sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Troodon ou Troodonte

Introdução

As terras do Cretáceo estavam cheias de pequenos dinossauros caçadores que corriam rapidamente e capturavam pequenos animais vertebrados. Muitos desses caçadores de pequenos animais pertenciam aos dinossauros manirraptores ("mãos capazes de capturar") - o grupo de terópodes ao qual as aves pertencem. Suas longas mãos com garras estendiam-se para capturar presas, e as puxavam, como o movimento das asas de uma ave. Como as aves, alguns manirraptores tinham penas. Traços de penas sobreviveram nos fósseis bem preservados de Caudipteryx ("cauda com penas") e Sinornithosaurus ("lagarto ave chinês") da China. Penas ou plumagem, muito provavelmente, também cobriam os terópodes norte-americanos Bambiraptor e Troodon.

Dente Roedor

Assim nomeado devido aos seus dentes curvados e serrilhados, o Troodon foi um caçador com cérebro grande e pernas longas e que tinha o comprimento de um homem alto. Ele prosperou no oeste da América do Norte há, aproximadamente, 70 milhões de anos. Como o Velociraptor, o Troodon era construído em contornos leves, semelhantes aos de uma ave, e tinha a garra do segundo dedo do pé como uma lâmina de faca que ele mantinha afastada do chão ao andar. Diferente do Velociraptor, entretanto, a grande garra no dedo do pé de Troodon era muito pequena para permitir que ele se aventurasse com presas grandes. O Troodon pode ter matado bebês dinossauros, mas suas presas principais eram aves, lagartos, cobras e pequenos mamíferos.

Dinossauro Esperto

Com um cérebro grande comparado ao tamanho de seu corpo, o Troodon foi um dos dinossauros mais inteligentes. Os olhos do Troodon podiam focar objetos diretamente à sua frente, o que o ajudava a perceber quando uma vítima estava ao seu alcance. O Troodon pode ter caçado ao anoitecer, já que seus grandes olhos, muito provavelmente, viam bem mesmo com pouca luz.

Esqueleto de Troodon

O Troodon era um caçador ativo e ágil. O crânio de manirraptor longo e baixo abrigava um cérebro tão grande quanto o de um emu, e suas maxilas sustentavam por volta de 120 dentes cortantes, pequenos e afiados, que foram responsáveis pelo nome desse dinossauro troodontídeo. Essa cesta de gastrália, ou "costelas da barriga", talvez atuasse de uma forma similar ao diafragma, que ajuda os pulmões a trabalharem.

Dados da Fera


Nome: Troodon.

Tamanho: 2 m de comprimento.

Alimentação: carne.

Quando viveu: final do Cretáceo.

Onde foi encontrado: América do Norte.

Gêneros aparentados: Byronosaurus, Saurornithoides.

Curiosidade

O troodonte foi descrito em 1856 por Joseph Leidy, com base em um único e pequeno dente. Foi um dos primeiros dinossauros norte-americanos a serem descritos. No entanto, o dente foi inicialmente identificado como pertencente a um lagarto. Apenas em 1901 foi constatado que se tratava de um dente de dinossauro.

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Jurássico

Introdução

Apesar dos dinossauros terem aparecido no Triássico, foi no Jurássico que eles realmente dominaram e se tornaram uma das espécies mais prósperas na Terra daquela época. Os desertos estavam definhando agora, pois supercontinente da Pangeia estava se dividindo e estendendo o alcance dos oceanos e dos mares rasos através da massa terrestre.

O mundo no Jurássico



O começo do período Jurássico era ainda tempo de desertos. Porém, ao passar dos anos, fissuras de vales apareceram pela Pangeia e o supercontinente começou a se partir. A fissura de vale mais famosa é a em ziguezague que começou a dividir as Américas, Europa e África. Esse fenômeno formaria eventualmente o Oceano Atlântico.

Significado do Nome

O Jurássico recebeu este nome por causa das Montanhas Jura, uma ramificação dos Alpes entre a Suíça e a França, onde Von Humboldt começou a estudar as rochas calcárias, em 1795.

Típicas rochas Jurássicas

Calcário oolítico - rocha sedimentar química formada por finas bolotinhas de calcita. É uma boa rocha para se usar numa construção.

Lias - uma série de calcário intercalado com xisto de águas profundas do início do período. Foi depositada no fundo do mar como lama, e separada do calcário à medida que ele se solidificava.

