domingo, 29 de setembro de 2013

Oviraptor

Introdução

O Oviraptor ("ladrão de ovos") foi um terópode de pernas longas, com grandes olhos, bico sem dentes e cauda óssea. Ele e seus parentes próximos parecem ter sido os dinossauros mais intimamente relacionados às aves. O cientista que descreveu o Oviraptor em 1924 acreditava ter encontrado um espécime que havia sido morto enquanto roubava ovos de um herbívoro com chifres Triceratops. Ele nomeou o seu achado de Oviraptor philoceratops ("ladrão de ovos que gostava de dinossauros com chifres"). Na década de 1990, entretanto, outros dinossauros Oviraptor foram encontrados com ovos similares. Em um desses ovos, havia ossos de um embrião de Oviraptor. Longe de roubar os ovos de outros dinossauros, os adultos tinham morrido protegendo os próprios ovos, como as aves que atualmente nidificam no chão. O Oviraptor viveu há cerca de 80 milhões de anos onde hoje é o Deserto de Gobi, na Mongólia e na China.

Mães Devotadas

Esse modelo, semelhante ao animal vivo, mostra uma mãe Oviraptor instalando-se para chocar seus ovos. O ninho é um monte de areia com uma concavidade escavada no centro. Em seu interior, ela dispôs os ovos alongados em um círculo. Abaixando-se devagar, a grande criatura utilizará o calor do próprio corpo para manter seus ovos aquecidos à noite, semelhante a uma ave. De dia, as penas macias e felpudas que cobrem seu corpo e braços protegem seus ovos do calor violento do Sol e da areia carregada pelos fortes ventos. Se um outro dinossauro tentar roubar seus ovos, ela pode arranhá-lo com suas garras afiadas ou, como um avestruz, dar uma terrível patada.

Embrião

Ossos delicados ainda rodeados por fragmentos da casca do ovo revelam os restos do embrião de um Oviraptor posto há 80 milhões de anos. O dinossauro que não havia saído da casca encontrava-se enrolado em um ovo com não mais do que 7 centímetros de diâmetro. Se ele tivesse eclodido, o bebê teria crescido até 2m de comprimento. A descoberta de embriões de dinossauros é rara porque seus ossos eram, geralmente, muito frágeis para serem preservados.

Bico e Protuberância

Ovos de dinossauros tinham casca grossa. Ao contrário dos ovos da galinha, eram difíceis de quebrar. Em vez de dentes, o Oviraptor contava com duas presas afiadas no alto da boca. Elas furavam o ovo como um punhal. O fato de ser desdentado nunca foi problema para o Oviraptor. O bico curvo e as mandíbulas fortes quebravam até os ovos mais duros com facilidade. Funcionavam como uma espécie de quebra-nozes. Nem todos os crânios de Oviraptor são parecidos. Alguns têm pequenas protuberâncias ósseas acima das narinas. Outros, uma vasta crista. Com seu crânio curto e olhos grandes, o dinossauro lembrava um pouco o casuar, uma ave australiana.

Esqueleto leve

Um esqueleto de Oviraptor reconstruído revela a estrutura delgada dos ossos ocos no interior do corpo da criatura. Os oviraptores tinham braços compridos e mãos longas com três dedos capazes de agarrar, armadas com garras afiadas e fortemente curvadas. As canelas e os pés alongados os capacitavam a correr rápido, e a cauda era relativamente mais curta do que na maioria dos terópodes. Como um todo, o Oviraptor assemelhava-se a uma grande ave não-voadora. Ele ainda usava o mesmo músculo que as aves - o músculo íleo-tibial - para empurrar suas pernas para trás. Entretanto, certos detalhes intrigantes, tais como ossos púbicos voltados para frente e um hálux (primeiro dedo de pé) voltado para trás, indicam que esse terópode não era, de fato, uma ave.

Desastre no Deserto

Ossos e ovos fósseis mostram o local onde um Oviraptor morreu enquanto cuidava de um ninho com ovos alongados. Esse ninho foi encontrado em solo arenoso, provavelmente na borda de um oásis no deserto. Para proteger os ovos de uma tempestade, a mãe, aparentemente, estendeu seus braços com garras sobre o ninho, como uma ave estende as suas asas. Repentinamente, uma duna saturada pela água da chuva deslizou sobre o ninho e soterra o dinossauro com seus ovos sob uma avalanche de areia.

