terça-feira, 28 de maio de 2013

Pré-Cambriano

Introdução

Durante a maior parte do período Pré-Cambriano, a vida estava se desenvolvendo a partir de meras moléculas que tinham a habilidade de se reproduzir, pela formação de células únicas, como bactérias, até se tornar criaturas feitas de muitas células. Algumas dessas criaturas foram as precursoras das formas de vida atuais. Levando em consideração que o Pré-Cambriano inclui cerca de 85% da história da Terra, é difícil dividi-lo em comentários gerais. O mundo nos tempos Pré-Cambrianos tinham mais oceanos e os continentes ainda eram pequenos.

Linha do Tempo da Evidência da Vida

3,5 bilhões de anos - vestígios onde os micróbios podem ter vivido nas correntes de basalto recém-formado no relevo oceânico.

600 milhões de anos - os primeiros organismos pluricelulares conhecidos, como anêmonas do mar, vêm das Montanhas Mackenzie, no Canadá.

0,8 bilhões de anos - evidência de vida pode ser encontrada no sílex córneo (uma rocha sedimentaria com aparência vítrea feita de sílica onde a maior parte destes fósseis é encontrada) de Bitter Springs, na Austrália.

2 bilhões de anos - microfósseis indicam vida no Canadá.

3,465 bilhões de anos - microfósseis na Suazilância mostram sinais de vida.

Período Ediacarano

O final do Neoproterozoico é conhecido como o Ediacarano. Fósseis de animais pluricelulares são conhecidos a partir deste período, mas nada com concha ou casca dura. Muitos cientistas preferem incluir o Ediacarano no Paleozoico ao invés do Pré-Cambriano.

Estromatólitos

Os primeiros bons fósseis descobertos são de estromatólitos. Eles ocorrem quando filamentos microscópicos de algas ou bactérias atraem partículas de sedimento e formam uma matriz, como uma espécie de esteira. Outras matrizes se juntam para formar esta estrutura abobadada. Os estromatólitos mais antigos têm 3,1 bilhões de anos de idade. Hoje em dia, são encontrados no Mar Vermelho e próximos à Austrália, em baías salgadas e protegidas, onde não há outras formas de vida que possam atrapalhar seu desenvolvimento.

Terra Bola de Neve

Aparentemente entre 750 e 580 milhões de anos atrás, a Terra esteve completamente congelada. Como isso deve ter acontecido logo antes de animais pluricelulares surgirem, é possível que o retorno a um clima mais uniforme após um evento tão drástico tenha favorecido explosão na evolução. Evidências: rochas congeladas na Austrália e outros continentes, daquela época, formadas no nível do mar próximo ao Equador; calcários formados na ocasião mostram que se formaram em água muito gelada; minerais formados nesse período de tempo apresentam falta de oxigênio. Isto poderia acontecer se uma condição climática glacial tivesse causado a morte de quase todas as formas de vida.

Animais do Ediacarano

Os primórdios dos seres vivos eram apenas moléculas que podiam se replicar. Depois surgiram os organismos unicelulares, a princípio com células procariotas e, por fim, complexas células eucariotas. Disso desenvolveram-se até surgirem os tipos pluricelulares, com células formando tecidos que formavam órgãos. Entre os primeiros organismos pluricelulares estavam seres estranhos, de corpo mole, no período Ediacarano na Austrália e na Inglaterra. Estes seres incluem Spriggina, que parecia uma espécie de lagarta segmentada, e Charnodiscus, um animal parecido com uma pena, similar aos da ordem Pennatulacea, "canetas-do-mar".

Revista "o Mundo Pré-Histórico" - Livros Escala.

Trilobitas

Introdução
 
Antes de os peixes tornarem-se animais dominadores, os mares eram repletos de trilobitas-parentes de tatuzinhos de jardim, caranguejos e insetos atuais. Trilobitas foram os primeiros artrópodes. O nome Trilobitas, que significa "três lobos", refere-se às subdivisões longitudinais do corpo desses animais que tem três partes separadas por dois sulcos. Muitos Trilobitas caminhavam pelo fundo oceânico, embora algumas espécies fossem capazes de nadar. Eles variavam de tamanho, desde delicadas formas microscópicas até espécies muito grandes. Com mais de 15.000 espécies, esses animais superam em número todos os outros tipos de criaturas extintas. O apogeu dos trilobitas ocorreu durante o Cambriano e o Ordoviciano e as últimas espécies foram dizimadas durante a extinção em massa do final do Permiano.

