terça-feira, 30 de abril de 2013

Duas notícias Curiosas

Dinossauros se mexiam nos ovos como as aves modernas

Dinossauros se moviam dentro de seus ovos assim como fazem os embriões de aves modernas. A descoberta só foi possível graças aos recém-achados embriões fossilizados de dinossauros em escavações na China. Os fósseis de 190 milhões de anos estão dando aos cientistas a melhor oportunidade até agora de saber como estas criaturas se desenvolviam.
  
As escavações revelaram 200 fósseis de diferentes indivíduos em diferentes estágios do desenvolvimento embrionário. Os ovos eram de Lufengosaurus , dinossauro herbívoro e de pescoço comprido conhecido por seu tamanho gigantesco – adultos chegavam a atingir nove metros de altura. A descoberta de embriões de dinossauros é algo raro. Normalmente acha-se apenas um ninho ou parte de um ninho, o que dá pistas apenas de uma fase do desenvolvimento embrionário.

“Nós estamos abrindo uma nova janela sobre a vida dos dinossauros”, disse o paleontólogo da Universidade de Toronto, Robert Reisz, que liderou a equipe internacional nas escavações na China. “Esta é a primeira vez que podemos traçar o crescimento embrionário dos dinossauros de como eles se desenvolviam. Nossas descobertas terão impacto na compreensão da biologia destes animais”, disse ao iG.

A equipe descobriu, por exemplo, que o fêmur dos embriões se remodelava conforme a posição dos embriões nos ovos. A análise da anatomia dos ossos e da estrutura interna mostra que eles contraíam ou relaxavam o tecido ósseo, os músculos desempenhavam um papel ativo, alterando a forma do fémur. “Isto sugere que os dinossauros, assim como os pássaros modernos se mexiam dentro dos ovos”, disse Reisz. “Esta é a primeira prova de tal movimento em um dinossauro”.

Descoberta de fóssil grávido revela mistério dos plesiossauros

Pesquisadores descobriram que o plesiossauro, um réptil predador que vivia nos mares há mais de 78 milhões de anos, era uma mãe zelosa que dava à luz a filhotes vivos, ao invés de deixar ovos. O vilão dos mares da Era Mesozoica também cuidava da prole após o nascimento, assim como fazem hoje outros animais marinhos como as baleias e os golfinhos. A descoberta, que acabou com um mistério de 200 anos entre a comunidade científica, só foi possível graças ao achado de um fóssil grávido do animal, em uma fazenda no estado americano de Kansas. Atualmente o fóssil está em exposição no Museu de História Natural de Los Angeles.

“O ponto-chave é que os plesiossauros fizeram coisas de forma diferente do que os outros répteis marinhos, que tinham o padrão de reprodução dos répteis atuais, com um número maior de pequenos bebês. Os plesiossauros eram, neste sentido, aparentemente mais próximos de mamíferos e lagartos que vivem em grupo, dando origem a um ou alguns filhotes”, disse ao iG Frank O’Keefe da Universidade de Marshall, nos Estados Unidos e autor do estudo publicado hoje na Science.
Os cientistas já desconfiavam que o corpanzil de cerca de 5 metros de comprimento do plesiossauro não era sinônimo de uma boa adaptação para longas escaladas na terra para colocar seus ovos ou construir ninhos, mas faltavam provas que confirmassem que o animal era de fato vivíparo. O fóssil de um animal (Polycotylus latippinus) prenhe era a prova que faltava.

O estudo identificou que o embrião era muito grande em comparação com o tamanho da mãe. “Era muito maior do esperávamos se compararmos com outros répteis dos dias de hoje”, disse. De acordo com O’Keefe, o fato de gerarem filhotes grandes pode ter desencadeado nos animais um comportamento mais semelhante ao de mamíferos e algumas espécies de lagartos.  

“Nós especulamos que isto possa indicar que os plesiosauros exibiam cuidados maternais e comportamento social como o cuidado da prole após o nascimento e até mesmo quando fossem capazes de se alimentar sozinhos”, disse.

Mesmo assim, O’Keefe afirma que os plesiossauros, que não têm parentes conhecidos nos dias atuais, seja mais próximos dos mamíferos que dos répteis. “Plesiossauros são muito mais próximos em parentesco de lagartos, cobras e outros répteis mesmo apresentando comportamento semelhante ao de mamíferos”, disse.

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Cientistas estudam posturas entre Dinossauros e Aves

Pesquisadores britânicos analisaram modelos em 3D de esqueleto de dinossauros, répteis e aves e concluíram que o agachamento das aves, necessário para a estabilização do corpo, foi o preço pago pela capacidade de voar.

