quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Criaturas Antigas

Desde tempos bem mais antigos que os dinossauros já haviam surgido muitas criaturas extraordinárias, e até um pouco estranhas, que geralmente não são citadas em sites relacionados a Era Mesozoica. Entrementes, este blog, como o nome já diz, engloba toda a vida Pré-Histórica, ou seja, desde o início dos tempos e do planeta Terra. Estaremos iniciando mais um novo tópico, Criaturas Antigas! Nele, não postaremos nada sobre dinossauros, mas outros seres pré-históricos, sejam os primeiros peixes, anfíbios e répteis, sejam mamíferos pós extinção em massa. Esperamos iniciar o tópico em Março, juntamente com "Eras Geológicas", que acrescentarão bem mais conteúdo ao blog. Também será criada uma aba de "Criaturas Antigas", constando o nome de cada uma, com certa ordem cronológica no posicionamento. Tivemos como base a Enquete localizada na barra direita do blog, pois a opinião de vocês leitores é muito importante para otimizar e melhorar cada vez mais o blog, então, não deixe de votar e expressar seu ponto de vista.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Episódios de: Caminhando com as Bestas

Olá a todos, agora o documentário completo estará sendo disponibilizado no blog. Entretanto, será postado no blog um episódio por semana, então não deixe de acompanhar! Vale muito a pena, pois além de um conteúdo abrangente e completo, também há muitos efeitos e cenários que demonstram de forma realística a vida após a Era dos Dinossauros. Obs: os vídeos são legendados.

Eis aqui o primeiro episódio do documentário!

Eras Geológicas

Estaremos iniciando mais um novo tópico em Dinossauros e Cia. Dessa vez englobando todas as Eras Geológicas da história do planeta Terra, em ordem cronológica. Depois disso, será feita uma aba específica contendo todos os links de acesso para cada ponto de interesse. Já havíamos feito algumas postagens relacionadas a este tópico, entretanto, reiniciaremos tal procedimento desde o zero, simplesmente pelo fato de que agora será utilizada como fonte de matéria principal a revista "O Mundo Pré-Histórico", que mostra detalhes cruciais de cada época, incluindo vegetações, geologia, habitantes... Ou seja, será bem mais interessante e detalhado que as postagens que temos atualmente. Estamos ansiosos para inaugurar oficialmente tal tópico, que ocorrerá no mês de Março. Esperamos que também estejam felizes com as notícias, pois sempre procuramos melhorar o blog, abrangendo um conteúdo cada vez mais aprofundado, que ajudará tanto aos que apenas procuram retirar dúvidas, como também aos que estejam pesquisando a fundo sobre o assunto.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Siluriano

Com a radical transformação climática que dizimou grande parte do bioma gerado pelo Período Ordoviciano, o Período Siluriano é marcado por gerar um processo de revitalização na fauna e na flora. Seu período compreende entre cerca de 443 milhões de anos atrás e 416 milhões e é subdividido pelas épocas: Llandovery (a mais antiga), Wenlock, Ludlow e Pridoli (a mais recente). O termo foi definido pela primeira vez pelo pesquisador Roderick Murchison no País de Gales, em 1830. A glaciação fez com que alguns territórios ficassem submersos mesmo com a amenização do clima, já que as geleiras formadas acabariam sendo derretidas com o passar dos anos. As regiões da América do Norte, Europa, Ásia e Oceania ficaram encobertas pela água durante algum tempo, mas ao longo do período se soergueram.

Durante o Siluriano começam a se expandir, em todas as áreas equatoriais, recifes constituídos por Corais de grupos primitivos e extintos. Nestas regiões de plataformas continentais oceânicas também se desenvolviam “lírios-do-mar” (Crinoideos) e os braquiópodos eram bastante variados. Os vertebrados (peixes), surgidos ainda no final do período Cambriano, experimentam interessantes diversidades morfológicas, representados principalmente pelos Agnatos ostracodermos, que eram desprovidos de maxilas. Ao final do período Siluriano são registradas as primeiras floras e faunas habitantes de áreas continentais. Paleogeografia no Siluriano.

Corais

Os corais participam na construção de recifes desde cerca de 470 milhões de anos. São colônias de invertebrados marinhos que metabolizam e secretam calcário para o crescimento do coral, gerando uma estrutura bastante densa.