Duas sequências de rochas Jurássicas

Supergrupo Newark - uma série de (principalmente) arenitos, depositados entre vales ao longo da costa leste norte-americana, mostrando onde a Pangeia estava começando a se separar.

Formação Morrison - uma sequência de arenitos, em rios, xistos, conglomerados e evaporados depositados numa planície árida, cruzada por rios do final do período Jurássico no centro-oeste americano.

Importância Econômica

As rochas que se formaram durante o período Jurássico são extremamente importantes nos dias atuais como material para edifícios e combustíveis.

  • Os campos petrolíferos do Mar do Norte são formados em rochas jurássicas.
  • A maior parte de Londres foi construída com calcário de Portland formado no final do período Jurássico, no condado de Dorset.

Extinções em Massa

Houve três eventos de extinções em massa ocorridos nessa época.

1. No limite entre o período Triássico e Jurássico. Isso extinguiu os últimos espécimes de répteis parecidos com mamíferos.

2. Durante o estágio Pleinsbachian do baixo Jurássico grande parte da fauna marinha foi afetada.

3. No final do período Jurássico. Os animais marinhos foram mais afetados que os animais terrestres.

Nenhum desses animais era particularmente grande.

Fósseis de Idade

Os diferentes leitos marinhos do Jurássico são datados usando espécies de amonites - parentes das lulas e das sépias, que nos deixaram fósseis de conchas espiraladas. Cada espécie existiu apenas por alguns milhões de anos e, assim, as rochas onde foram encontradas puderam ser datadas com relativa precisão. Estas espécies eram muito comuns pelo oceano, de forma que seus fósseis puderam ser facilmente encontrados em diversas partes do mundo.

Vida Jurássica

Como a maioria dos fósseis foram encontrados em depósitos marinhos, há mais fósseis de animais marinhos do que dos que viviam na terra. Isto não significa que havia maior abundância de vida e espécies na água do que na terra durante o Jurássico. Porém, ainda assim, a vida marinha foi muito importante nesse período. Os mares em expansão deram origem às plataformas continentais onde o sedimento se acumulou e propiciou a fossilização de animais marinhos da época.

Os Fósseis das Lagoas

Ao longo da costa norte do Mar Tetis - o braço do oceano que separava as partes norte e sul da Pangeia - lagoas rasas se formavam atrás de recifes construídos por esponjas e corais. O fundo da água era tóxico, e matava e preservava diversas criaturas aéreas e aquáticas. Com isso, formavam-se fósseis bem detalhados em vários calcários mais finos.

Criptoclido


Significado: osso de coleira escondido
Período: final do Jurássico
Tamanho: 8m
Alimentação: peixes
Informação: um típico plesiossauro, com o pescoço comprido, cabeça pequena com dentes pontudos, e membros parecidos com pás. Os criptoclidos nadavam com o mesmo movimento necessário para voar, como os leões-marinhos modernos.

Liopleurodonte


Significado: dentes amaciados
Período: final do Jurássico
Tamanho: 12m
Alimentação: peixes e plesiossauros
Informação: o liopleurodonte era um dos maiores pliossauros semelhantes a baleias. Ao contrário de seus primos - os plesiossauros - os liopleurodontes tinham pescoços curtos e cabeças imensas. Provavelmente viviam como as cachalotes dos dias atuais, caçando animais grandes.

Pterodáctilo


Significado: asas de dedos
Período: final do Jurássico
Tamanho: 1m (asas estendidas)
Alimentação: peixe
Informação: um dos primeiros entre os pterodactiloides - que mais tarde evoluíram para os pterossauros. Estes répteis voadores tinham caudas mais curtas e ossos do pulso mais longos que os primeiros pterossauros. Os pterodáctilos também podem ser distinguidos pelo ângulo do crânio e do pescoço.

Dinossauros do Jurássico

Sem dúvida, os mais espetaculares animais do período Jurássico eram os dinossauros. Seus tamanhos variavam tanto que alguns eram da altura de um esquilo, enquanto outros eram muito maiores que as baleias do nossa época e viviam em todos os continentes do mundo. Cientistas podem identificar diferentes famílias de dinossauros, cada uma com seus próprios hábitos e modos de vida.

Tipos de Dinossauros

Saurísquios ("quadris de lagarto"): esses dinossauros se diferenciavam pelos seus quadris. Os três ossos principais dos quadris partem do buraco em que a perna está ligada, assim como nos lagartos modernos. Eles são divididos em vários grupos principais.

