quarta-feira, 31 de julho de 2013

Tyrannosaurus ou Tiranossauro

Introdução

Os tiranossaurídeos ou "lagartos tiranos" foram os predadores mais ferozes no oeste da América do Norte e Ásia há 65 milhões de anos. Entre os maiores e mais terríveis de todos os dinossauros carnívoros, eles apareceram pela primeira vez há cerca de 80 milhões de anos e foram um dos últimos dinossauros a serem extintos. Surpreendentemente, seus parentes mais próximos parecem ter sido os dinossauros de constituição delicada que deram origem às aves. Apesar disso, os tiranossaurídeos desenvolveram portes imensos - um adulto podia ser mais longo do que a largura de um campo de tênis, tão pesado quanto um elefante e alto o suficiente para olhar por uma janela em um primeiro andar. Pernas sólidas sustentavam seu peso em três grandes dedos com garras. Os braços eram absurdamente curtos, mas eram também fortes, terminando em mãos terríveis com duas garras. Entretanto, suas principais armas eram as temíveis maxilas, equipadas com presas enormes capazes de dar uma mordida tão poderosa quanto a de um crocodilo.

O T rex tinha o comprimento de quatro carros, a altura da girafa mais alta e o peso de um elefante africano. Um homem alto daria com a cabeça no meio da coxa desse magnífico animal. Ninguém sabe exatamente que tipo de ruídos e sons fazia, mas ele devia rugir ou guinchar para chamar os mais novos e reuni-los aos outros membros do grupo.

Estrutura Óssea

Comparado à maioria dos outros terópodes, os tiranossaurídeos tinham crânios maiores, maxilas mais fortes, dentes mais robustos, pescoço mais grosso, um corpo mais curto e braços extremamente pequenos. O crânio tinha, aproximadamente, metade do comprimento da espinha dorsal, entre o quadril e a cabeça - o pescoço grosso deve ter tido músculos extremamente fortes para suportar e mover o peso do crânio. Os braços eram menores do que os de um homem, mas eram muito musculosos. Tudo isso sugere que os tiranossaurídeos fossem predadores com mordidas tão fortes que estraçalhavam carne e trituravam ossos. Recentemente, novos esqueletos descobertos incluem os maiores espécimes do Tyrannosaurus já encontrados. Essas descobertas levantaram controvérsias sobre se os tiranossaurídeos exibiam diferenças sexuais - talvez as fêmeas fossem maiores do que os machos.

O Crânio do Tirano

Um focinho curto e alto fornecia ao grande crânio do Tyrannosaurus um formato de caixa quando visto lateralmente. Grandes buracos entre os ossos auxiliavam a reduzir seu peso. As maxilas poderosas - grandes o bastante para engolir um ser humano inteiro - eram curvadas, de modo que, conforme as fechavam, as grandes presas se juntavam simultaneamente. Os dentes tinham margens serrilhadas atrás e na frente, deixando marcas características nos ossos das presas, tais como o Triceratops. As órbitas e o formato de sua caixa craniana revelam que o Tyrannosaurus tinha grandes olhos e olfato bem desenvolvido.

Patas Enormes

Cada uma de suas patas traseiras teria aproximadamente o equivalente a 85 cm de largura e possuía três grandes garras na frente e uma atrás. As patas dianteiras, bastante pequenas, ficavam no alto do corpo e terminavam em mãos, dotadas de dois finos dedos em forma de garra. Ninguém sabe ao certo sua finalidade; acredita-se que serviam para agarrar as presas, mas elas não eram compridas o suficiente para levar comida à boca. Alguns cientistas sugerem que o T rex usava essas pequenas patas como apoio, para se levantar nas patas traseiras ao acordar ou após um descanso.

O Andarilho

Ao se locomover com suas poderosas patas traseiras, o tiranossauro balançava o pesado corpo e a longa e grossa cauda. Com enormes pernas, corria com muita velocidade, mas provavelmente não por muito tempo, o que é privilégio dos cães de caça atuais. O T rex devia ficar de emboscada nas florestas e alagadiços. Alguns especialistas acreditam que os tiranossauros caçavam em bandos, cercavam outros dinossauros, como os herbívoros - Triceratops ou Edmontosaurus - de forma a não escaparem. Os cientistas são da opinião de que comiam carniça (dinossauros mortos) e, talvez, algum dinossauro jovem, moribundo ou indefeso, que por acaso estivesse em seu caminho. 

