segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Descobrindo o Passado

A variedade da vida na Terra é quase infinita: plantas, animais e outras formas de vida nos rodeiam em uma multidão de formas. Desde que as pessoas perceberam que os fósseis são restos de coisas que um dia foram vivas, elas têm se esforçado para interpretá-los. Paleontologia, o estudo da vida antiga envolve a reconstrução da aparência original, do modo de vida, do comportamento e da evolução dos organismos encontrados como fósseis. Trabalhos paleontológicos incluem a coleta de espécimes no campo bem como seu estudo no laboratório. Assim são estudados os modos de como foram fossilizados, suas características morfológicas, e como se comparam a outras formas de vida. A paleontologia no dá uma ampla visão de vida na Terra. Ela nos mostra como os organismos atuais apareceram e como estão aparentados uns aos outros.

Primeiros achados e teorias

As pessoas sempre coletaram fósseis. Em algumas culturas, laborar mitos foi uma maneira de explicar esses objetos. Por exemplo, os amonites, animais aparentados com lulas, foram uma vez interpretados como serpentes enroladas que haviam sido petrificadas. A paleontologia, como a conhecemos hoje, apareceu no século 18. A descoberta de mastodontes fósseis ( animais aparentados dos elefantes ) e de Mosasaurus, um imenso réptil marinho do Cretáceo, levou à aceitação das extinções, uma idéia anteriormente rejeitada por ser contrária na Bíblia. Com os conceitos da extinção e de vida presentes antes dos homens estabelecidos, os cientistas passaram a descrever uma enorme quantidade de formas de vida conhecidas apenas por seus restos fósseis.

O estudo da morte

Tafonomia é o ramo da paleontologia que diz respeito ao estudo de como os organismos morrem e o que acontece com eles desde o momento de sua morte até seu descobrimento. Esses organismos revelam muito sobre os ambientes antigos e os processos que contribuíram com sua fossilização. A superfície de um fóssil pode indicar, por exemplo, quanto tempo ele ficou na superfície antes de ser enterrado. Isso pode explicar seu estado de preservação e até a falta de algumas de suas partes. Fósseis também preservam evidências de seus movimentos após a morte - eles podem ter sido transportados pela água ou por algum animal.

Escavando fósseis

Para descobrir fósseis, paleontólogos não saem por ai cavando buracos. Muitos fósseis são encontrados após serem expostos na superfície pela erosão, de modo que áreas que sofrem muito pela erosão de ventos e água das chuvas são, frequentemente, bons sítios. Expedições para áreas adequadas podem envolver viagens dispendiosas para regiões onde viajar é difícil. Escavadores do passado retiravam fósseis sem muita consideração ao contexto onde foi encontrado. Hoje, sabemos que estas informações são importantes. As camadas sedimentares onde foi encontrado e sua relação com outros fósseis associados, podem revelar muito sobre sua história antes do seu soterramento final.

Reconstruindo o Passado

Como os paleontólogos reconstruem ambientes pré-históricos , tal como uma floresta pantanosa do Carbonífero mostrada aqui? Estudos de ambientes modernos mostram os tipos de sedimentos que são depositados em diferentes ambientes. Muitas coisas vivas habitam em determinados ambientes e as características físicas de um fóssil devem indicar que ambiente era mais adequado para o animal enquanto vivo.

Usando essas provas, paleontólogos podem estudar que tipo de ambiente um depósito fóssil representa. Os próprios fósseis devem indicar o local onde viveram. Interações entre fósseis, tal como o conteúdo estomacal preservado e marcas de dentes estão algumas vezes preservadas. Usando todas essas evidências, os paleontólogos podem reunir informações sobre ambientes dos ecossistemas que existiram no passado.


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