Plano Corporal dos Trilobitas

Em vista logitudinal, o corpo de um Trilobita tem um lobo mediano elevado posicionado entre dois lobos mais deprimidos, chamados de lobos pleurais. Trilobitas eram também subdivididos transversalmente. As três principais partes do corpo eram o céfalo (cabeça) , o tórax e o pigídio (cauda). Havia genas (bochechas) e olhos em cada lado da cabeça. O tórax alongado era constituído por muitos segmentos, cada um dos quais sustentavam um par de apêndices. A espessa carapaça externa protegia todas as partes de seu corpo. Após a morte de um trilobita, essa carapaça partia-se separando-se nas três partes principais.

Os olhos dos Trilobitas

Os olhos de trilobitas estão entre os mais antigos encontrados em um animal. Havia dois tipos principais de olhos, cada um constituído por delicadas lentes formadas por cristais de calcita. Muitos trilobitas tinham olhos holocroidais, que lembram os olhos compostos dos insetos. Mais de 15.000 lentes hexagonais apareciam unidas como as células de uma colmeia-cada lente ficava apontada para uma direção ligeiramente diferente. Os olhos holocroidais formavam imagens difusas de qualquer coisa que se movesse. Outros trilobitas tinham olhos esquizocroidais , que tinham lentes amplas de forma arredondada. Os olhos esquizocroidais produziam imagens bem definidas dos objetos.

Phacops (que significa "olho com lente") enrolavam-se formando uma bola ou se enterravam quando atacados. As 12 placas de seu tórax sobrepunham-se como uma veneziana para proteger as pernas e a parte ventral. Provavelmente os peixes eram seus grandes inimigos. Espécies anteriores aos peixes temiam nautilóides e euripterídeos. O tamanho do Phacops era cerca de 4,5 cm; ele se alimentava de partículas orgânicas e seu habitat era em mares rasos de águas quentes. Foram encontrados no mundo todo durante o Devoniano.

Provas de um Oceano desaparecido

Dois trilobitas são a prova da existência de um oceano há muitos desaparecido. No Cambriano, Olenellus e Paradoxides viviam em lados opostos de oceano Lapetus, que era muito profundo para que pudessem atravessá-lo. Depois, os dois lados se fundirame mais tarde separaram-se novamente para criar o oceano Atlântico.

Dino Curiosidades - Parte 1

Tenha suas maiores dúvidas respondidas pelo Dr. David Norman através desta nova série de artigos "Dino Curiosidades", retirada das revistas "Dinossauros! Descubra os gigantes do mundo Pré-histórico" (Editora Globo).

Qual o período de vida de um dinossauro?

É quase impossível definir exatamente com que idade os dinossauros morriam. Alguns cientistas estão tentando achar o índice de crescimento dos ossos de algumas espécies para vir a definir sua idade. Acreditam que o Massospondylus, um dinossauro pequeno, viveu entre 30 e 70 anos, o que é quase a vida de um ser humano.

Os dinossauros viveram no mar?

Os dinossauros não vivam todo o tempo na água, como os golfinhos e as baleias de hoje. Certamente mergulhavam ou nadavam pequenas distâncias, como os cavalos. Mas nenhuma espécie viveu exclusivamente na água. Por isso, animais como os Plesiosaurus, não eram dinossauros.

Conforme o tipo do dinossauro sua vida podia ser mais longa ou mais curta?

Os dinossauros maiores, provavelmente, viveram mais que os dinossauros menores. Isso porque os pequenos cresciam mais depressa e viviam num ritmo mais rápido.

Qual o maior dinossauro que já existiu?

Deve ter sido o Seismosaurus, com 36,5m de comprimento e 51 toneladas, o peso de nove elefantes. Parte de sua ossada ainda está sendo escavada nos Estados Unidos.

