terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Carnotauro ou Carnotaurus

Introdução

Em 1985, os paleontólogos argentinos José Bonaparte e Fernando Novas nomearam um grande dinossauro carnívoro com um crânio diferente de todos que já haviam sido descobertos. Eles o chamaram de Abelisaurus ("lagarto de Abel") devido a Roberto Abel, o diretor do museu que o descobriu. Similaridades com o Ceratosaurus fizeram os cientistas acreditarem que ele pertencia a um grupo de ceratossauros ("lagartos com chifres") anteriormente desconhecido, que eles denominaram de abelissaurídeos. As características incomuns dos abelissaurídeos incluíam um focinho curto e inclinado com ossos ou chifres espessos sobre os olhos. Pouco tempo depois, muitos membros do grupo apareceram, incluindo o Xenotarsosaurus da América do Sul, o Majungatholus  de Madagáscar, Indosaurus e Indosuchus da Índia e talvez outros da Europa. Muitos eram grandes carnívoros - eles devem ter aterrorizado os dinossauros herbívoros dos continentes do sul durante o Cretáceo.

O Carnotaurus é um membro do grupo de dinossauros conhecido como carnossauros. Esse grupo inclui alguns dos mais terríveis e conhecidos animais do gênero, como o Tyrannosaurus rex e o Allosaurus. Eles têm algumas semelhanças entre si, como as grandes e poderosas cabeças e os dentes agudos como canivetes. Mas o Carnotaurus, uma descoberta relativamente recente, distinguia-se pelo crânio mais curto e fundo que o do T rex e por pequenos chifres na testa.

Pequenos Chifres

A visão que uma vítima tinha do Carnotaurus mostra como seus pequenos olhos a encaravam parcialmente de frente, talvez ajudando a focar a presa. Sobre seus olhos, dois chifres curtos e pontiagudos estavam fixados obliquamente e para cima. Os cientistas não estão certos sobre qual era a função desses chifres - eles são muito curtos para matar, mas talvez fossem usados pelos machos para se exibirem para as fêmeas ou ameaçarem os machos rivais. Talvez um grande macho sacudisse sua cabeça para cima e para baixo para espantar rivais menores, ou talvez machos rivais permanecessem lado a lado com as cabeças abaixadas, batendo com os chifres na cabeça ou no pescoço um do outro.

Touro Comedor de Carne

De longe, o abelissaurídeo de aparência mais estranha foi o Carnotaurus ("touro comedor de carne") do final do Cretáceo da Argentina. O Carnotaurus alcançava 7,5 m de comprimento e tinha uma cabeça muito curto e maciça com chifres semelhantes aos de um touro. Outras características-chaves incluíam braços minúsculos parecendo inúteis e pernas longas e magras. Talvez o Carnotaurus caçasse atacando a cabeça de saurópodes jovens ou ornitópodes de porte médio ou se alimentasse daqueles que já encontrasse mortos. O Carnotaurus deixou para trás impressões de pele fóssil detalhadas mostrando que tinha grandes escamas rombudas e pontiagudas distribuídas em fileiras ao longo de suas costas e laterais. A pele do corpo era também coberta por uma massa de escamas discoides - talvez todos os grandes terópodes também tivessem pele com escamas.

Braços curtos

Comparados com o corpo, de tamanho equivalente a três carros pequenos, os braços do Carnotaurus eram bem pequenos. Suas longas, musculosas pernas deviam deixá-lo mais ágil que muitos outros carnossauros. Assim, era capaz de alcançar uma presa na corrida e tomá-la de surpresa. Com suas garras recurvas, prendia e feria a vítima, enquanto as poderosas mandíbulas arrancavam uns bons nacos de carne.

Cabeça leve

Apesar de forte, o crânio do Carnotaurus deve ter sido leve o suficiente para permitir fácil movimentação. Descobriram-se espaços vazios nas laterais do crânio, de modo a reduzir seu peso. Os dentes do maxilar superior eram próprios para fazer em pedaços a carne que ficava presa nos dentes inferiores, já que os braços não conseguiam segurar nada. Para cumprir essa função, os dentes do bicho cresciam até 4 cm e se curvavam para dentro.

Pele manchada

Encontrado em 1985 numa vasta área semidesértica da Patagônia, na Argentina, o Carnotaurus foi um achado espetacular. Os restos fósseis deram aos cientistas uma boa ideia de como era a pele desse dinossauro. Pelo corpo todo, da cabeça à cauda, havia fileiras de manchas e listras intercaladas. Uma sequencia de grandes rugosidades na pele começava logo depois das manchas na cabeça do animal, formando um curioso padrão em volta dos olhos e na parte superior do focinho.

