sábado, 31 de agosto de 2013

Therizinossauro ou Therizinosaurus

Introdução

Os terizinossauros ("lagartos com foice") foram os mais peculiares de todos os dinossauros conhecidos. Por muitos anos, os cientistas tiveram que adivinhar com o que eles se pareciam a partir de fósseis fragmentados que incluíam pés com quatro dedos, como os de um prossaurópode, e garras com formato de foice. Os paleontólogos chamaram o misterioso dono das garras gigantes de Therizinosaurus. Em 1988, esqueletos mais completos de um parente mais primitivo, o Alxasaurus, foram encontrados na China. A comparação dos ossos desse terizinossauro com os encontrados anteriormente permitiu aos cientistas descrever os "lagartos com foice" como grandes criaturas bípedes e de movimentos lentos. O maior assemelhava-se aos extintos mamíferos com cascos chamados calicotérios. Os ossos do pulso e dos dedos da mão dos terizinossauros mostram que eles eram terópodes de "cauda rígida" relacionados ao Oviraptor. Os terizinossauros viveram no leste da Ásia e América do Norte. Muitos tipos viveram no Cretáceo, mas um terizinossauro foi encontrado em rochas do início do Jurássico.

Garras Incomuns

A garra do primeiro dígito na mão de Therizinosaurus era mais longa do que o braço de um homem, mas as outras garras eram mais curtas. As três garras assemelhavam-se a lâminas de foice, sendo ligeiramente curvadas, lateralmente achatadas e afilando-se até uma ponta estreita. As garras eram tão longas que o Therizinosaurus poderia andar apoiado nas articulações dos dedos quando estivesse sobre quatro patas. Essas garras enormes ainda confundem os cientistas. Comparadas às unhas de um dromeossaurídeo, parecem impróprias para agressão. Se não fossem usadas para cortejar parceiros ou para cortar plantas, elas podem ter sido usadas para abrir ninhos de térmitas.

Como os Lagartos com Foice viveram

O Therizinosaurus parece ter sido projetado para o estilo de vida dos gorilas ou dos grandes mamíferos extintos, tais como as preguiças-gigantes terrícolas e os calicotérios. Ele caminhava lentamente sobre seus longos membros posteriores, às vezes apoiando a parte da frente de seu corpo nas garras das mãos. Sentando em seus quadris, suportado por sua cauda, o Therizinosaurus poderia suspender seu pescoço longo e reto para cortar o topo das árvores com seu bico sem dentes e estender suas mãos para arrancar brotos frescos e levá-los em direção à sua boca.

Dados da Fera


Nome científico: Therizinosaurus
Tamanho: 12 m de comprimento
Alimentação: provavelmente plantas
Habitat: florestas nas margens de rios
Onde foi encontrado: leste da Ásia
Idade: Final do Cretáceo
Gêneros aparentados: Erlikosaurus, Nanshiungosaurus

Curiosidades

O Therizinosaurus foi um dos últimos e mais esquisitos dentro todos os terizinossauros. Os paleontólogos Dale e Donald Russell reinventaram a possível aparência de Therizinosaurus pela combinação de seus esqueletos incompletos com os ossos conhecidos de outros terizinossauros. Eles tomaram a pequena cabeça emprestada de Erlikosaurus, basearam o comprimento de sua maxila inferior na de um Segnosaurus e construíram suas maxilas sem dentes. O pescoço, as costas e os quadris foram baseados em Nanshiungosaurus.

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Meganeura

Introdução

Os mais antigos insetos conhecidos foram os artrópodes que não possuíam asas e viveram no Devoniano. Há 320 milhões de anos alguns insetos já tinham asas. E, aos poucos, esses animais provavelmente desenvolveram diferentes tipos de asas. A capacidade de voo os auxiliava a conseguir parceiros, escapar de inimigos e encontrar novas fontes de alimento. As plantas com flores que surgiam no período Cretáceo, por exemplo, alimentaram borboletas e abelhas. Há cerca de 220 milhões de anos, cupins parecidos com formigas já formavam "cidades" com indivíduos especializados em realizar certas tarefas para ajudar a colônia prosperar. Mais tarde formigas, abelhas e vespas também formaram coloniais. Os insetos foram tão bem sucedidos que o mundo atual tem milhões de espécies deles. Nenhum outro artrópode terrestre tornou-se tão abundante e diversificado.