Dados da Fera


Nome: Oviraptor, significa "ladrão de ovos"
Tamanho: 2 m de comprimento
Alimentação: incerta, provavelmente ovos e carne
Quando viveu: há cerca de 80 milhões de anos atrás, no final do Cretáceo
Onde viveu: no sul da Mongólia
Gêneros aparentados: Conchoraptor, Ingenia

Curiosidades

Encontrar ovos era uma tarefa relativamente simples para o Oviraptor, pois determinados hadrossauros desovavam sempre no mesmo lugar, ano após ano. Bandos inteiros construíam seus ninhos juntos, cada um contendo até 30 ovos, retornando ali em épocas certas do ano. Isso facilitava a vida do Oviraptor, que sabia onde encontrar a próxima refeição.

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Amonites e Belemnites

Introdução

As conchas enroladas e lateralmente compridas, chamadas amonites, têm seu nome derivado do nome Amon, um Deus egípcio com chifres enrolados. Rochas ricas em fósseis de amonites também contém fósseis de belemnites - animais alongados e delgados. Ambos eram cefalópodes - moluscos de corpo mole, assim como o polvo e a lula. Os amonites e os belemnites tinham tentáculos que rodeavam suas mandíbulas, estruturas semelhantes ao bico. Ambos viveram no mar e se moviam por propulsão a jato - expulsavam a água para um direção para se dirigir à posição oposta. Amonites estão entre os mais abundantes fósseis da era Mesozóica, mas nem os amonites nem os belemnites sobreviveram após a Era dos Dinossauros.

Dentro de um Amonite

 Os amonites viviam em uma concha subdividida em câmaras. A câmara mais interna era a cavidade mais antiga. Quando um jovem amonite crescia, ele construía uma câmara maior à frente da abertura, e em seguida se movia para lá. Esse processo se repetia à medida que o amonite crescia. As câmaras mais antigas serviam como tanques flutuadores. Um delicado tubo que corria através das câmaras bombeava água e enchia as câmaras com gás, o que tornava o amonite leve o suficiente para flutuar acima do substrato marinho.

Echioceras

O amonite Echioceras viveu nos mares rasos do mundo no Jurássico. A sua concha estreita e com enrolamento frouxo era reforçada por costelas curtas e retas dispostas transversalmente. A cabeça do Echioceras, que possuía tentáculos, era colocada para fora da abertura da concha a fim de procurar alimento. Paleontólogos acreditam que esse amonite era um nadador lento, que se alimentava de detritos ao invés de caçar ativamente. Como muitos amonites, Echioceras provavelmente flutuava um pouco acima do fundo marinho e agarrava qualquer coisa comestível que pudesse enfiar em seu bico.

Dentro de um Belemnite 

O fragmocone subdividido em câmaras oferece flutuabilidade no meio do corpo e ajuda a manter a estabilidade dentro do mar. A parte final estreitada do fragmocone, estava encaixada na parte dura - guarda ou pena - e é frequentemente encontrada fossilizada. Um dos maiores de todos os belemnite, o Cylindroeuthid, viveu em águas profundas, afastadas da costa, no Jurássico.

Belemnoteuthis

Belemnites tais como Belemnoteuthis lembram uma lula. Eles eram criaturas alongadas com cérebros e olhos bem grandes. Da extremidade da cabeça partiam 10 tentáculos com ventosas dotadas de ganchos. O manto muscular - à frente do corpo - tinha uma nadadeira em forma de asa em cada um dos lados. A parte final estreita cobria a parte posterior interna da concha. Belemnoteuthis usava seus braços dotados de ganchos para agarrar e conduzir até a sua boca criaturas pequenas que se moviam lentamente no mar. Para manobrar ou nadar vagarosamente, Belemnoteuthis movimentava suas nadadeiras. Para nadar para frente ou para trás, para um rápido ataque, ou para uma fuga em alta velocidade, ele impulsionava seu corpo, expulsando jatos de água. Belemnoteuthis viveu no final do Jurássico, em mares da Europa que existem até hoje.

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Permiano

Introdução

No início do período Permiano, o hemisfério sul ainda estava dominado pela era glacial que começou no final do período Carbonífero. Assim que a era terminou, os continentes foram dominados por um período desértico - formando a "New Red Sandstone". O fim do Permiano mostra um grande surto de atividades vulcânicas, a grande maioria na Sibéria.

O Mundo no Permiano


Esse período é nomeado em homenagem à região de Perm na Rússia, onde as rochas datadas dessa época se encontram bem expostas. No Permiano, praticamente todos os continentes se acumularam em uma única grande massa de terra. As montanhas dos períodos Devoniano e Carbonífero foram erodidas em morros, e havia menos erosão formando os deltas dos rios. As florestas de carvão secaram e foram substituídas por desertos.