Bem protegido

Pesado como um automóvel, quase tão alto quanto um elefante, o Carnotaurus corria sobre duas pernas. Sua comprida coluna vertebral era como um varal sustentando o peso do bicho, As costelas compridas davam-lhe apoio e proteção adicional.

O Equilíbrio

Quando corria, o Carnotaurus devia ser bastante desengonçado, mas mantinha o equilíbrio graças à longa e musculosa cauda. Ela compensava os movimentos do tronco e da cabeça, mantida para frente e para o alto durante a perseguição à presa.

Dados da Fera

Nome: Carnotaurus significa "Touro comedor de carne".

Tamanho: 7,5 m de comprimento e 3,5 m de altura.

Alimentação: carne.

Quando viveu: 100-90 milhões de anos atrás. Cretáceo, na América do Sul.

Gêneros aparentados: Indosuchus, Majungatholus.

Curiosidades

Carnossauro é o nome dado a vários grupos de dinossauros carnívoros. Isso inclui os grandes terópodes que andavam sobre duas pernas e tinham dedos em forma de garras pontiagudas. Usualmente, os carnossauros tinham corpos grandes, com cabeça e pescoço fortes. As pernas traseiras eram musculosas e firmes, enquanto as dianteiras eram menores. Os carnossauros possuíam dentes bem afiados em forma de punhal. São exemplos de carnossauros: T rex, Albertosaurus e Megalosaurus.

Fonte de matéria: Enciclopédia dos Dinossauros e da Vida Pré-Histórica (editora Abril) e revista Dinossauros! Descubra os gigantes do mundo Pré-histórico, volume 11 (editora Globo).

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

RuneScape Tephix

Saudações a todos, por meio dessa postagem gostaria de falar um pouco mais sobre meu segundo blog, RuneScape Tephix, criado em maio de 2011 e remodelado em 2012.  Após criar meu primeiro blog, Dinossauros e Cia (agora nomeado Dinossauros e a Vida Pré-Histórica) experimentei um jogo MMORPG que estava crescendo e se destacando cada vez mais na internet, e logo descobri uma nova paixão além dos dinossauros e da história ancestral. RuneScape é um jogo estupefato, não pelo seu gráfico ou por sua jogabilidade, mas sim pela sua simplicidade e grande enredo por trás de uma história repleta de personagens de caráter, vilões poderosos e um novo mundo cheio de mistérios e fantasia "medieval" que conquistam um público diversificado, que se interessa por história e se prende as mesmas, sendo realísticas ou fictícias.

Com o tempo, comecei a criar guias de missões, habilidades e outros pontos do jogo no Microsoft Word, e então quis publicar os escritos. Em alguns momentos pensei em alterar o blog Dinossauros e cia e uni-lo com um conteúdo totalmente diferente, sendo um único site que abrange dois diferentes assuntos. No entanto, após refletir mais sobre tal decisão, escolhi criar um novo blog específico para RuneScape. Faltava apenas escolher um nome diferente, que se destacasse dos outros por ser único; comecei a pesquisar nomes abstratos no Google para ver se tinha algum que não houvesse nenhum resultado nas pesquisas. A partir daí surgiu o Rune Tephix, hoje um dos maiores sites relacionados à RuneScape do Brasil. Em pouco tempo o site passou a atingir mais de 1 milhão de visitas totais, com mais de mil visitas diárias e com um marco de 115 mil visitas no mês.

Dessa forma, o Rune Tephix acabou superando o Dinossauros e Vida Pré-Histórica, que hoje alcança quase 850 mil visitas totais. Sabendo disso, por um certo tempo abandonei meu primeiro blog, e só passei a me dedicar ao RuneScape Tephix, que evoluiu muito em 2012, tendo todo o designer melhorado e uma grande variedade de conteúdo novo aplicado. Esse ano de 2013, resolvi voltar com o Dinossauros e a Vida Pré-Histórica, que perdeu muitos leitores e fãs pela escassez de postagens em 2012, e agora tenho que recuperar o tempo perdido com conteúdo novo e interessante, sem deixar de lado o RuneScape Tephix ou meu canal do YouTube. Assim sendo, decidi criar exatamente 10 postagens mensais nesse blog, e 20 postagens mensais no Rune Tephix, além de 2 ou 3 vídeos mensais em meu canal. Assim tudo fica balanceado e satisfatório. Espero que tenham gostado das melhorias feitas no blog Dinossauros e a Vida Pré-Histórica, que além de possuir novos Gadgets, agora tem postagens de notícias resumidas e originais, explicações de dinossauros mais aprofundadas e detalhadas, assuntos variados como jogos, papéis de parede, entre outros.