Quantas espécies de dinossauros existiram?

Até o momento conhecemos mil espécies. As únicas provas vêm dos fósseis e muitas espécies de dinossauros provavelmente não foram preservadas. Por essa razão, não sabemos precisamente quantas espécies existiram.

Imagens do Mês - Maio de 2013 - Ceratopsidae I

 Triceratops

 Triceratops

 Styracosaurus

 Torosaurus

Pachyrhinosaurus

Vale dos Dinossauros, em Paraíba, será reaberto para visitação

Iniciadas no ano passado, as obras de revitalização do Monumento Natural Vale dos Dinossauros, no município de Sousa, Sertão da Paraíba, estão bem perto de acabar. De acordo com o Governo do Estado, o trabalho está "em ritmo acelerado" e o novo parque, revitalizado, deve ser entregue à população até o fim deste mês. O local compreende uma curiosa área de cerca de 700 km² na qual é possível ver diversas trilhas com pegadas de dinossauros fossilizadas, preservadas há 65 milhões de anos pela natureza.

A revitalização do Vale teve início em junho de 2012, quando foram suspensas as visitas. O trabalho é coordenado pela Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema) e contou com uma parceria com a Petrobras para custear os aproximados R$ 1,2 milhão que totalizam a obra. Em junho deste ano, o Vale dos Dinossauros deve reabrir suas portas completamente renovado, oferecendo mais conforto aos visitantes e seguindo todas as normas de acessibilidade para pessoas com necessidades especiais.
 
Segundo a Secretaria de Comunicação do Governo da Paraíba (Secom-PB), o museu e toda a área externa do monumento receberam intervenções para melhorar a experiência daqueles que desejam conhecer o local, que é considerado um dos principais sítios paleontológicos do mundo.

A melhoria no Vale dos Dinossauros incluiu também as áreas de urbanização e estacionamento, reforma do auditório e aquisição de móveis e equipamentos para o funcionamento do museu. Dentro do processo, os moradores da região participaram de capacitações sobre como trabalhar e gerar renda para as famílias do lugar de forma harmoniosa com o Vale. 

Além de Sousa, outros dez municípios do Sertão Paraibano fazem parte da área compreendida pelo Vale. Na semana passada, a Petrobras realizou uma vistoria para verificar o andamento das obras de revitalização. Os representantes da empresa visitaram todos os espaços do local acompanhados da superintendente da Sudema, Laura Farias. A Petrobras é responsável por um patrocínio de R$ 900 mil para o Monumento Natural, sendo R$ 659 mil empregados somente na reforma.

UNIDADE DE CONSERVAÇÃO – Desde 2002, o Vale dos Dinossauros foi transformado em Unidade de Conservação de Proteção Integral dos órgãos ambientais. O local, situado a 444 km da capital paraibana, deguarda pegadas de, pelo menos, quatro espécies que habitaram a região do município de Sousa há cerca de 165 milhões de anos.
 
A área de proteção possui 40 hectares, resultantes da desapropriação do sítio Passagem das Pedras, em 1992. Fora desse espaço, ainda são reconhecidos mais de 20 sítios paleontológicos, distribuídos em quatro municípios da região onde há pegadas dos dinossauros e árvores fossilizadas (NE10).

Caminhando com as Bestas (parte 8)

EUA devolve fósseis de dinossauros à Mongólia

A Mongólia pode precisar de mais vitrines para a primeira exposição de seu museu dos dinossauros, depois do anúncio feito esta sexta-feira pelos Estados Unidos de que devolverá ao país asiático uma nova coleção de fósseis roubados.

Na segunda-feira, as autoridades já tinham devolvido à Mongólia o esqueleto quase completo de um tiranossauro de 70 milhões de anos, um parente distante do famoso e terrível T.rex, na primeira repatriação do tipo a este país.

Os restos do esqueleto quase completo de um Tiranosaurio bataar foram encontrados no deserto de Gobi e vendidos ilegalmente em um leilão por US$ 1,05 milhão nos Estados Unidos no ano passado, antes da intervenção das autoridades.