Caçadores semelhantes a falcões

Meganeura foi uma libélula primitiva gigante que atingia até 70 cm com as asas abertas. Ela voava caçando insetos sobre as flores tropicais no final do Carbonífero. Seus olhos multifacetados eram ágeis o suficiente para localizar seres em movimento e certeiros para permitir que ela se atirasse rapidamente sobre suas presas voadoras. A Meganeura voava batendo seus dois pares de asas enrijecidas, percorrendo as florestas. Era capaz de mudar quase instantaneamente a velocidade e direção, agarrando insetos com suas pernas e trazendo-os para a boca para se alimentar ainda voando. Estas protolibélulas tinham pernas ainda mais fortes que as libélulas atuais e podiam agarrar no ar animais voadores tão grandes quanto as atuais baratas. 

Dados da Criatura

Nome científico: Meganeura
Tamanho: abertura de asas 70 cm
Dieta: Insetos
Habitat: Florestas tropicais pantanosas
Onde foram encontrados: Europa
Período: final do Carbonífero
Gêneros aparentados: Libellulium, Petalura

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Carbonífero

Introdução

Na época do período Carbonífero, a vida terrestre já havia sido completamente estabelecida. É a época de florestas carboníferas habitadas por gigantescos insetos e outros artrópodes e pelos primeiros répteis. O período terminou com uma era do gelo que afetou a maior parte do hemisfério sul.

O Mundo no Carbonífero
 

O período foi batizado em homenagem ao elemento carbono, abundante nessa época. Durante o Carbonífero, montanhas recém-formadas sofreram erosão rapidamente e os escombros se espalharam pelos deltas dos rios. Esses estavam escondidos em florestas densas, que viriam a formar os sulcos de carvão característicos do período.

Um período ou dois?

Na Europa, o Carbonífero é apresentado como apenas uma época. Na América, no entanto, é dividido em dois. Pensilvaniano: 318-291 milhões de anos atrás. Equivalente ao final ou Alto Carbonífero. Mississipiano: 359-318 milhões de anos atrás. Equivalente ao início ou Baixo Carbonífero. Alto e Baixo Carboníferos são termos usados quando falamos de sequências rochosas ou fósseis que foram formados nestes períodos. Início e fim do Carbonífero são termos usados quando falamos dos eventos da época, com a evolução dos répteis.

Formação de Carvão

1. As camadas de plantas absorveram água e foram prensadas, formando um material marrom e esponjoso chamado turfa. 2. Mais camadas de sedimento se formaram sobre a turfa, enterrando-a cada vez mais fundo. A pressão intensa e o calor transformaram a turfa num carvão marrom chamado lignita. 3. Mais calor e pressão, em profundidades ainda maiores, transformaram a lignita num carvão preto e macio chamado carvão betuminoso. 4. Com isto, o material chegou a um carvão mais duro, preto e brilhante, chamado antracite.

Plantas de Florestas Carboníferas

Lepidodendron - musgo de cerca de 30 metros de altura, consistindo de um tronco reto que se divide dicotoneamente (em dois ramos iguais, e daí em mais dois, e assim por diante) e folhas em formato de tiras longas. O tronco é coberto de marcas de folhas em formato de diamante.

Sigillaria - outro musgo similar ao Lepidodendron, mas com as marcas das folhas organizadas em linhas paralelas.

Calamites - rabos-de-cavalo do tamanho de árvores de Natal. Crescem como canaviais em água rasa.

Cordaites - um parente primitivo das coníferas, embora cresçam em solo levemente mais seco. Várias samambaias se formam e aproximam-se do tronco.

Eogyrinus


Significado: tufão próximo
Período: final do Carbonífero
Tamanho: 5m
Alimentação: peixes e outros anfíbios
Habitat: pântanos de carvão
Informação: um dos grandes anfíbios do período, percorria às águas rasas dos pântanos como um jacaré, procurando por animais para comer. O Eogyrinus podia passar algum tempo na terra, mas precisava voltar para água para procriar.

Meganeura


Significado: grandes nervos
Período: final do Carbonífero
Tamanho: 1,5m (asas estendidas)
Alimentação: desconhecida
Informação: parecido com uma libélula, mas do tamanho de uma ave grande, Meganeura era uma espécie típica entre os gigantescos artrópodes que existiam nas florestas de carbono.

Westlothiana


Significado: do condado de Westlothian, na Escócia
Período: início do Carbonífero
Tamanho: 20cm
Alimentação: insetos pequenos
Informação: Westlothiana pode ser o primeiro dos répteis já conhecidos, ou um meio-termo entre os anfíbios e os répteis. Certamente foi o precursor dos animais terrestres que estariam por vir.

sábado, 17 de agosto de 2013

Dino Curiosidades - Parte 3

Tenha suas maiores dúvidas respondidas pelo Dr. David Norman através desta nova série de artigos "Dino Curiosidades", retirada das revistas "Dinossauros! Descubra os gigantes do mundo Pré-histórico" (Editora Globo).