Agora retornando ao assunto central, o RuneScape Tephix é um blog que ajuda aos jogadores de RuneScape em praticamente todo o conteúdo existente no jogo. Também fazemos promoções e interações com os leitores sempre que possível, e assim como esse blog, não cobramos pelos nossos serviços e postagens, pois como já disse na postagem sobre meu canal, tudo que faço é pelo prazer em ajudar as pessoas seja em conhecer mais a história do passado e satisfazer suas dúvidas relacionadas a isso, seja em ajudar jogadores de RuneScape em suas aventuras, seja por trazer apreciação e inspiração pela música e trilhas sonoras a pessoas interessadas. Com isso, espero que ajudem não só esse blog a crescer, mas também ao Rune Tephix e ao meu canal TheTyrannogui. Pois tudo que faço é com uma dedicação especial e sempre procurando destaque por um conteúdo completo.

sábado, 19 de janeiro de 2013

Canal TheTyrannogui

Saudações a todos os visitantes e leitores do blog Dinossauros e a Vida Pré-Histórica, gostaria de pedir o apoio de todos vocês em meu canal mais recente do YouTube, cujo nome é TheTyrannogui. A partir desse canal, pretendo criar muitos vídeos de trilhas sonoras, acompanhadas de belas imagens que representam o som e até mesmo dão certo arrepio de tão épicas e inspirativas que são.

Os mais variados tipos de músicas e trilhas sonoras estão sendo disponibilizados, cada vídeo abrangendo várias músicas divididas em determinados aspectos. Alguns exemplos: as melhores músicas de locais, missões, atividades do jogo RuneScape, melhores músicas dos jogos Fall of Cybertron e War for Cybertron, o álbum completo de Skyworld de Two Steps from Hell etc. Brevemente também haverão trilhas sonoras de Jurassic Park, Dino Crisis e Turok, sendo que a maioria dos vídeos tem no mínimo cerca de 30 minutos de duração, o que concederá muitos minutos de apreciação com belos temas sonoros. É uma alternativa muito boa aos que não gostam de ficar trocando ou procurando música por música, e desejam uma lista já montada a longo prazo.

Com isso, vale a pena dar uma checada clicando aqui, e não se esqueça de se inscrever no canal e receber as novidades por e-mail. Também deixe seu "joinha" em meus vídeos para ajudar o canal a crescer e ter mais visualizações e mérito, pois não faço isso visando fins lucrativos, mas sim por gostar e se interessar em ampliar o leque de opções que as músicas fornecem.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Wallpapers de Jurassic Park: The Game

Abaixo papéis de parede de Jurassic Park: O jogo
Clique na Imagem para ampliá-la













quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Jurassic Park: O Jogo

Foi lançado em 2011 um jogo relacionado ao filme e livro de "O parque dos Dinossauros" para computador, Playstation 3 e X-box 360. É um jogo offline para 1 jogador, disponível para maiores de 13 anos. É um jogo recomendado para fãs dos dinossauros da Isla Nublar e pela franquia de Steven Spilberg, entretanto para quem deseja um game excelente sobre a franquia, ainda não foi dessa vez. Vejamos um pouco mais sobre prós e contras do jogo por uma análise do Baixaki.

Pontos Positivos

Motivações diferentes que reforçam a trama

começa pouco depois da morte de Dennis Nedry, quando este tentava fugir da famosa Isla Nublar — onde o parque foi construído — com embriões de dinossauros, assim como é visto no longa-metragem.

Na tentativa de recuperar a valiosa mercadoria, a mercenária costa-riquense Nima é enviada a ilha ao mesmo tempo em que alguns funcionários do parque, como o veterinário Gerry Harding (acompanhado de sua filha adolescente Jessi) e a cientista Dr. Sorkin não conseguem embarcar a tempo no navio responsável pela evacuação da ilha.

Durante a trama, os caminhos dos personagens acabam se cruzando e juntos eles devem juntar esforços em sobreviver. No entanto, ao mesmo tempo em que todos são desconhecidos entre si, no principal eles também o são ao jogador.