À Caça
 
O Tyrannosaurus provavelmente seguia de perto manadas de dinossauros com chifres e dinossauros bico-de-pato. Ele teria se alimentado de grandes dinossauros que já encontrava mortos, mas também atacava qualquer indivíduo muito doente, velho ou jovem para se manter com o resto da manada. O Tyrannosaurus avançava para atacar com as mandíbulas abertas. Capturando pequenos dinossauros em sua boca, ele poderia sacudi-los até a morte. Abocanhando um enorme pedaço de carne de uma vítima grande, ele poderia cravar as garras das mãos no couro da criatura para manter seu corpo imóvel. Quando sua presa desfalecia devido à perda de sangue, o Tyrannosaurus rex usaria seu pé enorme com garras para segurar a criatura, agarrava seu pescoço ou flancos entre seus dentes e movia bruscamente sua cabeça para trás, arrancando pedaços enormes de carne.

Dados da Fera


Nome: Tyrannosaurus rex ("rei dos lagartos tiranos").

Tamanho: 13 m de comprimento e 5,6 m de altura.

Alimentação: carne.

Quando viveu: há cerca de 67 milhões de anos, no final do Cretáceo.

Onde viveu: na América do Norte, na China e possivelmente na América do Sul e Índia.

Gêneros aparentados: Albertosaurus, Alectrosaurus.

Curiosidade

Em 1902, parte de um imenso esqueleto surgiu em Montana, nos EUA. Mais tarde, outro apareceu em Wyoming. A partir desses ossos, o paleontólogo americano Henry Fairfield Osborn fez os primeiros desenhos dessa fera. Batizou-a de Tyrannosaurus rex porque foi o maior dinossauro carnívoro do planeta já encontrado até então.

Enciclopédia dos Dinossauros e da vida Pré-Histórica (editora Abril), Revista Dinossauros - Descubra os gigantes do mundo Pré-Histórico (editora Globo) - volume 1. Para mais informações sobre o Tyrannosaurus rex clique aqui ou na aba específica.

Devoniano

Introdução

Durante esse período, os animais começam a deixar a água e viver na terra. No período Siluriano anterior, as primeiras plantas terrestres apareceram. Os primeiros animais terrestres seriam os insetos, vivendo nessa vegetação. Depois disso vieram formas transitórias entre peixes e anfíbios. Eles seriam atraídos pelos novos suprimentos na terra, ou podem ter se refugiado dos ferozes peixes e escorpiões marinhos que viviam na água.

O Mundo Devoniano

O período Devoniano tem esse nome devido ao condado de Devon no Reino Unido, onde formações rochosas da era estão bem representadas. Durante este tempo, os continentes começavam a se mover juntos. Os ancestrais da Europa e América do Norte colidem formando um único continente - o continente Old Red Sandstone - com uma enorme cordilheira de montanhas entrelaçadas entre elas. Os restos dessa cordilheira são encontrados em montanhas na Escócia e Noruega e parte dos Apalaches na América do Norte.

Mudança de Atmosfera


A atmosfera durante a primeira parte da história da Terra era uma mistura tóxicas de gases venenosos que nenhum animal pôde respirar. Durante o período Devoniano isso mudou, com o oxigênio adicionado pela ação da vida das plantas, tanto na água quanto na terra. Isso possibilitou a colonização do ambiente terrestre.

As Plantas e os Peixes

As primeiras plantas terrestres consistiam em nada além de um caule suportando um sistema reprodutor. No fim do Devoniano havia florestas de cavalinhas e samambaias. Agora em relação aos peixes, apesar de já terem surgido, eles não se diversificam muito até o Devoniano - na verdade, o Devoniano é conhecido como a era dos peixes.

Velho Arenito Vermelho

Este tipo de rocha é típico da era Devoniana. Formado por cascalho de rios e arenito desértico, ficou vermelho pela oxidação do ferro contido na rocha, exposto ao ar livre.

Cephalaspsis


Significado: ponta na cabeça.

Período: final do Siluriano - início do Devoniano.

Tamanho: 50 cm.

Habitat: águas rasas.

Informação: este, que era um dos primeiros peixes, não tinha mandíbulas, apenas uma ventosa que lhe permitia alimentar-se dos detritos marítimos.

