sexta-feira, 28 de junho de 2013

Gallimimus ou Galimimo

Introdução

Dinossauros ornitomimídeos ou "imitadores de aves" eram semelhantes a aves de pernas longas e sem capacidade de voo, tais como os avestruzes. Os ornitomimídeos desenvolveram um bico semelhante ao de uma ave. Entretanto, diferentemente das aves modernas, tinham uma longa cauda óssea e braços com dedos e garras, ao invés de asas. Os ornitomimídeos viveram principalmente no final do Cretáceo em partes da América do Norte, Leste da Ásia e Europa e, provavelmente, na África e Austrália. Eles podem ter vagado por campos abertos, beliscando plantas e, talvez, de vez em quando, abocanhando pequenos animais. Grandes olhos os ajudavam a localizar as presas e a espreitar o perigo. Se um tiranossauro apanhasse um ornitomimídeo de surpresa, ele podia dar um terrível chute com suas afiadas garras dos dedos, mas era mais provável que ele escapasse correndo do perigo.

Com o tronco curto, o corpo leve e as longas pernas traseiras, o Gallimimus foi um dos melhores velocistas de seu tempo. Podia fazer longas corridas e superar a maioria dos predadores. De pescoço extenso e bico desdentado, parecia-se com um grande avestruz, mas sem penas ou asas.

Imitador de Galinha

Gallimimus ("imitador de galinha"), o maior dinossauro semelhante ao avestruz conhecido, era três vezes maior do que um homem alto. Ele tinha uma cabeça pequena, semelhante à de uma ave, um pescoço longo e flexível, um bico longo e estreito e olhos bem grandes, posicionados nas laterais de sua cabeça, para identificar o perigo vindo de quase todas as direções. Braços delgados terminavam em mãos com três dedos, com as palmas voltadas em direção ao corpo. Suas longas garras curvadas podem ter segurado brotos frescos ou capturado pequenos mamíferos e lagartos. Os membros posteriores tinham a canela e os ossos superiores dos pés alongados, terminando em três longos dedos com garras afiadas em suas extremidades. Uma cauda longa e afilada mantinha-se firme para equilibrar a cabeça e o pescoço. O Gallimimus vagou por uma região seca semidesértica, onde plantas eram mais abundantes ao longo das margens úmidas de rios.

Dados da Fera

Nome: Gallimimus, que significa "imitação de galinha".

Tamanho: 6 m de comprimento e 3 m de altura.

Alimentação: plantas, ovos, insetos e, talvez, animais.

Quando viveu: cerca de 70 milhões de anos atrás (Cretáceo), na Mongólia.

Gêneros aparentados: Struthiomimus, Ornithomimus.

Curiosidades

As garras do Gallimimus eram muito úteis para cavoucar o solo e desenterrar ovos para comer. Ele também se alimentava de plantas e de pequenos insetos, que prendia em seu bico, e até caçava lagartos.

Armadilha para os Predadores

Há cerca de 145 milhões de anos, em Utah, nos Estados Unidos, predadores dirigiam-se a um banquete que parecia bom demais para ser verdade. Atraídos a um lago pelo cheiro e gritos de dinossauros herbívoros, os caçadores encontraram suas presas atoladas na lama. Para um Allosaurus, essa cena era como um convite para o almoço. Mas, ao invés de se fartar, ele se viu sugado por algo semelhante a uma sopa grossa. Patinando, deve ter lutado para se arrastar até as costas da presa, mas logo ambos afundaram na lama e se afogaram. Muitos terópodes chegavam ao local e morriam da mesma forma. Antes de afundarem, contudo, muitos tinham tempo para arrancar grandes pedaços dos herbívoros e pisavam uns nos outros.

Traçando a Armadilha

Os cientistas suspeitam que um vulcão nas Montanhas Rochosas tenha sido o responsável por formar essa armadilha de lama mortal. Quando o vulcão entrou em erupção, arremessou massas de cinzas, algumas das quais se acumularam em um corpo de água local, criando uma profunda massa de lama úmida com uma porção de água clara no centro. Vendo a água, dinossauros herbívoros com sede aventuravam-se a beber e caíam na armadilha. Talvez a lama próxima às margens fosse sólida o bastante para que não afundassem, pois a maioria parece ter morrido no centro.

As vítimas

Fósseis indicam que essa "armadilha" retirou a vida de pelo menos 40 Allosaurus, desde adultos com 12 metros de comprimento e pesando 2 toneladas, até jovens com um quarto de seu tamanho. O Allosaurus não era o único dinossauro predador presente ali. Os outros incluíam Ceratosaurus e dois pequenos caçadores, Marshosaurus e Stokesosaurus. Entre suas presas estava o ornitópode de médio porte Camptosaurus e o dinossauro com placas Stegosaurus e os saurópodes Barosauruse e Camarasaurus.