Por conta disso, as reviravoltas na história são frequentes graças a ações tomadas pelos personagens, inicialmente sem motivo aparente. Contudo, com o desenrolar do enredo, as motivações de cada um são reveladas ao mesmo tempo em que o plano geral da história se torna mais claro. Um grande ponto positivo, capaz de prender a atenção do jogador do começo ao fim.

Quem gosta de Jurassic Park vai curtir

Um dos grandes méritos do jogo é a sua fidelidade em relação ao universo apresentado no livros e nos filmes de Jurassic Park. Além de, no primeiro episódio, ser possível “encontrar” os protagonista do primeiro longa-metragem, há alguns comentários sobre personagens e acontecimentos descritos nas obras que parecem terem sido incluídos para presentear os fãs.

Desde a passagem por locais clássicos do filme, como o centro de visitantes do Jurassic Park, até a apresentação de dinossauros idênticos aos do filme (nada de velociraptors com penas), tudo é retratado fielmente. Outro grande ponto positivo também é a presença dos grunhidos originais de cada dinossauro. Dessa forma, espere se assustar com o poderoso rugido do T-Rex. 

Pontos Negativos


Sequências de tirar o fôlego... Do console

Assim como o game tem o mérito de utilizar muito bem os elementos dos filmes para oferecer uma ótima experiência de imersão ao jogador, é possível imaginar que as sequências de ação de Jurassic Park seriam tão emocionantes como as do filme, certo? Mais ou menos.

Há muitas cenas muito interessantes em Jurassic Park: The Game, desde uma luta mano a mano contra um velociraptor até o ataque de um grupo de dinossauros enquanto um grupo de personagens se encontra em uma das montanhas-russas do local. Contudo, o grande problema é que a taxa de quadros por segundo cai a níveis ridiculamente baixos nesses momentos, algo que drena quase toda a diversão.

Isso também atrapalha quando é necessário que o jogador realize determinados comandos rapidamente, pois às vezes a lentidão também afeta o seu sucesso nos Quick-Time Events. Algo que pode ser frustrante quando, após uma sequência perfeita, você morre no último momento por falha do jogo.

Fácil demais

Se você espera por desafios, Jurassic Park não é para você. Há alguns momentos em que o jogador pode até ter algumas dificuldades, mas geralmente isso é causado por falha no desenvolvimento (como no caso da baixa taxa de quadros por segundo) do que propositalmente.

Ao mesmo tempo, mesmo os puzzles mais complicados (como a análise de uma planta dos túneis subterrâneos do parque) podem ser resolvidos rapidamente e sem pensar muito — algo que é bom para jogadores iniciantes ou para quem quer apenas se divertir com a história, mas só para eles.

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Informações sobre Fósseis

Nós sabemos que diversos animais e plantas existiram há muito tempo na Terra. Eles deixaram para trás seus restos na forma de fósseis. Podem ser partes dos organismos originais ou rastros que foram deixados por estas criaturas.

Como se formam
- Organismos preservados em sua totalidade. Esses são muito raros e incluem seres como insetos envolvidos em âmbar.

- As partes mais resistentes de seres vivos preservadas sem alteração, como dentes de tubarão em sedimentos terciários.

- Apenas parte da substância original do ser vivo. Folhas podem se partir deixando um fino filme do carbono original na forma da folha. Isso produz carvão.

- Seres vivos petrificados. A substância orgânica original é reestruturada molécula por molécula para produzir um fóssil com a estrutura original, mas feito de um material totalmente diferente. Madeira petrificada é um resultado disso.

- Molde. Há um buraco deixado na rocha quando todo o material orgânico original se deteriorou. Um tipo especial de molde se forma a partir da superfície de uma concha bivalve.

- Fundição. Quando um molde é preenchido por minerais depositados por água no solo, o resultado é um amontoado com o formato do corpo original, mas sem a estrutura interna. Uma fundição pode se formar no espaço entre as válvulas das conchas, assim mostrando o formato do interior das conchas.

- Traços. Algumas vezes, não há vestígios de nenhuma parte do organismo original - apenas as tocas ou marcas feitas por ele, mostrando como vivia, mas não sua aparência. Pegadas de dinossauros são um exemplo de importantes traços fósseis.