Os dinossauros hibernavam?

É muito improvável que os dinossauros hibernassem. Animais como tartarugas e ursos hibernam porque o tempo esfria demais e o alimento fica escasso. Mas o clima na época dos dinossauros era bem mais quente do que é hoje.

Que tamanho tinha um ovo de dinossauro?

Ovos de dinossauro variavam muito em tamanho. Alguns, como os encontrados perto do esqueleto de um Mussaurus, não passavam de 2 ou 3 cm. Outros, como alguns de Hypselosaurus achados no sul da França, mediam 20 cm de comprimento por 16 cm de largura - o dobro do tamanho de um ovo de avestruz.

 Os dinossauros tinham orelhas?

Bem, eles possuíam um conjunto de ossinhos que conduzia os sons do tímpano até as partes do cérebro, onde eles eram detectados. Mas não tinham orelhas como as nossas. As "orelhas" dos dinossauros eram pequenos orifícios dos lados da cabeça, na altura de sua junção com o pescoço. O mesmo ocorre com os pássaros e os lagartos.

Qual o dino que tinha mais dentes?

O hadrossauro (dinossauro com bico de pato) era o que tinha mais dentes: 480 em cada arcada, num fabuloso total de 960 dentes, e ainda renováveis. Um ser humano adulto tem apenas 32 dentes. Durante seu tempo de vida, um hadrossauro pode ter tido até 10.000 dentes.

Dinos tinham pelos?

Até agora, não há indícios de que os dinossauros tivessem pelos. Contudo, não dá para saber ao certo, já que os pelos são partes macias, difíceis de fossilizar.

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Modelos de Fósseis Tridimensionais disponíveis na Internet



As impressoras 3D começaram a ser aproveitadas para “ressuscitar” relíquias. Um novo banco de dados, o GB3D Type Fossils, começou a oferecer aos usuários de todo mundo a oportunidade de explorar milhares de modelos de fósseis de dinossauros em 3D. 

 Inaugurado no início desta semana, especialistas dizem que se trata do primeiro banco de dados sobre fósseis de dinossauros em 3D do mundo. O GB3D Type Fossils é um esforço colaborativo entre vários museus do Reino Unido. O projeto é liderado por curadores e paleontólogos no British Geological Survey (BGS).

O principal objetivo é compartilhar os fósseis com o público em um universo que vai além do que os museus podem oferecer. Segundo o curador do projeto, Dr. Michael Howe, os museus têm milhares de exemplares, mas muitos ficam escondidos em gavetas.

Os BGS, por exemplo, tem atualmente uma coleção de 3 milhões de fósseis e mais de 1 milhão de amostras de rochas. Após digitalizar uma seleção de espécimes durante o ano inteiro com pouco mais do que uma câmera SLR e um scanner a laser, milhares de dados puderam ficar disponíveis na internet.

Desse volume de dados, centenas foram convertidas em modelos 3D, que podem ser examinadas de perto em uma janela interativa. Outras 125 amostras podem ser baixadas para impressão em 3D. Em menos de cinco horas, é possível criar uma boa réplica, disse Dr. Howe ao The Verge.

O banco de dados tem, hoje, invertebrados antigos, como plantas, corais e moluscos bivalves. Isso porque itens menores são mais fáceis de fotografar e digitalizar. Mas essas limitações não excluem a possibilidade de adições maiores no futuro.

Para Dr. Howe, o banco de dados é recurso de educação fantástico. O recurso também pode mudar a maneira como os pesquisadores conduzem seus trabalhos, já que os cientistas poderão fazer suas avaliações por meio de réplicas de fósseis impressos em 3D (InfoAbril).

domingo, 11 de agosto de 2013

Imagens do Mês - Agosto de 2013 - Dromaeosauridae I

Austroraptor

Microraptor

Microraptor 

 Sinornithosaurus

Deinonychus

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Nova espécie de dinossauro encontrada no Brasil

Em meio a uma parentela que incluía os maiores animais terrestres de todos os tempos, numa época pródiga em gigantes, o Brasilotitan nemophagus não passava de um tampinha: "só" 8 m de comprimento. Natural da região que um dia viraria o município de Presidente Prudente (SP), o bicho é, por enquanto, a menor espécie brasileira de saurópode, como eram conhecidos os dinossauros quadrúpedes, comedores de plantas e de pescoço longo. Há espécies brasileiras que chegavam perto dos 20 metros.