Crinoideos

Os crinoideos mostram simetria pentâmera bem definida. Como grande parte dos gêneros recentes, a maioria das formas fósseis fixava-se por intermédio de uma coluna. Os crinóideos tiveram o seu clímax no Carbonífero, sendo hoje menos numerosos. As espécies viventes são cerca de 1000, enquanto as fósseis, descritas formalmente pela Paleontologia / Paleobiologia, chegam a cerca de 5000. As mais antigas datam do Cambriano.

Agnatos 

Agnatos surgem no Neo-Cambriano, mas tornam-se abundantes a partir do Eo-Siluriano. Os parentes modernos mais próximos são as lampréias. Pela ausência de maxilas, os primeiros agnatos não eram predadores, e sim filtravam ou sugavam a lama rica em matéria orgânica do fundo dos mares e rios, ingerindo partículas orgânicas e / ou eventualmente elementos planctônicos. Animais pequenos, não ultrapassavam 30 cm, embora alguns tenham chegado a 1,5 m (heteróstracos) cobertos por carapaças cefálicas e placas ósseas. Por conta desta cobertura são chamados ostracodermos. Carapaças e placas deveriam protegê-los dos cefalópodos e euriptéridos, seus virtuais predadores nos períodos em que viveram. As formas achatadas dorso-ventralmente seriam bentônicas. Aquelas nectônicas, além de carapaças mais leves, possuíam nadadeira caudal heterocerca hipocerca e eram fusilormes. Eram maus nadadores, pela ausência de nadadeiras pares. 

Paleogeografia no Siluriano 

Em virtude do movimento da placa da litosfera, por volta do Siluriano, mais ou menos 420 milhões de anos atrás, muitos dos fragmentos continentais trocaram de posição. O Gondwana tinha se movido mais para o Pólo Sul, trazendo consigo continentes como Antártica, América do Sul e África do Sul. Austrália, América do Norte, partes de China e Europa contudo, ainda estavam unidas na região do equador. O Gondwana continuou sendo o maior continente e haviam poucas outras massas continentais, muito menores, todas separadas umas das outras.

Ordoviciano

O Ordoviciano é o período da Era Paleozoica ocorrido, aproximadamente, entre 510 a 433 milhões de anos, sendo divido em três épocas: Ordoviciano Inferior (mais antigo), Médio, e Superior (mais “recente”). O clima provavelmente era bem ameno, apresentando temperatura mediana e elevada umidade. O termo Ordoviciano foi cunhado pela primeira vez pelo geólogo inglês Charles Lapworth em 1879 e foi caracterizado pelo aparecimento constante de terremotos nos continentes, deslocando os granitos e rochas como graptolitos. Com isso, áreas que estavam submersas começaram a emergir, principalmente as regiões da Europa, América, Oceania e norte da África. 

 Em relação ao período anterior, o Cambriano, há uma flagrante modernização faunística, com o surgimento e/ou desenvolvimento de grupos que sobrevivem até os dias de hoje. Os trilobitas, que eram dominantes durante o período anterior, no Cambriano passam a dividir os ambientes marinhos com outros invertebrados, como os Briozoários e Braquiópodos por exemplo. A rigor, da mesma forma que no Cambriano, também não existiram formas de vida continentais terrestres durante boa parte do Ordoviciano, e as terras emersas seriam quase desprovidas de vegetação e/ou animais. 

Trilobitas do Ordoviciano 

A partir de aproximadamente 500 milhões de anos (Eo-Ordoviciano) tornam-se mais comuns trilobitas com capacidade de enrolamento, tal como hoje fazem os “tatuzinhos-de-jardim”. Esta característica tinha o objetivo de proporcionar a estes primitivos artrópodos alguma chance de proteção contra os predadores daquela época.

Briozoários 

Invertebrados coloniais marinhos, que se fixam a um substrato sólido, como por exemplo estruturas rochosas. Existem desde cerca de 520 milhões de anos, com vários grupos apresentando intenso desenvolvimento durante a Era Paleozóica (especialmente o período Ordoviciano). Colônias de briozoários participam ativamente na gênese de estruturas recifais, em conjunto com algas calcárias, corais e outros invertebrados marinhos. 

Braquiópodos 

 Braquiópodos são animais providos de concha formada por duas valvas, presos ao substrato por um pedículo. Alimentam-se filtrando as partículas orgânicas em suspensão na água. Existem desde cerca de 570 milhões de anos atrás. 