Usos dos Fósseis

Fósseis de idade. Alguns animais ou plantas só existiram durante um curto período de tempo. Quando descobrimos os fósseis desses animais numa rocha, sabemos que a rocha deve ter se formado durante aquele tempo. Observando a presença de fósseis cujas épocas são diferentes, podemos precisar quando a rocha se formou.

Fósseis fácies. Alguns animais ou plantas podem viver apenas sob condições ambientais específicas. Quando encontramos fósseis destes organismos, podemos deduzir que as rochas onde estão sepultadas devem ter se formado sob estas tais condições.

Fósseis de idade são importantes para os geólogos que procuram por rochas formadas sob as condições específicas para a produção de petróleo.

Antes da Fossilização

- Pode ser comido, ou parcialmente comido, por outros animais.

- Pode se decompor completamente.

- Pode se desfazer sob determinadas condições climáticas.

Esta é a razão pela qual é muito improvável que um organismo seja preservado integralmente como um fóssil. As mudanças sofridas pelo fóssil damos o nome de tafonomia.

Durante a Fossilização

- Para um organismo se tornar um fóssil, precisa ser rapidamente soterrado em sedimento. Com isto, nenhum efeito tafonômico acontecerá ao corpo.

- É por esta razão que a maior parte dos fósseis encontrados pertenceu a animais que viviam na água, onde o sedimento se acumula, e fósseis de animais terrestres são muito raros.

- Os restos são afetados de diversas maneiras, produzindo diferentes tipos de fósseis.

- O processo que se dá quando o sedimento se torna uma rocha sedimentária é conhecido como diagênese.

Assembleia Fóssil

Assembleia viva. Isto ocorre quando os fósseis mostram como os animais e as plantas viveram. Numa assembleia viva, os moluscos bivalves ainda estão juntos e animais como lírios-do-mar estão em posição de crescimento. É como se toda a comunidade tivesse morrido subitamente. É muito valioso para descobrirmos como os animais viviam.

Assembleia morta. Ocorre quando os animais e plantas mortos são levados por correntes e acabam misturados. Podemos identificar uma assembleia morta pelo fato de que conchas de moluscos bivalves estão partidas e talvez até alinhadas na direção da corrente; esqueletos delicados estão desarticulados e dispersos; fósseis de ambientes próximos estão misturados.

Após a Fossilização

Uma vez que um fóssil se forma, ele está localizado nas profundezas da superfície terrestre, talvez até muitos quilômetros abaixo.

Se um dia o encontrarmos, precisa ser trazido à superfície. Isso geralmente ocorre se as rochas sedimentares onde o fóssil está se envolvem no processo de formação de montanhas, que ocorre através da movimentação das placas tectônicas. As rochas podem ser partidas, esmagadas ou modificadas, de forma que ajudam a formar montanhas bem acima do nível do mar. O vento e a chuva então agem sobre as rochas para quebrá-las, formando novos materiais para novas rochas sedimentares clásticas. Assim, as camadas marcadas com e por fósseis estarão expostas para nós.

Alguns dinossauros usavam penas para cortejo

Uma pesquisa canadense concluiu que alguns dinossauros possuiam penas, e usavam para conquistar parceiros sexuais, assim como fazem os pavões. A pesquisa foi feita através de um grupo de fósseis de "Oviraptores", onde analisaram vértebras na cauda e encontraram uma estrutura empinada, conhecida como "pigóstilo", existente apenas em aves atuais. 

Isso indica que tais dinossauros tinham penas na cauda, mas não comprova que o resto do corpo também tinha. Além disso, concluíram que estes dinossauros possuiam uma musculatura forte na cauda, permitindo que a movesse com facilidade para cima e para baixo, como em uma dança de acasalamento. Os oviraptores tinham patas dianteiras curtas e eram bípedes, sem nenhum sinal de que poderiam voar. Desta forma, a única hipótese encontrada pelos cientistas é de que usavam as penas para cortejo.