Terópoda ("pés de besta"): os carnívoros, andando em suas duas pernas traseiras, com braços pequenos e grandes dentes saltando da frente.

Therizinossauro ("garras de foice"): esses parecem ter sido herbívoros, mas eram parentes próximos dos terópodos. A maioria era do Cretáceo e seus quadris eram mais parecidos com os dos ornitísquios.

Prosauropodas ("antes dos saurópodes"): os primeiros herbívoros, com longos pescoços e cabeças pequenas.

Saurópodes ("pés de lagarto"): os grandes dinossauros herbívoros com gigantescos corpos e pernas pesadas, com um pescoço e rabo muito longos.

Thyreophoranos ("portadores de escudos"): os dinossauros com armaduras de placa. Incluem os estegossauros, dotados de placas (na maioria Jurássicos) e os anquilossauros, dotados de uma armadura (na maioria Cretáceos).

Marginocephalianos ("cabeças com protuberâncias"): os dinossauros com cabeças encouraçadas. A maioria viveu no Cretáceo. Esse grupo inclui aqueles com ossos na cabeça e os que possuíam com chifres e couraça servindo como escudo em volta de seus pescoços.

Ornitópodes ("pés de pássaro"): os herbívoros bípedes, embora os maiores tenham passado a maior parte do tempo nas quatro patas.

Ornitísquios ("quadris de pássaro"): nesse grupo de dinossauros, o osso da púbis no quadril aponta para trás grande intestino que era necessário, pois esse grupo de dinossauros era totalmente herbívoro. Eles têm um osso na frente da mandíbula, ao contrário dos Saurichians. Diversos grupos são reconhecidos.

Um Cenário dos Dinossauros

Os mais famosos esqueletos de dinossauros foram encontrados na Formação de Morrison, no oeste da América do Norte. No período Jurássico, essa área era uma larga e seca planície entre as Montanhas Rochosas recentemente formadas e um mar raso que se espalha pelo centro do continente. A planície é cortada por diversos rios, e foi nos leitos florestados destes rios que a maioria dos dinossauros viveu.

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Imagens do Mês - Novembro de 2013 - Suchomimus






sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Nova espécie de Carchadorontossauros foi Descoberta

Uma espécie de dinossauro carnívoro de mais de dez metros de altura que viveu há 98 milhões de anos foi descoberta em Utah (oeste dos Estados Unidos). O "Siats meekerorum" foi o principal predador de sua época, se impondo sobre espécies de tiranossauros de menor tamanho durante milhares de anos, informou a revista Nature Communications. 

Ele pertence ao grupo dos carchadorontossauros - dinossauros carnívoros -, assim como a maioria dos dinossauros predadores de grande tamanho conhecidos. Seu nome, Siats, faz referência ao monstro devorador de homens de uma lenda dos índios americanos ute, uma tribo cuja língua é parecida com a dos astecas. Viveu no Cretáceo superior e assume o terceiro lugar no pódio das maiores espécies já descobertas na América do Norte. 

O fóssil do Siats foi descrito por Lindsay Zanno, do museu de ciências naturais da Carolina do Norte, e por Peter Makovicky, do museu Field de História Natural de Chicago, como pertencente a um indivíduo de mais de 9 metros de altura e de pelo menos quatro toneladas de peso. Os restos fossilizados foram encontrados em 2008 saindo de um declive rochoso na Formação de Montanhas Cedar, em Utah. Foram necessários dois anos para que os ossos fossem totalmente escavados das rochas e limpos e mais dois anos para analisá-los (Info).

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Será que toda vida tem um ancestral em comum?

Darwin achava que todas as formas de vida possuem um ancestral em comum. Ele imaginava a história da vida na Terra como uma grande árvore. Mais tarde, outros passaram a acreditar que essa “árvore da vida” começou como um único “tronco”, ou seja, as primeiras células simples. Novas espécies brotaram do tronco e continuaram a se dividir em galhos (famílias de plantas e animais) e depois em ramos (todas as espécies dentro das famílias de plantas e animais existentes hoje). Foi isso o que realmente aconteceu?

O que muitos cientistas afirmam? Muitos dão a entender que o registro fóssil apoia a teoria de que todas as formas de vida tiveram uma origem em comum. Também afirmam que todos os seres vivos devem ter evoluído de um ancestral em comum, visto que possuem uma “linguagem de programação” parecida, o DNA.