Características do Deserto

 Características do deserto vistas em rochas permianas:


  • Aterramento de dunas
  • Arenito vermelho mostrando ambientes de oxidação seca
  • Camadas de seixos grossos que foram moldadas pelo vento

Recifes

Os tipos de animais que viviam nos mares no início fizeram suas últimas aparições no período Permiano. Na região onde hoje é o estado do Texas, Estados Unidos, havia grandes recifes. Recifes modernos são feitos de corais. Os recifes permianos eram formados por:


  • Esponjas
  • Algas
  • Moluscos bivalves
  • Crinoides (lírios-do-mar)
  • Braquiópodes (animais com duas conchas, mas sem parentesco com bivalves)

Mesossauro


Significado: meio lagarto
Período: início do Permiano
Tamanho: 1m
Alimentação: pequenos animais aquáticos
Informação: a era dos répteis havia chegado de verdade, com formas aquáticas e aéreas, além de espécies que vivam na terra. Fósseis do Mesossauro, um animal de água doce, foram encontrados na África do Sul e no Brasil, indicando que esta área era um só continente na época.

Pareiassauro


Significado: lagarto ombro-a-ombro
Período: final do Permiano
Tamanho: 2,5m
Alimentação: plantas
Informação: vertebrados herbívoros surgiram por esta época. Espécies grandes como o Pareiassauro se alimentavam nas vegetações rasteiras e nas coníferas dos oásis desérticos.

Dimetrodonte


Significado: dois tamanhos de dente
Período: início do Permiano
Tamanho: 3m
Alimentação: outros répteis
Informação: um importante grupo de répteis com características de mamíferos. Esse grupo foi ancestral dos mamíferos. Tinha em suas costas uma espécie de vela, que ajudava a regular sua temperatura no calor do deserto.

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Microraptor podia planar por longas distâncias, deduzem cientistas

Cientistas da Universidade de Southampton, no Reino Unido, construíram uma maquete em tamanho natural de um microraptor, espécie que viveu no período Cretáceo inferior (entre 130 milhões e 125 milhões de anos atrás), com o objetivo de descobrir se pequenos dinossauros com penas conseguiam voar. Com isso, eles concluíram que o animal não era aerodinâmico, mas podia planar perfeitamente por uma grande distância após se atirar de determinada altura. 

A pesquisa ajudou a descobrir que essa espécie de réptil não voava movendo as asas, mas, segundo os estudiosos, quando se jogava de uma altitude superior a 30 metros, conseguia planar por uma distância que variava entre 70 metros e 100 metros. O que se sabia até agora era que muitas espécies de pequenos dinossauros, precursores das aves modernas, tinham penas nas asas, nas patas traseiras e na cauda. No entanto, não havia a certeza se esses animais podiam voar ou se aquelas características eram apenas uma etapa de sua evolução. 

 O veredicto sobre essa capacidade de voo foi obtido a partir de um experimento aerodinâmico feito pelos cientistas. Eles recriaram o microraptor em tamanho natural, a partir de fósseis escavados, equipando-os com penas e colocando-o diante de um grande ventilador, como os utilizados na indústria aeronáutica, para provar seu desempenho em diferentes posições (G1).

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Fóssil encontrado por Aposentado perto de Las Vegas

O paleontólogo americano Josh Bonde disse, nesta segunda-feira (16), que os fósseis de dinossauro encontrados por um morador em um parque estadual próximo de Las Vegas podem datar do período Triássico. Caso isso seja confirmado, esse pode ser o fóssil mais antigo de animal terrestre já encontrado no estado de Nevada. O primeiro fragmento foi encontrado há alguns meses pelo engenheiro aposentado Harold Larson, de 84 anos, que mora na região. 

Uma equipe de pesquisadores encontrou, em seguida, outros ossos fossilizados na mesma área. Bonde, que é professor de geociência e pesquisador da Universidade de Nevada, disse que a vértebra veio de uma camada de rocha que tem entre 220 e 230 milhões de anos. Ainda não há uma identificação precisa, mas Bonde disse ao “Las Vegas Review-Journal” que os fósseis encontrados no parque estadual Spring Montain Ranch pode ser de um período anterior ao dinossauro de 190 milhões de anos identificado no local em 2010. 

 Ele afirma que os ossos podem ter pertencido a um phytossauro, um ancestral do crocodilo, ou a um metopossauro, um anfíbio gigante com uma cabeça larga, achatada e triangular. Descrença Larson, que vive em Las Vegas desde 1954, disse ao Review-Jornal que mesmo seu amigo Nick Saines, um geólogo da Red Rock Canyon Interpretive Association, não acreditou a princípio que a rocha encontrada era um fóssil. “A moral da história é que se você acredita em algo, você precisa continuar trabalhando nisso”, disse Larson. O gerente regional da Divisão de Parques Estaduais de Nevada, Russ Dapsauski, disse que quaisquer fósseis encontrados em Spring Montain Ranch será encaminhado para o Musel de História Natural de Las Vegas para estudo (G1).