Infógrafo: Dinossauros do Brasil

Saudações, estava vendo umas notícias relacionadas aos dinossauros, e acabei por encontrar um site muito interessante, que contém um infógrafo explicando sobre 21 espécies de dinossauros encontrados no Brasil, e pode acreditar, existiu predadores formidáveis andando por estas terras no passado. Confira o infógrafo clicando aqui ou na imagem abaixo.


quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Herrerassauro ou Herrerasaurus

Introdução

Fósseis da Argentina e do Brasil mostram que alguns dos dinossauros mais antigos eram caçadores saurísquios ("cintura pélvica de lagarto"), bípedes com garras e dentes afiados. Três desses dinossauros viveram na América do Sul há, aproximadamente, 228 milhões de anos. Seus ossos revelam uma mistura de características primitivas e avançadas, mas os três compartilham características com os terópodes, grupo do qual todos os outros dinossauros carnívoros pertencem. Esses dinossauros parecem ter sido criaturas pequenas e um tanto incomuns. Contudo, achados recentes no Brasil e em Madagáscar sugeriram ainda saurísquios mais primitivos - prossaurópodes herbívoros. Um outro herbívoro muito primitivo foi Pisanosaurus, um dinossauro ornitísquio ("cintura pélvica de ave") na Argentina.

Lagarto de Herrera

O Herrerasaurus foi um terópode com grandes maxilas que podia ficar maior do que um carro popular e tão pesado quanto um pônei. Ele viveu há, aproximadamente, 228 milhões de anos, onde hoje se encontra a Cordilheira dos Andes. O Herrerasaurus foi um dos maiores caçadores do seu tempo, menor apenas do que os parentes terrestres dos crocodilianos, tais como o Saurosuchus. Suas prováveis presas incluíam o rincossauro Scaphonyx e o pequeno ornitísquio herbívoro Pisanosaurus. Correndo sobre suas longas patas posteriores, ele provavelmente conseguia pegar presas quadrúpedes mais lentas com facilidade.

Ataque Fatal

O Herrerasaurus matava e comia grandes dinos herbívoros, ou mesmo alguns carnívoros menores que ele. Atacava com as quatro patas e dilacerava a vítima com suas garras. Também podia imobilizar a presa usando apenas as pernas dianteiras.

Dentes Agudos

O Herrerasaurus tinha cabeça grande e mandíbulas muito compridas, dotadas de fileiras de dentes finos e recurvos. Ele utilizava esses dentes para morder e rasgar a carne de suas presas.

Pelo Mundo

Diversos esqueletos deste dinossauro foram descobertos no noroeste da Argentina em anos recentes. O Herrerasaurus viveu numa época em que a América do Sul ainda estava unida aos outros continentes. Por isso, membros dessa espécie foram achados até mesmo na China.

Dados da Fera

Nome: Herrerasaurus que significa "Lagarto de Herrera", lugar da Argentina onde foi descoberto.

Tamanho: até 5 metros de comprimento.

Alimentação: carne.

Quando viveu: entre 220 e 215 milhões de anos atrás, no final do Triássico e início do Jurássico.

Gêneros aparentados: Chindesaurus, Staurikosaurus.

Curiosidades

Os primeiros ossos de Herrerasaurus foram descobertos por um criador de cabras argentino na década de 1960, mas somente fragmentos eram conhecidos até 1988. Então, cientistas trabalhando no Vale da Lua, uma região desértica nas colinas da base da Cordilheira dos Andes, encontraram um espécime praticamente completo. Esse mostrou que o Herrerasaurus tinha dentes afiados com margens serrilhadas e cabeça longa e baixa, com maxilas de articulação dupla para auxiliá-lo a segurar presas que se debatiam para escapar. Seus braços eram curtos, mas as mãos eram longas, e seus três dedos mais longos possuíam fortes garras cortantes e curvadas em suas extremidades. 

Enciclopédia dos Dinossauros e da vida Pré-Histórica (editora Abril), Revista Dinossauros - descubra os gigantes do mundo pré-histórico (editora Globo) - volume nove.

RS, o berço do Triássico

No dia 19 de Dezembro  três novos fósseis foram encontrados na região de Agudo, no Rio Grande do Sul, sendo que um deles estava completo e até mesmo articulado, algo muito raro de se encontrar. Juntamente com estes fósseis, já são sete espécimes de dinossauros escavados pela região, o que leva alguns paleontólogos acreditarem que dinossauros surgiram primeiramente no Rio Grande do Sul e na Argentina, para depois se espalharem pelo resto do mundo.

Os fósseis datam 225 milhões de anos atrás, no final do período Triássico, próximo do início do Jurássico, e demonstram que muitas espécies viviam em bandos, pois os três fósseis foram encontrados juntos em um alto grau de preservação. Apesar de espécies desconhecidas, sabe-se que eram herbívoras e tinham cerca de 2 metros de altura e 3 metros de comprimento. Todo o material inicialmente estava em um bloco de três toneladas e foram de lá retirados no dia 20 de Dezembro.