Paleogeografia no Ordoviciano 

Em virtude dos movimentos da placas litosféricas, muitos dos fragmentos continentais trocaram sutilmente de posição, de Cambriano para Ordoviciano. O Gondwana tinha se movido mais para o Pólo Sul, trazendo consigo os atuais continentes de Antártica, América do Sul e África do Sul. Austrália, América do Norte, partes de China e Europa contudo ainda estavam unidas na região do Equador. O Gondwana prosseguiu sendo o maior continente. Haviam poucas outras massas continentais muito menores, todas separadas umas das outras.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Imagens do Mês - Fevereiro de 2013 - Tyrannosauridae I

Para este mês de inauguração do novo tópico, cinco imagens eletrizantes de diferentes Tiranossaurídeos que causaram muito pânico em seus respectivos períodos. Clique nas Imagens para ampliá-las.

Sinraptor

 Dilong

Zhuchengtyrannus

Daspletosaurus

Alectrosaurus

Novo Tópico do Blog

Saudações, agora em Dinossauros e Cia um novo marcador será criado, cujo nome já diz tudo, Imagens do Mês. Neste tópico serão publicadas cinco belas imagens de Papel de Parede de Dinossauros e da Vida Pré-Histórica em geral, uma vez por mês. O intuito é divulgar obras artísticas aos que gostam de paleoarte, além de fotografias e esboços destacáveis. Por ventura pode haver um tema específico em alguns meses, como em outros pode abranger diversos pontos aleatórios. De qualquer forma, espero que gostem tanto como eu deste tópico que de certa forma agrupará uma boa parte da história não-escrita de um passado muito distante e que intriga as pessoas até hoje.

Dinossauros produziam leite, afirma cientista australiano

A teoria de que os dinossauros são animais mais próximos das aves — e não dos répteis — acaba de ganhar um importante argumento. De acordo com estudo publicado no The Journal of Experimental Biology, algumas espécies de dinossauros poderiam produzir um tipo de leite. Lançada pelo professor e fisiologista Paul Else, da Universidade de Wollongong, na Austrália, a tese se baseia na fisiologia das aves. Assim, Else acredita que algumas espécies de dinossauros, como os hadrossauros, secretavam uma susbtância similar ao colostro, que ficaria armazenado no papo. 

Algumas aves, como pombos, pinguins e flamingos, produzem uma substância parecida com o leite, mas que varia entre líquida e sólida. Essa substância é produzida em uma estrutura localizada entre o esôfago e o estômago. “Essas estruturas, que podem ser o papo, parte do esôfago, o esôfago propriamente ou a parte superior do estômago, dependendo do animal, estão sempre produzindo secreções que umedecem os alimentos e ajudam a engoli-los. Em um ambiente hormonal apropriado, essas estruturas começam a produzir um muco similar ao leite”, diz Else.

Para o pesquisador, a maior vantagem dessa forma de alimentação seria a possibilidade de oferecer, de forma concentrada, nutrientes necessários ao crescimento e desenvolvimento dos filhotes. “Pombos produzem leite com o qual alimentam seus filhotes durante as três ou quatro primeiras semanas de vida. Eles adicionam a este leite um hormônio de crescimento epitelial que permite que seus filhotes cresçam a taxas fenomenais. Os pombos atingem 85% do tamanho que terão quando adultos em três semanas após o nascimento”, diz Else.

A ideia é reforçada pelo fato de que os dinossauros nasciam pequenos se comparados ao tamanho que atingiam quando adultos. Com este hormônio adicionado ao leite, eles poderiam, portanto, evitar predadores e juntar rebanhos mais rapidamente.

De acordo com o pesquisador, o leite de dinossauro deveria ser parecido com o colostro, produzido por mamíferos logo após o nascimento do filhote. “Teria muito dos ingredientes básicos do leite de mamíferos, mas com metade das gorduras, metade da água e um pouco de carboidratos”, explica.

A quantidade de carboidratos poderia variar de acordo com a consistência do leite produzido. “Poderia ser fluido, como de mamíferos; semi-sólido, parecido com queijo cottage, como o produzido por pinguins imperadores; ou com consistência mais sólida, como o produzido por pombos”, diz. A consistência também dependeria do “aditivo” que o leite ganharia, como hormônio do crescimento, antioxidantes e antibióticos.

Como acontece com mamíferos e com aves, o período de lactação dos dinossauros poderia variar entre as espécies, assim como seria possível que algumas sequer utilizassem este recurso. Tudo poderia variar de acordo com o tamanho do dinossauro e o tempo de permanência no ninho. “Imagino que a maioria das espécies procuraria introduzir rapidamente seus filhotes à dieta normal de um adulto. Assim, a produção de leite não seria um sugador de energia dos pais”, diz o pesquisador. Para ele, o período de produção mais intensa de leite levaria de um a dois meses, seguido de um período onde os pais dinossauros misturariam ao leite alguns alimentos regurgitados para, finalmente, partir para a etapa de alimentação, somente com alimentos regurgitados. Assim, o pequeno dinossauro estaria pronto para uma dieta adulta (Veja.com).

