quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Era Mesozóica

Do grego: meso = meio + zóico = vida. Durou de 248,2 a 65 Ma.

O limite inferior do Mesozóico é marcado por uma grande extinção em massa, de causas imprecisas mas de alguma forma relacionadas a uma intensa glaciação que afetava nosso planeta.


Curiosa, ou tragicamente o limite superior dessa era também é marcado por uma grande extinção em massa, esta atribuída ao impacto de um meteoro, em Chicxulub, na península de Yucatan, México, com diâmetro de mais de 170 km (64,98 +/- 0.5 Ma). O impacto causado por este corpo celeste teria gerado uma espessa nuvem de poeira, alterando o clima terrestre, impedindo a fotossíntese, e quebrando a cadeia alimentar.

Nesse ínterim, porém, a Era Mesozóica foi palco do apogeu dos grandes répteis, do aparecimento das primeiras aves e das primeiras plantas com flores.

Apesar dos grandes répteis marinhos serem vorazes predadores, os mares mesozóicos eram dominados por moluscos cefalópodes. Mas, se no mar os grandes répteis eram coadjuvantes, na terra eles eram os protagonistas. Tanto que o Mesozóico é informalmente conhecido como a "Era dos Dinossauros". Felizmente, ou infelizmente esses gigantes se extinguiram no final do Período Cretáceo. Os mamíferos ainda eram poucos nessa era.

Os céus eram povoados por répteis voadores, como os pterossauros e as primeiras aves apareceram no período Triássico.

A vegetação passou por grades transformações, sendo inicialmente constituídas de gingkos e cicadáceas, passando para gimnospermas como coníferas e, mais tarde, no Cretáceo médio, para angiospermas (plantas com flores).

No início da Era Mesozóica havia apenas um grande continente: Pangea (do grego pan = toda + gea = terra). No final do período Triássico esse supercontinente começa a se quebrar, formando o Oceano Atlântico e dando origem aos continentes conforme os conhecemos hoje.

No Brasil, a quebra do supercontinente Pangea gerou uma importante feição geotectônica: O Sistema de Rifts do Leste do Brasil, com suas várias bacias marginais.

Esses processos distensivos predominaram durante quase todo o Mesozóico, mas, no final do Período Cretáceo, recomeçaram as colisões na região circum-pacífica, e têm início as orogenias Laramide, na América do Norte (colisão entre a placa do Pacífico e a América do Norte) e Andina, na América do Sul (colisão entre a placa de Nazca e a América do Sul).

A Era Mesozóica se divide em três períodos: Cretáceo, Jurássico e Triássico.

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