Agora, os promotores federais de Manhattan afirmam que também será restituída uma grande quantidade de outros vestígios pré-históricos. Entre eles estão dois tiranossauros, um hadrossauro, pelo menos seis esqueletos de oviraptor e diversos fósseis, inclusive restos de Gallimimus.

A ministra da Cultura, Esportes e Turismo da Mongólia, Oyungerel Tsedevdamba, afirmou nesta semana que seu país planeja construir um Museu Central de Dinossauros da Mongólia e que os ossos do tiranossauro repatriado na segunda-feira seriam os "primeiros ser exibidos" (Terra Notícias).

Caminhando com as Bestas (parte 7)

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Compsognathus ou Compsognato

Introdução

A paisagem jurássica, provavelmente, estava cheia de pequenos predadores - dinossauros equivalentes a mamíferos como raposas e chacais - mas, como seus ossos eram muito finos e frágeis, poucos deixaram restos fósseis. Entre os mais conhecidos estão Compsognathus, da Alemanha e França, e Ornitholestes, dos Estados Unidos. Ambos, supostamente, eram corredores rápidos, perseguindo e comendo lagartos, pequenos mamíferos e outras criaturas menores do que eles. Foram os primeiros membros de um novo grupo de terópodes tetanuros - os celurossauros ou "lagartos de cauda oca". Esse grande grupo de dinossauros predadores, consequentemente, deu origem aos gigantescos tiranossauros, aos terópodes semelhantes às aves e aos prováveis ancestrais de aves.

Elegância

O Compsognathus tinha aparência mais delicada que a maioria dos dinossauros. Na ponta do pescoço comprido e flexível erguia-se o crânio pequeno, de ossos bem espaçados. Até seus 68 dentes eram pequenos e graciosos, embora pontiagudos e curvos, capazes de ferir seriamente. O Compsognathus era bom caçador, dotado de visão aguçada. Veloz, corria sobre as finas mas fortes pernas traseiras. Acelerava rapidamente para alcançar ágeis animais pequenos.

O estilo de vida do Compsognathus

O Compsognathus viveu em ilhas desérticas quentes onde se encontram, agora, a Alemanha e a França e foi, provavelmente, o maior predador desses locais, pois pequenas ilhas raramente têm comida suficiente para suportar grandes carnívoros. A estrutura delicada do pequeno dinossauro, com um longo pescoço, cauda oscilante e pernas semelhantes às de aves, teria feito dele um rápido corredor. Ele capturava e comia lagartos como o Bavarisaurus e, talvez, também caçasse a ave primitiva Archaeopteryx. O Compsognathus pode ainda ter se alimentado de restos de caranguejos mortos e de outras criaturas encontradas nas praias.

Mãos Leves

Com apenas dois dedos articulados, é difícil imaginar como o Compsognathus conseguia agarrar alguma coisa. O terceiro dedo, feito de um único osso, não devia ser muito flexível nem útil.

Maxila Elegante

O Compsognathus ("maxila elegante") deve seu nome aos delicados ossos de sua cabeça longa e baixa. Seu crânio delicado era composto, principalmente, por barras ósseas delgadas com grandes espaços entre elas. As maiores aberturas eram as órbitas, ou as cavidades para os olhos. As narinas eram dois pequenos buracos elípticos próximos à extremidade pontiaguda do focinho. Abaixo de tais buracos, ossos entrelaçados formavam barras longas e delgadas que compunham a maxila superior. A maxila inferior, também, era tão delgada que parecia frágil. Dentes curvados, pequenos e afiados estavam dispostos bem separados em ambas as maxilas.

Dados da Fera


Nome: Compsognathus ("maxila elegante").

Tamanho: até 1,4 m de comprimento.

Alimentação: carne (pequenos animais).

Quando viveu: há 145 milhões de anos, no Final do Jurássico.

Onde viveu: no sul da Alemanha e no sul da França.

Gêneros aparentados: Aristosuchus, Sinosauropteryx.

Curiosidade

Os restos de um réptil chamado Bravarisaurus foram encontrados no interior das costelas de um fóssil de Compsognathus. Provavelmente esse lagarto foi a última refeição do dinossauro.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Caminhando com as Bestas (parte 6)