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Foi confirmada a Extinção dos Dinossauros por Asteróide

Depois de pelo menos 30 anos de discussão sobre como os dinossauros foram extintos, estudo confirma que a principal causa foi pela queda de um meteorito na Península de Yucatán, no México, onde há uma cratera com mais de 177 quilômetros de largura. Os novos dados obtidos pelos pesquisadores da Universidade de Berkeley, nos Estados Unidos, são os mais precisos até agora e mostram que o meteorito atingiu a Terra há 66.038.000 anos, pouco antes da extinção. Segundo os cientistas, essa coincidência entre a data dos dois eventos mostra que eles, de fato, estão relacionados e que o impacto foi decisivo para a extinção em massa. Para chegar em tais resultados, fora utilizada uma técnica de datação de alta precisão, que mede as quantidades de argônio e potássio em amostras de rochas para descobrir a idade do material. Os pesquisadores analisaram rochas formadas no mesmo período em que a extinção aconteceu e outras formadas após a queda do meteorito. 

Como resultado, descobriram que os eventos aconteceram em períodos próximos, com uma distância temporal de, no máximo, 32.000 anos. "Demonstramos que estes acontecimentos são muito próximos, razão pela qual sabemos que o impacto teve um papel maior na extinção dos dinossauros", diz Paul Renne, professor da Universidade de Berkeley e principal autor do estudo. Os cientistas afirmam que o meteorito foi a causa principal da extinção, mas uma série de outros fatores podem ter colaborado para levar a isso. Fortes erupções vulcânicas na Índia, por exemplo, causaram alterações climáticas que teriam atingido todo o planeta. Longos períodos de frio intenso teriam levado à exaustão um grande número de ecossistemas ao redor da Terra, acostumados ao clima quente do período. Nesse caso, o impacto do meteorito teria apenas dado o golpe final em uma população que já começava a desaparecer (Texto base de apoio "Veja").

Mamíferos Placentários surgiram após a Extinção dos Dinossauros

Foi publicado na revista Science um estudo que durou mais de seis anos, onde os cientistas reconstruíram o primeiro mamífero placentário, grupo que reúne mais de 5.100 espécies de mamíferos nas quais os filhotes são nutridos ainda no útero materno, por meio de placenta. Não fazem parte de tal grupo mamíferos que botam ovos, tais como ornitorrinco e marsupiais, tais como o canguru. Normalmente, as tentativas de traçar as origens em comum e as relações evolutivas entre diversas espécies se baseiam em dois tipos de dados: os genéticos, onde o DNA é estudado, e morfológicos e comportamentais, onde o animal ou seus fósseis são observados e estudados. Ambos já foram feitos, mas proporcionaram resultados totalmente diferentes; entretanto, pela primeira vez ambos os métodos foram juntamente utilizados, onde as informações mais importantes foram providas de características de fósseis, que não poderiam ser fornecidas pelo DNA. Por meio desse estudo, outras teses como as de que mamíferos placentários surgiram no final da Era Mesozoica e sobreviveram a Extinção dos Dinossauros não avianos, foram descartadas.

De acordo com a pesquisa os mamíferos placentários surgiram rapidamente após a extinção dos dinossauros, com o ancestral em comum aparecendo de 200.000 a 400.000 anos depois do evento. "Isso é cerca de 36 milhões de anos depois da previsão baseada nos dados puramente genéticos", disse Marcelo Weksler, pesquisador brasileiro do Museu Nacional da UFRJ. Os cientistas utilizaram um banco de dados dos Estados Unidos que é também aberto ao público que contém mais de 4.500 características de mamíferos placentários, com mais de 12 mil imagens. Eles também criaram uma "árvore da vida", que se assemelha com a árvore genealógica, mas que mostra a relação entre as espécies de animais em vez de membros da família. Por meio desta técnica, os cientistas revelaram as características do mamífero ancestral, que pesava entre 6 e 245 gramas, comia insetos, era capaz de escalar e seus filhotes nasciam sem pelos e cegos. O animal possuía um cérebro com córtex complexo e uma placenta na qual o sangue materno circulava em contato com as membranas em volta do feto, como nos seres humanos (texto base de apoio http://veja.abril.com.br/).