Evidência para a Armadilha

A "piscina" onde os dinossauros morreram hoje é chamada de Jazigo de Dinossauros e fica em Utah, nos Estados Unidos. Desde 1927, quando os cientistas começaram a escavar o depósito, já foram encontrados mais de 10.000 ossos. Em qualquer área, normalmente, os grandes herbívoros deveriam superar em número os grandes predadores. Contudo, nesse local, havia mais ossos de Allosaurus do que de qualquer uma de suas vítimas. Por isso os cientistas dizem que era uma armadilha para os predadores - um lugar mortal, onde, por semanas, meses ou até anos, umas poucas vítimas presas atrairiam um grande número das criaturas que as predavam.

Enciclopédia dos Dinossauros e da Vida Pré-Histórica. Editora Abril.

Exposição "Gigantes da Era do Gelo"

Até o dia 23 de julho, quem for ao ParkShoppingCampoGrande verá réplicas de animais que habitaram a Era Glacial na exposição internacional “Os Gigantes da Era do Gelo”, trazida com exclusividade ao Brasil pela Multiplan. As réplicas, em tamanho natural de pré-históricos e gigantescos animais, medem até 4 metros de altura. Produzidas na cidade de Praga (República Tcheca), as obras já passaram por países da Europa e América Latina, atraindo mais de 2,7 milhões de visitantes. 

Pioneira em trazer para seus shopping centers projetos culturais e educativos gratuitos (a exemplo das exposições "Dinossauros da Patagônia" e "Tesouros, Mitos e Mistérios das Américas”), a Multiplan investiu R$ 3 milhões no projeto. O acervo já passou por nove shoppings do grupo no Brasil. Para o diretor de marketing da empresa, Rodrigo Peres, a mostra é de grande valor para o público brasileiro. “É muito importante para a Multiplan poder trazer com exclusividade para o grande público um projeto que conta tanto sobre os animais que habitaram a Terra há milhões de anos, contribuindo dessa forma para o aprendizado e entretenimento de crianças, jovens e adultos”, afirma ele. 


A mostra apresentará 11 reproduções de grandes animais que sobreviveram a um extenso período de tempo, quando grande parte do planeta Terra ficou coberta de gelo. Na ocasião, apenas as criaturas mais fortes e com grande quantidade de pelos resistiram, como o mamute, o rinoceronte-lanudo, rinoceronte-de-chifre-grande, o alce-gigante, o auroque, o urso-das-cavernas, o tigre-dentes-de-sabre, o castor-gigante, o maninguariçu, o gliptodonte e o moa (ave gigante). Essas espécies pertenceram ao período Paleolítico e estão extintas há mais de 12 mil anos. 


O público também poderá saber mais sobre seus habitats e principais características. Como as peças são muito grandes, a exposição não será concentrada em um só local, ficando posicionada em cinco pontos distintos do mall. “A mostra convida o cliente a andar pelo shopping, descobrindo novos animais e curiosidades sobre cada um deles. 

As crianças e os adultos irão adorar. É um evento para toda a família”, afirma Paulo Bittencourt, superintendente do ParkshoppingCampoGrande. As atrações que mais devem chamar a atenção dos visitantes são o Mammuthus primigenius, o mamute, cujas presas arrebitadas medem quatro metros de comprimento; e o Glyptodon (gliptodonte), que tem o corpo coberto por um mosaico de milhares de ossos soldados. 

Surgido há 400 milhões de anos, o gliptodonte foi extinto há 10 mil anos. Outro animal curioso é o Dinornis Giganteus (o Moa), a maior ave voadora do mundo, que apareceu apenas na Nova Zelândia e que tinha ovos medindo até 24 cm de comprimento e 18 cm de diâmetro, o equivalente a 80 ovos de galinha juntos. 

“Os Gigantes da Era do Gelo” é uma exposição que demandou mais de dois anos de trabalho de uma equipe de paleontólogos da PaleoWorks, que desenharam os animais em réplicas de três dimensões, baseados em métodos científicos de reconstrução em paleontologia. Os animais são feitos em resina, poliuretanos, couro e fibras naturais, que reproduzem detalhes reais de cada espécie. Os criadores do projeto, inclusive, viajaram para a Sibéria para conferir os restos mortais de mamutes lá encontrados em melhores condições de conservação. 

São reproduções fidedignas, com descrições científicas de cada espécie. Mais detalhes poderão ser lidos em smartphone a partir do QR Code disponível nas placas dos animais. A curadoria do evento é da Euroemeka, responsável pela organização geral da exposição. A exposição tem entrada franca. Escolas da região poderão realizar visitas guiadas por paleontólogos do Museu Nacional. Os alunos receberão material educativo relacionado ao tema da mostra.
 
