ainda uma outra espécie do gênero cujos fósseis foram encontrados na América do norte. O syntarsus teve papel importante na longa escala de evolução dos dinossauros, a partir dele surgiriam mais tarde outros pequenos terópodes.

É muito provável que o syntarsus possuísse penas e fosse muito semelhante aos répteis voadores da era Mezosóica, mas é improvável que pudesse voar. Uma característica curiosa é a estranha crista em forma de cunha que o syntarsus possuía na parte de tráz da cabeça.

Breve explicação do Compsognathus.

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Descendente de dinossauros será pai aos 111 anos


WELLINGTON, Nova Zelândia - Um réptil indígena neozelandês, visto como um dos únicos sobreviventes vivos dos dinossauros, será pai pela primeira vez em décadas aos 111 anos, anunciaram as autoridades locais nesta quarta-feira.

Henry a Tuatara e sua companheira Mildred, de cerca de 80 anos, geraram 12 ovos em meados de julho depois de copular no começo deste ano no Museu Southland na Ilha Sul da Nova Zelândia, afirmou a curadora Lindsay Hazley.

Tuatara são os lagartos descendentes de uma espécie de réptil que caminhava pela Terra com os dinossauros há 225 milhões de anos, afirmam os zoólogos.

Henry vive no museu desde 1970 e não havia mostrado interesse no sexo oposto até que teve um tecido cancerígeno recentemente removido de sua genitália. Ele tem a companhia de três fêmeas e pode copular novamente em março do próximo ano, disse Hazley.

"Com esses animais as preliminares podem levar anos e é preciso muita paciência", ele disse.
Hazley disse que ainda que Henry nunca tenha copulado anteriormente em cativeiro, não se sabe se ele o faria em seu habitat natural. O macho da Tuatara atinge a maturidade sexual aos 20 anos.

Existem cerca de 50 mil Tuataras na Nova Zelândia.

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Torvossauro

O torvossauro (Torvosaurus tanneri) foi uma espécie de dinossauro carnívoro e bípede que viveu no fim do período Jurássico. Media em torno de 10 metros de comprimento e pesava cerca de 5 toneladas.

O torvossauro viveu na América do Norte e também na Europa recentemente foi encontrado o restos fosseis de um exemplar em Portugal que se se confirmarem os dados refentes as dimenções da mandibula o colocaria como o maior teropode do periodo Jurássico com um tamanho próximo ao do t-rex ou seja cerca de 12 metros de comprimento desbancando o allosaurus como o maior dinossauro carnivoro do Jurássico; o primeiro exemplar foi descoberto em 1972.

Dados do Dinossauro:

Nome Científico: Torvosaurus tanneri
Descoberto por: Galton & Jensen em 1979
Época: Fim do Jurássico, entre 155 à 144 milhões de anos
Local onde viveu: Colorado no EUA
Peso: até 3 toneladas
Tamanho: até 10 m de comprimento e 4,3 m de altura
Alimentação: Carnívora

Breve explicação Syntarsus

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Réplicas de dinossauros no Parkshopping Barigüi

A abertura oficial da exposição Mundo Jurássico programada para segunda-feira (4), foi adiada para sexta-feira (8).

Isso porque três das cinco carretas que transportam as réplicas de dinossauros em tamanho natural de Montevidéu para o Brasil tiveram atrasos na liberação na fronteira com o Uruguai.

Esta será a primeira vez que o evento vem ao país trazendo réplicas robotizadas de 17 espécies de dinossauros, como o Triceratopo e o feroz Tiranossauro Rex, com 6 metros e meio de altura, além de muitas informações históricas e científicas durante o trajeto, que pode ser feito acompanhado de guias.

A exposição acontece numa área de dois mil metros quadrados montados no estacionamento do ParkShopping Barigüi e pode ser visitada de 8 de agosto a 7 de setembro nos seguintes horários: de segunda à sexta-feira das 11h às 23h, sábados das 10h às 22h e domingos das 10h às 21h.

Os ingressos meia entrada podem ser adquiridos no quiosque do shopping, em frente à loja Bergerson no piso térreo, por preços promocionais.

O investimento é de R$ 15, até às 18h, R$ 20 após as 18h e R$ 25 nos finais de semana, valores para estudantes, pessoas acima de 60 anos, doadores de sangue, menores de 12 anos e adultos acompanhados de crianças com menos de 12 anos.

O Mundo Jurássico é trazido ao Brasil pela ARTBHZ Produtora, sob organização local das produtoras CWB Brasil e Seven Shows. Mais informações pelo 41 4003 4138.

SERVIÇO

O que: Mundo Jurássico em Curitiba – exposição de réplicas de dinossauros em tamanho real

Onde: Estacionamento do ParkShopping Barigüi – Rua Prof. Pedro Viriato Parigot de Souza, 600

Quando: De 8 de agosto a 7 de setembro. De segunda à sexta-feira das 11h às 23h, sábados das 10h às 22h e domingos das 10h às 21h.

Quanto: Ingressos meia entrada a preços promocionais: R$ 15, até às 18h, R$ 20 após as 18h e R$ 25 nos finais de semana, valores para estudantes, pessoas acima de 60 anos, doadores de sangue, menores de 12 anos e adultos acompanhados de crianças com menos de 12 anos.

Ponto de venda: Quiosque dentro do ParkShopping Barigüi instalado em frente à loja Bergerson

Informações: 41 4003 4138.

Organização: CWB Brasil, Seven Shows e ARTBHZ Produtora

Paquicefalossauro

Os primeiros restos de fósseis dessa espécie de dinossauro foram encontrados nos EUA e Canadá, em meados do século passado. O que mais impressionou os estudiosos foi a extraordinária espessura do crânio desses animais, com quase 25cm. Seu focinho era coberto por ferrões ósseos. O Paquicefalossauro andava ereto e usava a cauda para se equilibrar quando parado.

É raro encontrar crânios completos nos achados de dinossauros, pois estes eram leves e se decompunham com maior rapidez antes de virar fóssil. No caso do Paquicefalossauro, "lagarto cabeça-dura", o crânio de conservou muito bem, devido justamente a sua forte espessura.

Segundo os cientistas, o Paquicefalossauro poderia ser considerado uma "cabra montanhesa" do seu período, pois vivia e montanhas em pequenos rebanhos.

Alguns acreditam que para decidirem quem mandaria no lugar, Paquicefalossauros teriam lutado entre si, participando de concursos de bater cabeça, mas essa teoria já foi superada, pois sabe-se que, sendo o topo cabeça do Paquicefalossauro perfeitamente redondo, seria praticamente impossível um dos crânios não se deslocarem quando os dois animais desse porte e nessa velocidade colidíssem; neste caso, o crânio do oponente atingiria a região dos olhos ou focinho, que é muito frágil, levando à um ferimento muito grave ou até mesmo a morte.

Provavelmente, caso estes animais lutassem mesmo, usariam seus crânios para acertar a barriga ou o peito do adversário, deixando-o sem fôlego e vencendo a batalha.

Dados do Dinossauro:

Nome: Paquicefalossauro
Nome Científico: Pachycephalosaurus wyomingensis
Época em que Viveu: Fim do Cretáceo, por volta de 66 milhões de anos atrás
Peso: Cerca de 90kg
Tamanho: 4,5 metros de comprimento
Alimentação: Herbívora

Breve a explicação do Torvossauro