Ao comparar modelos computadorizados, a equipe de pesquisadores da Universidade de Londres descobriu que o centro de gravidade dos pássaros variou ao longo da evolução por causa do alongamento das patas dianteiras, fazendo com que dobrar as patas fosse necessário para manter o equilíbrio. Outro fator que influenciou a postura acocorada foi o fato de a cauda, uma espécie de contrapeso, ter sido reduzida ao longo dos anos.

A estranheza da postura das aves sempre intrigou o cientista britânico John Hutchinson, do Royal Veterinary College da Universidade de Londres e autor do estudo publicado no periódico científico Nature . “As aves são muito estranhas, têm um rabo pequeno, a perna em ziguezague, a forma corporal é bizarra em comparação com outros animais vivos e, portanto me intrigou o que fez com que elas ficassem assim”, disse Hutchinson em um vídeo.

O estudo mostrou que os primeiros archosauria - grupo de animais terrestres que incluiu os crocodilianos, aves e dinossauros -, que habitaram a Terra há 245 milhões de anos, eram parecidos com crocodilos modernos, tinham quatro patas e cauda longa. No entanto, ao longo da evolução das linhagens dos dinossauros, há 235 milhões de anos, eles se tornaram bípedes, um traço herdado por seus descendentes, as aves.

Humanos são adaptados para andarem de forma ereta com pernas estendidas e costas, pescoço e cabeça na vertical. Já com aves e os dinossauros é diferente. O Hutchinson explica que o dorso dos dinossauros ficava inclinado, praticamente na horizontal. Suas patas eram bastante simples, “provavelmente não tão estendidas como a dos humanos”.

“Pense que você está segurando algo bem pesado na sua frente e está com os braços estendidos. É provável você penda para frente, já que o seu centro de massa é para frente. Então você dobra as pernas para trazer o seu peso para trás sobre seus pés”, disse ao iG .

Os dinossauros tinham uma “ajudinha extra” para o equilíbrio em relação às aves: o corpo era contrabalançado pela longa cauda característica das espécies que habitaram a Terra há milhões de anos. Porém, Hutchinson salienta que a pesada cauda dificultava a manobra e a possibilidade de alocar mais de massa para os membros anteriores. “Se um dinossauro de 100 quilos tivesse a cauda reduzida de 30 para 15 kg, ele teria seus braços 15 quilos mais forte”, calcula.

Na verdade, a posição agachada não é fácil para ninguém, nem mesmo para as aves. “Quem disse que é fácil para elas? É preciso esforço muscular, mas é necessário, ou então ela estaria instável e poderia cair. Pássaros e alguns dinossauros fizeram e fazem isso até hoje por causa de suas dimensões corporais”, disse.

domingo, 21 de abril de 2013

Imagens do Mês - Abril de 2013 - Allosaurus & Stegosaurus

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Embriões de Dinossauros são encontrados na China

Cientistas descobriram na China o fóssil do embrião de um dinossauros que data de 190 milhões de anos atrás. O achado pode ajudar a explicar como era a fase inicial do desenvolvimento dos animais, ainda dentro do ovo. O achado é "extraordinariamente raro nos registros paleontológicos e é valioso tanto por sua antiguidade como pela oportunidade que oferece de estudar a embriologia dos dinossauros", disse o paleontólogo canadense Robert Reisz, da Universidade de Toronto Mississauga, em comunicado de imprensa da universidade australiana James Cook.

A equipe dirigida por Reisz, que era formada por cientistas da Alemanha, Austrália, China e Taiwan, realizou escavações na província de Yunnan e analisou mais de 200 ossos de exemplares de dinossauros em diferentes períodos de desenvolvimento embrionário, assim como a geologia da jazida. "Trata-se da primeira vez em que podemos seguir o crescimento dos embriões de dinossauro à medida em que se desenvolvem. Nosso descobrimento terá um forte impacto no entendimento da biologia desses animais", assinalou Reisz. A maioria dos embriões de dinossauros estudados até o momento pertecem ao Cretáceo, período que se desenvolveu entre 145,5 milhões e 65,5 milhões de anos atrás, aproximadamente.

 Por isso, o descobrimento na jazida situada próxima da cidade de Lufeng, no sudoeste da China, representa uma grande novidade dado o grau de antiguidade. Os ovos, que estão entre os mais antigos já encontrados, são muito pequenos, mas se encontram em excelentes condições. Eles correspondem a 20 exemplares embrionários da espécie Lufengosaurus (que significa "réptil de Lufeng"), que foi o dinossauro mais comum na região durante a primeira etapa do período Jurássico. O cientista australiano Eric Roberts, da Universidade James Cook, explicou que seu estudo se centrou em analisar partes dos ossos e rochas que continham os restos ósseos na busca de chaves vinculadas a sua preservação e entender o ambiente, a idade e a causa da morte. "Desse modo pudemos compreender que o leito ósseo se formou por uma inundação baixa e lenta de uma colônia de ninhos", ressaltou Roberts. Assim, os cientistas acharam diversos ossos desarticulados pertencentes a diferentes ninhos e em diferentes períodos embrionárias, o que permitiu à equipe de cientistas internacionais estudar os patrões de crescimento.