SERVIÇO
Exposição “Os Gigantes da Era do Gelo” ParkshoppingCampoGrande 
Estrada do Monteiro, 1200, Rio de Janeiro/RJ 
Data: de 21 de junho a 23 de julho 
Horário: de segunda a sábado, das 11h às 23h; domingos de 13h às 21h. 
ATRAÇÃO GRATUITA

DGC - Dinossauros - Grandes Combates

O objetivo deste aplicativo é fazer com que crianças e adultos interajam e divirtam-se com grandes combates em histórias de ilustrações superelaboradas, baseadas em pesquisas e na diversidade que se conhece sobre dinossauros: peso, tamanho e inimigos naturais, etc. Aplicativo de linguagem bem atual, com 6 histórias. Cada história contém 2 páginas especiais com grandes combates ricamente animados e atividades que instruem e divertem. É bastante original. 

Dados do Aplicativo:

USD 3.99 (aproximadamente R$ 8,00). 
Categoria: Livros. 
Lançado: 14/04/2013. 
Versão: 1.0. 
Tamanho: 218 MB. 
Idiomas: Português, Inglês. 
Vendedor: MW Editora e Ilustracoes Ltda Me © MW Editora e Ilustrações Ltda-ME. 
Classificação +4. 
Requisitos: Compatível com iPad. Requer o iOS 5.0 ou posterior.

Alguns comentários sobre o livro: 

"This app is very very interesting. Congratulation."


Caminhando com as Bestas (parte 10)

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Início do Paleozoico

Introdução

Durante essa época animais de carapaças duras de todos os tipos já haviam evoluído no fundo do mar. Todos os grupos principais que existem hoje surgiram nessa época, o que chamamos de explosão cambriana. Durante o final do Ordovociano, a vida estava começando a deixar as águas e sair para a terra firme.

Era Paleozoica

A era Paleozoica é formada por seis períodos. Os três primeiros fazem parte do início do período Paleozoico e os outros três períodos são o Devoniano, o Carbonífero e o Permiano. O início do Paleozoico foi de 542-416 milhões de anos, o Devoniano 416-359 milhões de anos, o Carbonífero 359-299 milhões de anos e o Permiano 299-251 milhões de anos atrás.

Período Siluriano (444-416 milhões)

Significado: vinda dos silures - uma antiga tribo do País de Gales. Os continentes continuavam a se mover juntos. As bordas dos continentes foram inundadas, criando grandes áreas rasas de oceano sobre plataformas continentais. Muitos recifes e organismos de água rasa passaram a existir naquela época. As primeiras plantas terrestres apareceram.

Período Ordoviciano (488-444 milhões)

Significado: os ordovícios eram uma antiga tribo do País de Gales. No período Ordoviciano as massas de terra ao norte começavam a se mover em encontro a outra. Uma era glacial ocorreu na fronteira com o Siluriano - há 450 a 440 milhões de anos atrás.

Cambriano (542-488 milhões)

Significado: Cambria trata-se de um antigo nome em latim para País de Gales, onde o trabalho original foi realizado em baixas rochas Paleozoicas. No início do Paleozoico todos os continentes do sul - América do Sul, África, Índia, Austrália e Antártica - eram parte de uma única parte de terra. Os continentes do norte - América do Norte, Europa e Ásia - eram partes de terra independentes espalhadas pelo oceano.

O Folhelho Burgess

O grupo mais espetacular de fósseis Cambrianos vem do Folhelho Burgess, no Canadá. Eles consistem em vários tipos de animais, sendo que a maioria não parece se encaixar em nenhuma classificação estabelecida. É como se a natureza estivesse experimentando toda forma imaginável assim que as partes duras do animal evoluíram, só para ver o que daria certo e o que não daria. 

Animais do Folhelho Burgess: Marella - semelhante a um trilobita com longos chifres em sua cabeça. Nectoaris - corpo semelhante a um camarão com rabo de enguia. Opabinia - semelhante a uma minhoca com um tronco de vários pares de nadadeiras. Wiwaxia - semelhante a uma lesma coberta com uma malha de ferro. Hallucigenia - corpo semelhante ao de uma minhoca com tentáculos de um lado e pernas finas como as de um louva-a-deus do outro. Anomalocaris - um grande predador marinho que provavelmente caçava todos os outros.

Calymene


Período: Siluriano.

Constituição: pigídio (escudo na cauda feito de segmentos fundidos), tórax (parte central do corpo feito a partir de segmentosa) e céfalo (escudo da cabeça).

Habitat: mares rasos.

Informação: foi um típico trilobita - um dos mais abundantes dos artrópodes marítimos no começo do Paleozoico.