Dunkleosteus


Significado: ossos de Dunkle.

Período: final do Devoniano.

Alimentação: outros peixes.

Habitat: oceano aberto.

Informação: uma forma gigante dos peixes encouraçados - um dos maiores da época.

Eustenóptero


Significado: barbatana particularmente forte.

Período: final do Devoniano.

Tamanho: 1m.

Alimentação: outros peixes.

Habitat: margens.

Informação: apresenta adaptações para a vida terrestre. As barbatanas eram dispostas em pares e tinham ossos e músculos para que o animal se movimentasse em superfícies secas. Um pulmão permitia a passagem e respiração de ar.

Ictiostega


Significado: peixe encoberto.

Período: final do Devoniano.

Tamanho: 1m.

Alimentação: peixes e insetos.

Habitat: margens.

Informação: um dos primeiros anfíbios. Ictiostegas ainda tinham esqueleto e rabo de peixe. Suas patas traseiras tinham oito dedos cada - ainda não se havia evoluído para o padrão de cinco dedos.

Revista "o Mundo Pré-Histórico" - Livros Escala.

Escorpiões-do-Mar

Introdução
 
Euripterídeos (escorpiões-do-mar) foram os maiores artrópodes. Eles pertenciam ao grupo dos quelicerados ("presas que mordem"), que hoje inclui os escorpiões e as aranhas. Escorpiões-do-mar apareceram no Ordoviciano e viveram até Permiano. Dentre os maiores estava o enorme Pterygotus, que viveu há mais de 400 milhões de anos e podia crescer até o tamanho de um homem. Antes dos peixes predadores evoluírem, os escorpiões-do-mar foram os caçadores dominantes nos mares rasos. Algumas espécies caminhavam fora da água, onde inspiravam ar por meio de "pulmões" especiais, semelhantes aos de certos caranguejos terrestres. 

Caçadores 


Muitas espécies de escorpiões-do-mar eram menores e menos equipadas que o pterygotus. O Eurypterus, por exemplo, tinha cerca de 10 centímetros e pernas curtas. Ele não era capaz de pegar presas grandes e provavelmente usava as pernas para segura e puxar as vítimas, que depois eras levadas até a boca. 

Estrutura corporal 

Como outros escorpiões-do-mar o Pterygotus tinha o corpo dividido em duas partes. O prossoma incluía a boca, um par de olhos grandes, um par de olho pequenos e seis pares de apêndices. O opistossoma era formado pela cauda com doze segmentos. Os seis primeiros continham pares de brânquias e os órgãos sexuais do animal. O final de seu abdome formava um remo largo e curto. 

Método de Ataque 

O pterygotus tinha olhos grandes capazes de detectar movimentos de peixes placodremos pequenos que ficavam na lama do fundo do mar. O caçador andava ou nadava vagarosamente em direção à sua vítima para então atacá-la de repente em alta velocidade. Antes que o peixe pudesse escapar, o escorpião o agarrava com suas enormes pinças com espinhos na borda. Com essas pinças ele esmagava o peixe e o levava até a boca, posicionada na parte de baixo do corpo, entre as suas patas.

Images do Mês - Julho de 2013 - Velociraptor






Caminhando com as Bestas (parte 13)

Cores dos Dinossauros... Enfim Reveladas!

Cientistas na Exposição de Verão da Royal Society em Londres explicam como foi possível reconstruir as imagens de dinossauros até com as cores dos animais. As ilustrações precisas, incluindo a do Sinosauropteryx, agora são possíveis graças ao estudo microscópico de fósseis.

Este fóssil de 125 milhões de anos, do dinossauros Sinosauropteryx, que tinha penas, foi encontrado na China e forneceu a chave para desvendar um mistério. A 'penugem' castanha visível em suas costas continha ma melanosomas preservadas.

"Uma melasonoma é um grânulo microscópico de pigmento de melanina. Estes grânulos podem ter forma de bolas ou salsichas e geralmente têm um mícron de comprimento, é 1/100 da espessura de um cabelo humano", explicou Maria McNamara, da Universidade de Bristol, que trabalhou na primeira equipe que desvendou quais eram as cores dos dinossauros com penas.