Os especialistas dirigidos por Reisz se concentraram na análise do maior osso embrionário, o fêmur, e comprovaram que a taxa de crescimento se duplicou em tamanho de 12 a 24 milímetros enquanto o dinossauro se desenvolvia dentro do ovo. A análise da anatomia e a estrutura interna também revelou que os músculos tiveram um papel importante na forma do fêmur em desenvolvimento e que os dinossauros, como as aves modernas, podiam se movimentar dentro do ovo. Os especialistas também acharam evidências de fibras de colágeno no fêmur, uma proteína característica dos ossos, e que o chamado "réptil de Lufeng", de pescoço longo e que chegou a medir uns 8 metros, também tinha um período de incubação muito curto (G1).

Fóssil vivo será Estudado em expedição à Cavernas Profundas



Uma equipe de pesquisadores partirá nesta segunda-feira para uma expedição em cavernas profundas da África do Sul para tentar encontrar um peixe extremamente raro que é chamado de um ''fóssil vivo''. 

O celacanto teria evoluído ao seu estado atual há cerca de quatrocentos milhões de anos. E os biólogos terão que mergulhar a mais de cem metros em cavernas em uma baía na costa oeste do país para alcançá-los. Os pesquisadores pretendem instalar dispositivos acústicos no peixe para estudar seu comportamento e captar imagens tridimensionais de seu corpo em movimento. 

O líder da expedição, Laurent Ballesta, da organização Andromede Oceanology, disse que os animais são tão raros que se deparar com um deles é quase como encontrar um dinossauro. O celacanto era dado como extinto até o final da década de 30, quando espécimes foram encontrados no litoral da África do Sul.

Caminhando com as Bestas (parte 5)

Novidades sobre o jogo Dino Horde



Orion: Dino Horde ganhou um novo vídeo para celebrar o teste beta do multiplayer que saiu nessa semana. Nele são mostrados os mais novos dinossauros que compõe a horda, além da física dos veículos, novas armas e cenários. O trailer impressiona pela similaridade com a franquia Jurassic Park.

As cenas mostram muito tiro, bichos enormes e muita ação acontecendo, tudo junto. Parece menos com um vídeo de promoção do produto, e mais com um autêntico gameplay, com jogadores de verdade. Com o beta de Orion: Dino Horde no ar, será possível assistir a novos vídeos que surgirão na internet.

Para os que já possuem Orion: Dino Beatdown, a sequencia Dino Horde sairá de graça. Sem nenhum custo adicional. O jogo sairá para PC, e há a chance de sair para PlayStation 4 também (Techtudo).

terça-feira, 2 de abril de 2013

Exposição "História da Vida"

Já pensou em poder ver pessoalmente a história da vida na Terra desde milhões de anos atrás até hoje?

"História da vida" será uma exposição temporária (dias 11, 12 e 13 de Abril) que vai retratar exatamente isso: a história da evolução da vida na terra, desde o seu aparecimento no planeta até os dias de hoje, de uma forma divertida e bem didática. As pessoas poderão vislumbar réplicas de fósseis, animais embalsamados de verdade, dinossauros, e muito mais, passeando por todas as eras geológicas, desde o Hadeano até a Era Cenozoica!

Dentre as atrações da exposição estará em exibição várias réplicas de fósseis como do fóssil do pássaro Archaeopteryx, alguns fósseis originais, representações de animais extintos e modernos em tamanho natural, mais de 200 tipos de artrópodes diferentes embalsamados - e muito mais!


Dias: 11, 12 e 13 de Abril
Horário: das 9 ás 17 horas
Local: Biblioteca Vila Floresta
Endereço: Rua Parintins, 344 - Vila Floresta - Santo André - SP.

Mais detalhes veja na programação de eventos do aniversário de Santo André aqui.

Nova aba "Filmes"

Agora no blog Dinossauros e Cia está sendo inaugurada uma nova aba que une postagens de vídeos, filmes e documentários de dinossauros e da vida pré-histórica em geral. Ela ainda está em construção, pois ainda será preciso dedicar muitas postagens para deixá-la rica em conteúdo, entretanto, já é possível assistir todos os três filmes do Jurassic Park legendados, como também os documentários "Caminhando com as bestas" que estão sendo disponibilizados mensalmente no blog.

segunda-feira, 1 de abril de 2013