Diplograptus


Tempo: Siluriano.

Tamanho: 5 centímetros em cada tronco.

Alimentação: partículas orgânicas suspensas.

Habitat: água aberta.

Informação: foi um graptólito - um organismo colonial flutuante. Consiste em duas fileiras de criaturas vivas de costas uma para outra, e várias suspensas de uma nuvem de gás. Outros grapólitos incluem Monograptus, com uma fileira, e Didymograptus, com duas fileiras alinhadas em forma de um osso de ave. Estes são todos valiosos fósseis de idade do início do Paleozoico.

Animais Terrestres

Embora digamos que não havia animais terrestres no início do paleozoico, nós sabemos da existência de alguns estranhos fósseis de rastros no Canadá, do período Cambriano. Eles foram formados por um animal de estrutura leve. O animal de corpo chato se arrastou através da areia úmida do litoral Cambriano. O animal tinha abas em cada lado de seu corpo e as enterrava na areia para se impulsionar para a frente, criando rastros que parecem as marcas de pneus de uma motocicleta.

Revista "o Mundo Pré-Histórico" - Livros Escala.

Dino Curiosidades - Parte 2

Tenha suas maiores dúvidas respondidas pelo Dr. David Norman através desta nova série de artigos "Dino Curiosidades", retirada das revistas "Dinossauros! Descubra os gigantes do mundo Pré-histórico" (Editora Globo).

Os dinossauros voavam?

Dinossauros não podiam voar ou planar. Eram animais terrestres, sem asas. Mas existiu, há 150 milhões de anos, um bicho chamado Archaeopteryx. Com certeza não se tratava de um dinossauro, porém os cientistas não sabem ao certo se era pássaro ou réptil. Tinha penas e asas e se parecia com um pássaro, mas também possuía cauda, garras e dentes como os dos antigos répteis.

Qual o dinossauro mais veloz?

Ninguém jamais saberá qual era o mais veloz. Mas alguns dinossauros, tais como o Struthiomimus e o Gallimimus, tinham pernas tão compridas quanto o avestruz atual. Por isso, cientistas acreditam que os dinossauros podiam chegar à velocidade de 40 km/h.

Quem possuía o maior dente?

Um dos maiores dentes de dinossauro já achados pertence ao T-Rex. Os dentes laterais, perto da frente, podem medir 30 cm da raiz até a ponta. O dente conseguia crescer 18 cm acima da gengiva.

Qual o dinossauro de pescoço mais comprido?

O dinossauro de pescoço mais longo até hoje é o Mamenchisaurus, que vivia na China até 150 milhões de anos. Seu pescoço media 14 m de comprimento, permitindo-lhe enxergar o topo de uma casa de três andares. Mas já se escavam ossos de Seismosaurus, cujo pescoço talvez seja o maior de todos.

Imagens do Mês - Junho de 2013 - Ceratopsidae II

 Albertaceratops

Einiosaurus

Einiosaurus 

 Chasmosaurus

Torosaurus

Novidades em Jurassic Park 4

Apesar da confirmação do diretor, roteiristas e data de estreia de “Jurassic Park 4″, pouco tem sido dito a respeito da trama que continuará a aventura iniciada por Steven Spielberg em 1993. O site Joblo, porém, garante ter recebido informação de fonte confiável sobre um novo dinossauro que será a grande atração do filme. Segundo a fonte, “Jurassic Park 4″ será passado nos dias atuais em Isla Nublar, que virou um parque temático. 

O lugar é visitado por 10 milhões de pessoas por ano e é considerado seguro, até que tudo acontece. Ao estilo da SeaWorld, o parque teria até uma lagoa, o que daria espaço para o surgimento de dinossauros que vivem debaixo d’água. O animal teria inclusive uma cena em que comeria um tubarão branco gigante com facilidade. Mas embora “Jurassic Park” não tivesse ainda apresentado dinossauros marinhos, esta não seria a grande ameaça da continuação. Um dinossauro não revelado, nunca visto na franquia, será incluído na trama, que também contará com T-Rex e velociraptors domesticados – os pequenos dinos carnívoros terão uma focinheira e ajudarão os novos personagens a enfrentar a tal ameaça misteriosa. 

Apesar de não serem confirmadas, as informações batem com revelações do diretor Colin Trevorrow (“Sem Segurança Nenhuma”). Ele disse anteriormente que o novo filme voltaria a Isla Nublar e que um novo dinossauro faria os espectadores “manter as luzes acesas”, ao voltarem para casa. O filme também será filmado em 3D e, por isso, seu lançamento foi adiado para 2015 pelo estúdio Universal Pictures (pipoca moderna).

Caminhando com as Bestas (parte 9)