A análise de imagens de elétrons revelou semelhanças e diferenças entre os melanosomas antigos e os de animais modernos. Ao mapear a localização e tamanho destes grânulos, cientistas podem deduzir as cores a partir de provas fossilizadas.

As ilustrações anteriores de dinossauros eram baseadas em suposições e comparações com aves modernas e répteis. Mas, com esta técnica, McNamara e uma equipe internacional de especialistas conseguiram determinar que o Sinosauropteryx tinha penas brancas e avermelhadas.

Nem todos os fósseis são sem cor, como se pode ver neste fóssil azul de 49 milhões de anos de gorgulho, vindo de Messel, Alemanha. Mas o calor extremo e a pressão que envolve o processo de fossilização pode mudar as cores originais.

As cores brilhantes de besouros são produzidas com camadas muito finas em sua proteção externa, que refletem a luz. Estas camadas são perdidas ou compactadas quando no processo de fossilização, então elas vão refletir a luz de uma forma diferente, causando uma mudança na aparência.

Uma compreensão da degradação das cores devido à fossilização vai fornecer aos pesquisadores informações sobre a aparência das espécies pré-históricas, desde insetos até dinossauros com penas. E como a cor evoluiu (BBC).

Caminhando com as Bestas (parte 12)

Foi inaugurado o Circuito Educativo Dinossauros do Brasil SESI-SP

O Circuito Educativo Dinossauros do Brasil SESI-SP visa ofertar ao nosso público, visitas monitoradas com foco educativo, oportunizando aos visitantes momentos de contemplação e aprendizagem sobre o tema "Dinossauros e Pterossauros que Viveram em Território Brasileiro"

O circuito está instalado no Centro de Atividades do SESI-SP, José Ermírio de Moraes Filho, situado no município de Votorantim. Este circuito contém no total, 10 réplicas com rigor científico baseados em estudos da universidade federal da Bahia, sendo 08 delas de dinossauros e 02 réplicas de pterossauros. O circuito funciona com a organização de visitas de grupos de interesse como escolas, empresas ou outras organizações com visitas agendadas previamente.

Os conteúdos da visita são adequados de acordo com a faixa etária do público visitante com uma linguagem dinâmica, havendo uma interação entre a monitoria, os visitantes o espaço ambientado onde se localizam as réplicas. O atendimento acontece para o público a partir de 06 anos de idade.

O acesso ao circuito será realizado através de visita monitorada em datas e horários pré-agendados. Caso tenha interesse em agendar uma data, envie um e-mail para dinossaurosdobrasil@sesisp.org.br para receber a programação detalhada. Telefone - 3353-9200. 

Local - Avenida Cláudio Pinto Nascimento, 140- Pq Morumbi - Votorantim - SP - CEP 18.110-380 (Mapa - http://goo.gl/NR8yc)

Bilionário construirá o maior Parque de Dinossauros do Mundo

O parque dos dinossauros idealizado por Steven Spielberg em sua trilogia cinematográfica de sucesso deve ganhar uma réplica na vida real, só que com dinossauros de mentira. O bilionário australiano da mineração Clive Palmer conseguiu nesta quinta-feira (25) das autoridades de seu país o aval para a construção do maior parque jurássico do mundo. As informações são do Business Insider. 

Uma porta-voz do conselho regional de Sunset Coast afirmou que o projeto de Palmer foi aprovado por unanimidade, mas que algumas ressalvas foram feitas, como evitar que o parque e seus dinossauros-robô façam muito barulho. O parque deverá contar com cinco réplicas robôs do tiranossauro, uma com 8,5 metros de altura, e outros dinossauros com até 10 metros de altura. A maioria dos robôs está sendo produzida na China. 

Clive Palmer já possui dois dinossauros instalados em seu campo de golfe de luxo Coolum, localizado em Sunset Coast, mesmo local onde pretende construir seu parque pré-histórico. O objetivo do magnata com o projeto é criar um parque com até 160 réplicas de dinossauros junto com um museu de carros antigos.

O bilionário também é conhecido pelo seu projeto de construção de uma réplica em tamanho real e navegável do Titanic, navio que afundou em 1912 no Atlântico Norte com 1,3 mil passageiros. A nova versão do Titanic que está sendo construída por ele terá 270 metros de comprimento, e sua primeira viagem deve acontecer em 2016 (Canaltech).

Caminhando com as Bestas (Parte 11)