A descrição formal da criatura de 90 milhões de anos, com base em fragmentos da mandíbula, da coluna e da pelve, entre outros ossos, está em artigo que acaba de sair na revista científica "Zootaxa". Assinam a pesquisa tanto o responsável por achar os fósseis na rodovia Raposo Tavares, William Nava, do Museu de Paleontologia de Marília (SP), quanto a doutoranda Elaine Machado, do Museu Nacional da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), que analisou a anatomia do saurópode nanico para determinar que, de fato, tratava-se de uma nova espécie. 

Antes disso, porém, foi preciso "resgatar" os fósseis da ampliação de um trecho da Raposo Tavares, conta Nava. "Observei, num terreno próximo à rodovia, vários blocos de arenito que tinham sido retirados do local. Resolvi investigar, claro", disse ele à Folha. Em meio a uma série de cacos do período Cretáceo --fragmentos mal preservados de ossos de dinossauros, dentes de crocodilos primitivos e de dinos, escamas de peixe e até coprólitos, ou "cocô fóssil"--, Nava acabou encontrando um conjunto de ossos que parecia corresponder a um saurópode.

A análise conduzida por Elaine e seus colegas indica que se trata de um membro do grupo dos titanossauros, saurópodes caracterizados por "calombos" ósseos espalhados por seu couro. Quase todos os dinos pescoçudos do Brasil já descritos pela ciência pertencem a esse grupo. O problema, porém, é que muitas vezes esses bichos são conhecidos apenas por conjuntos de vértebras. A cabeça, em especial, é item raríssimo para esse grupo. Por isso mesmo, a nova espécie "caipira" é, na verdade, um dos titanossauros mais completos do Brasil, já que os pesquisadores acharam parte da mandíbula, além de pedaços da pelve e de uma pata-- junto com, é claro, as boas e velhas vértebras. 

Apesar da dificuldade de comparar os restos das espécies já conhecidas, Elaine afirma que é baixa a probabilidade de os paleontólogos estarem encontrando restos do mesmo bicho em cada lugar e dando nomes diferentes para cada caco. "Geralmente são animais adultos ou subadultos, então provavelmente não são apenas variações morfológicas devido à idade do espécime", diz ela. "E, em muitos casos, também estamos falando de locais diferentes e idades diferentes." Mesmo assim, segundo ela, é bem possível que titanossauros de várias espécies, com diferentes estilos de vida e tamanho, convivessem no Brasil pré-histórico. Uma pista a esse respeito vem do fragmento da mandíbula do Brasilotitan nemophagus. 

O bicho tinha uma bocarra quadrada, diferentemente de alguns de seus parentes, o que pode indicar adaptações especiais para se alimentar de determinada planta. E, por falar em comida, um dos cacos do pescoçudo, um ílio (osso da pelve), apresenta marcas de mordidas que parecem bater com as que poderiam ter sido feitas por um dinossauro carnívoro. "É difícil dizer se um animal foi mordido por predadores ou por carniceiros quando já estava morto, num caso como esse. Só acharíamos marcas de cicatrização no osso se o animal tivesse sobrevivido algum tempo à mordida", diz a pesquisadora (TribunaHoje).

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Pesquisadores buscam novos fósseis no Brasil

Pesquisadores cearenses esperam encontrar grandes pterossauros em escavações que começam nesta quinta-feira, 22. Trata-se da maior escavação paleontológica do Brasil em busca dos animais gigantes. A escavação acontece no Geossítio Parque dos Pterossauros, em Santana do Cariri, na Região do Cariri Cearense. 

A escavação integra o projeto de pesquisa 'Estudos Sistemáticos e Paleoecológicos da Fauna de Vertebrados das Formações Crato e Romualdo da Bacia do Araripe'. O coordenador da pesquisa Álamo Feitosa diz que "o trabalho poderá revelar novas surpresas, por meio da nova etapa de escavações. A área tem uma grande incidência de fósseis, principalmente peixes". 

Estão trabalhando nas escavações dez pesquisadores. Iniciada há dois anos a pesquisa já foi responsável por achados de destaque no cenário científico internacional, a exemplo de um dos maiores pterossauros já achados no planeta, o 'Tropeognathus mesembrinus'. O réptil foi apresentado em março deste ano, no Museu Nacional do Rio de Janeiro, por pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e da Universidade Regional do Cariri (Urca). InfoAbril.