Caminhando com as Bestas 1: Novo Surgimento

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Fóssil de Dicinodonte encontrado em RS recebe limpeza

Pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) retiraram neste domingo (15) parte da camada de gesso que protegia o fóssil de um dinossauro de 230 miilhões de anos descoberto em 2010 em uma fazenda em Candelária, no Vale do Rio Pardo, no Rio Grande do Sul. O trabalho foi parado devido a umidade da capa de gesso, dizem especialistas. 

O bloco de rocha de 1,5 toneladas contém o fóssil de um Dicinodonte, espécie herbívora de dinossauro que viveu na região central do estado no período Triassico Médio, antes da existência dos grandes dinossauros. Ele havia sido transportado no dia 1º de agosto. De acordo com a equipe de paleontólogos da UFRGS, a peça, que está abrigada há pouco mais de um mês no Museu Municipal Aristídes Carlos Rodrigues em Candelária, ainda está úmida o que atrapalhou os trabalhos dos especialistas neste domingo O trabalho de limpeza do fóssil vai seguir sendo feito pelos voluntários do museu, com a supervisão dos paleontólogos da UFRGS. 

A previsão dos especialistas é que essa etapa deve durar meses. O fóssil foi encontrado há três anos, mas a descoberta foi mantida em sigilo até a possibilidade de remoção ser confirmada. Depois da limpeza, o material será exposto no museu de Candelária. Pesquisadores afirma que a descoberta foi considerada como uma das mais importantes do Brasil dentro do período triássico. O fóssil foi encontrado durante escavação nas margens da RSC 287, nas proximidades do Cerro do Botucaraí. O local é considerado um dos mais difíceis de serem explorados da cidade (G1).

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Exposição de Fósseis em SP é liberada gratuitamente

O Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da Universidade de São Paulo (USP), em São Carlos(SP), apresenta a exposição “Cabeça Dinossauro: o novo titã brasileiro”, que conta com a réplica em resina do esqueleto de um dinossauro de 4,5 metros de altura e 11 metros de comprimento. A mostra tem entrada gratuita e pode ser vista até o dia 30 de novembro. 

Organizada pelos museus de Ciências e de Zoologia da USP, a exposição reúne diversos fósseis originais de peixes e crocodilos, além de reproduções de vertebrados dos períodos Triássico, Jurássico e Cretáceo. Trabalhos de paleontólogos da universidade também estão expostos. A partir de 2005, pesquisadores do Museu de Zoologia da USP começaram a encontrar fósseis de um tiranossauro, em Minas Gerais. Em 2008, os paleontólogos encontraram a cabeça completa de um Tapuiasaurus Macedoi, que foi apelidado de Jesuíno. 

Entre as aves, o destaque é o paraphysornis brasiliensis, encontrada no Estado de São Paulo há 23 milhões de anos. Ele tinha bico forte, comia pequenos animais, tinha patas resistentes para perseguir as presas e é considerado o animal que prova que existe parentesco entre aves e dinossauros. A exposição, que aborda ainda temas como a separação dos continentes e a extinção dos dinossauros, tem o objetivo de conscientizar sobre o risco do desaparecimento de algumas espécies ameaçadas de extinção, escassez de recursos, superpopulação e mudanças climáticas. 

As visitas podem ser feitas de terça a sexta-feira, das 9h às 18h, às quartas até as 22h, e aos sábados até as 12h, no hall da biblioteca Professor Achille Bassi, no ICMC, que fica no campus I da USP São Carlos, localizado na Avenida Trabalhador Sãocarlense, 400. Escolas e demais instituições podem agendar visitas em grupo pelo site do ICMC. Mais informações podem ser obtidas pelo e-mail: apoioacad@icmc.usp.br ou pelo telefone (16) 3373-9146 (G1).

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Vídeos - Caminhando com as Bestas

Saudações aos leitores do blog que acompanham o documentário disponível no Dinossauros e Cia - "Caminhando com as Bestas". Vocês devem ter percebido que os vídeos que exibem tal documentário estão fora do ar, ou seja, não existem mais. Dessa forma, irei recomeçar hoje mesmo a postagem do seriado com base nos novos vídeos lançados.

Assim, peço-lhes perdão pelo ocorrido e espero que continuem ligados na seção de documentários do blog, pois logo mais o "Caminhando com as bestas" estará disponível com conteúdo completo, incluindo o proceder do último vídeo postado.

Atenciosamente, Guilherme Brancallião.