O que a Bíblia diz? O relato de Gênesis diz que as plantas, as criaturas marinhas, os animais terrestres e as aves foram criados “segundo as suas espécies”. (Gênesis 1:12, 20-25) Essa descrição permite uma variação dentro de uma ‘espécie’, mas também indica que há limites fixos que separam as diferentes espécies. O relato bíblico sobre a criação também indica que novas criaturas apareceriam no registro fóssil de modo súbito e plenamente formadas.

O que as evidências indicam? Será que as evidências apoiam a descrição bíblica sobre a origem da vida ou Darwin estava certo? O que as descobertas dos últimos 150 anos revelam?

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sábado, 9 de novembro de 2013

Fóssil de Filhote de Dinossauro é Encontrado Intacto

Em um dia como outro qualquer, há cerca de 70 milhões de anos, um filhote de Chasmossauro entrava em um rio onde hoje é o Canadá. O rio não existe mais. Mas naquela época, o bebê de apenas 3 anos foi pego pela correnteza e morreu afogado. Seu corpo ficou preservado nos sedimentos do rio ao longo de todas essas eras, e foi desenterrado por Phillip Currie, da Universidade de Alberta. 

O fato de ter ficado submerso permitiu que o corpo do pequeno réptil ficasse conservado em ótimas condições. Se tivesse morrido em terra, ele provavelmente teria sido comido por algum outro animal ou acabaria se deteriorando. É muito raro encontrar fósseis tão bem preservados, que dirá de filhotes. Para se ter uma ideia, os cientistas encontraram impressões até mesmo da pele do dinossauro na rocha em que ele estava envolto. 

 Este esqueleto de filhote foi o primeiro da espécie a ser descoberto, e deve ajudar os pesquisadores a entenderem melhor seu crescimento. O dinossaurinho media 1,5 metro, os adultos chegavam a medir até 5 metros (Galileu).

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Cartazes do Filme: Caminhando com os Dinossauros

Foram divulgados novos cartazes de ‘Caminhando com Dinossauros 3D’, que destacam as principais criaturas pré-históricas da trama. 

O longa é baseado em ‘Walking with Dinosaurs’, produção televisiva do canal britânico BBC que acompanha a vida dos dinossauros de diferentes épocas. 

 Eles desapareceram há mais de 60 milhões de anos, mas ainda exercem enorme curiosidade. ’Caminhando com Dinossauros – O Filme‘ acompanha a trajetória um simples dinossauro luta para se tornar um herói para a posteridade. 

 Os espectadores vão sentir e viver a era em que os dinossauros comandavam a Terra, no documentário filmado em 3D. 

A estreia no Brasil é prevista para 3 de Janeiro de 2014 (CinePop).

sábado, 2 de novembro de 2013

Esqueleto de Dinossauro é vendido por 630 mil Dólares

Um raro esqueleto completo de um enorme diplodoco, espécie de dinossauro herbívoro, foi vendido na Grã-Bretanha, esta quarta-feira, por 400.000 libras (US$ 630.000), anunciou a causa leiloeira. Apelidado de Misty, o fóssil com 150 milhões de anos foi comprado para ser exibido em público, informou a Summers Place Auctions, em Billingshurst, sul da Inglaterra. O esqueleto de uma fêmea, encontrado no estado americano do Wyoming pelos filhos de um famoso caçador de dinossauros, era avaliado entre £400.000 e £600.000. 

O porta-voz da casa, Rupert van der Werff, disse que esta era uma "peça realmente extraordinária". "Tivemos muito trabalho em um projeto muito animador e finalmente vê-lo concluído nos deixa muito contentes", disse. "Não posso dizer-lhes quem o comprou, mas ficará em exibição pública", continuou. O esqueleto do dinossauro de seis metros de altura e 17 de comprimento é um dos muito poucos esqueletos completos de diplodoco encontrados até agora. Misty foi encontrado em 2009 quando o caçador de dinossauros americano Raimund Albersdoerfer, que participava de uma escavação em uma pedreira privada em Wyoming, mandou seus filhos Benjamin e Jacob para cavar em uma área vizinha. 

 Ele ficou assombrado quando os dois voltaram no fim do dia para dizer que tinham achado um osso enorme. Nove semanas depois, Misty foi tirada dali. A partir de então ela foi enviada a um laboratório da Holanda para ser restaurada. Conhecido pelo nome científico de 'Diplodocus Longus', o dinossauro herbívoro foi um dos maiores animais a viver sobre a Terra (Em.com.br).

sexta-feira, 1 de novembro de 2013